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domingo, 07 / agosto / 2022
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AGUIARNÓPOLIS: Fim do abate deixa frigorífico Asa Norte inoperante

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Pátios vazios, máquinas e linhas de produção paradas e quase nenhum funcionário trabalhando. Esta é realidade atual na Asa Norte Alimentos, empresa localizada em Aguiarnópolis, a 488 quilômetros de Palmas, Extremo Norte do Estado, que em 2009 planejava ampliar o abate de frangos e entrar no mercado internacional. Hoje, a empresa mantém em funcionamento apenas a fábrica de rações e a criação de aves vivas. Quando começou a operar na cidade, trabalhavam no complexo 410 trabalhadores. Ao interromper o abate, no último dia 30, restaram no frigorífico somente 120 funcionários na parte administrativa e de serviços gerais. Os demais foram demitidos ou cumprem aviso prévio. Se depender do crédito oficial para o ritmo de produção ser retomado, a empresa continuará sem abater aves.

Diretor-superintendente da empresa Heber Silva lembra que o frigorífico planejava começar a exportar para o Oriente Médio e a Ásia já em 2010. Agora, 300 pessoas foram demitidas e outras tantas estão cumprindo aviso prévio até o próximo dia 20. “Nós suspendemos as operação em função da demora do governo em asfaltar o acesso e o pátio da empresa, o que fez com que nossa licença para exportação, concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tivesse um caráter temporário. Isso nos impediu de fechar contratos de exportação consistentes. Outra situação que também motivou essa decisão foi a suspensão de empréstimos para construção de novas granjas, o que limitou a produção do abatedouro em até 38 mil aves/dia, o que significava apenas 25% da nossa capacidade de produção”, relata.

A Asa Norte Alimentos inaugurou sua planta em Aguiarnópolis em maio de 2007, num investimento de aproximadamente R$ 100 milhões. O então governador Marcelo Miranda (PMDB) se comprometeu, na ocasião, a pavimentar o acesso e o pátio do frigorífico, distante poucos quilômetros da rodovia TO-126. O investimento foi financiado pelo Banco da Amazônia, que suspendeu o crédito em julho de 2009. “Isso comprometeu o aumento da produção de aves dos pequenos produtores da região, responsáveis pela mão de obra, criação de pintos e pelas granjas”, lamenta Silva.

Banco

Por telefone, a superintendente do Banco da Amazônia no Tocantins, Marisa Maracaípe, informou que a instituição já contribuiu suficientemente com a Asa Norte Alimentos, financiando parte da planta industrial e do capital de giro. “Portanto, o banco não disponibilizará mais recursos para a empresa”, afirma. Quanto ao financiamento dos pequenos produtores que fornecem matéria prima para o frigorífico, Marisa disse que foi suspenso porque o mercado não está favorável a essa cadeia produtiva. “O banco está realizando um prognóstico do mercado e avaliando a viabilidade do negócio. Foi dado um prazo de 180 dias para que nos pronunciássemos e ele termina no final do mês. Ainda não sabemos se o prazo será estendido ou se a resposta será positiva ou negativa para o setor”, pontua.

De acordo com a direção da Asa Norte, a empresa teria capacidade de abater até 150 mil aves/dia. Mesmo abatendo apenas 25% desse total, seus produtos eram exportados para os mercados maranhense, paraense e piauiense e vendidos, em média, de R$ 2,00 a R$ 2,20 o quilo do frango. Silva diz que se a situação for resolvida, a empresa pretende voltar a operar na região. “Se o governo do Estado cumprir sua promessa e o Banco da Amazônia liberar crédito, esperamos conseguir uma nova licença para exportação e todos os funcionários demitidos deverão ser recontratados. Se continuar como está, o grupo pretende enviar todo o frango vivo para ser abatido no frigorífico de Paraíso do Tocantins, como já estamos fazendo”, declarou o diretor-superintendente.

A assessoria de comunicação do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Tocantins (Dertins) informou que o trecho de acesso ao Frigorífico Asa Norte Alimentos será asfaltado assim que passar o período chuvoso. “No momento, o projeto de pavimentação do referido trecho está em fase de elaboração”, diz. O Jornal do Tocantins tentou contato também com as Secretarias Estaduais de Infraestrutura (Seinfo) e de Indústria e Comércio (SIC), para que se posicionassem sobre o impasse, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno. (Webweson Dias – JT)

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Sorry for the massive review, but I’m genuinely loving the new Zune, and hope this, as properly as the superb reviews some other men and women have penned, will aid you determine if it really is the correct choice for you.

leonardo o de sousa

olha gostaria de umas informaçao, tenho 35 ha em stio novo do maranhao proximo a imperatriz, vcs ainda esta com passeria com o pequenos e medio produtor gostaria de uma passeria com vcs 99 81491163 99 91229702 obr e boa tarde

Divino Andrade de Faria

Tenho parentes em Araguatins , mais de trinta pequenos produtores queremos f

azer parcerias com v cs para engorda de frangos como está esta situação ?

Sou presidente da cooperativa dos trabalhadores, C T empreendimento em Aguiarnópolis e estamos organizando uma grande mobilização em favor da abertura do frigorifico da Asa Norte Alimentos. Avisamos que não vamos desisti at e o abatedor ser aberto. se for preciso vamos ate em Brasilia. a cooperativa e todos os fúncionarios que foram demitidos do abatedouro.

leonardo jonson

Ola boa noite , meu nome e leonardo jonson , Trabalho na enpresa . Eu trabalho na parte de manutenção do abatedouro , é ja estamos trabalhando para reabrir novamente , já fizemos varias modificações creio que em breve ira funcionar , e o melhor gerar mais enprego pra varias pessoas .’!

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