- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
segunda-feira, 08 / agosto / 2022
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -spot_img
Array

Alter do Chão a vila mais bonita do Pará completa 252 anos

Mais Lidas

No dia de seu aniversário, no sábado, 6, Alter do Chão amanheceu ao som regional da banda 29 de Junho, que prestou uma homenagem a vila com canções no coreto da Praça 7 de Setembro. À tarde, enquanto muitos turistas se refrescavam do calor na praia, que fica a cerca de 30 km de Santarém (oeste do Pará), os comunitários organizavam os últimos detalhes para a tradicional festa de aniversário.

Um bolo gigante, de 43 metros de cumprimento, foi preparado por entidades e associações para festejar a data. No recheio o sabor regional do cupuaçu predominava. O trabalho de montagem e preparação foi realizado em clima de festa. Os nativos se mobilizaram voluntariamente para comemorar os 252 anos de história do lugar.

O presidente do conselho comunitário, Mauro Vasconcelos, ressaltou que Alter do Chão vive um momento muito positivo, de divulgação na mídia nacional e internacional, mas que há necessidade de melhorar a infraestrutura da vila para receber os visitantes.

Tradição

A programação de aniversário de Alter do Chão foi realizada em dois dias. Na sexta-feira, os moradores participaram de uma ação ambiental com o plantio de 200 mudas de árvores pelas ruas da vila em parceria com projeto Adote uma Árvore. Houve também competição de catraias, exposição de trabalhos e projetos desenvolvidos na vila e show cultural.

No sábado, teve alvorada com a apresentação da banda 29 de Junho, seguida da programação esportiva e o traslado do bolo. No início da noite, depois de finalizarem a produção dos bolos, os comunitários de diversos bairros da vila iniciaram o traslado até a Praça 7 de setembro.

Ao som de bandas musicais e dos fogos de artifício, eles anunciavam a passagem dos grupos de moradores e representantes das entidades e associações que conduziam os bolos em caminhada pelas ruas de Alter do Chão. Da frente de suas casas, muitos acompanhavam a tradição.

Na praça, a população aguardava a chegada dos bolos, que aos poucos foi tomando forma. Depois da benção ecumênica e entrega de medalhas aos jovens campeões das atividades esportivas, os mais antigos da vila foram chamados para cantar os parabéns a Alter do Chão. O momento mais esperado por todos foi a distribuição do bolo gigante de aniversário aos comunitários e turistas presentes.

Atualmente com 6 mil 836 habitantes, Alter do Chão, depois de receber o título de mais bela praia do Brasil, recebe milhares de visitantes de todas as partes do mundo durante o ano inteiro. A atividade hoteleira, nesta época, apesar de sentir a redução no movimento devido à chegada do inverno, se tornou uma um ramo promissor.

O empresário Uéder Povoa, da cidade de Mandaguaçu, no Paraná, que esteve pela primeira vez em Alter do Chão e participou das comemorações de aniversário da vila, explicou que estava em Santarém a trabalho e ao conhecer Alter ficou encantado com a beleza da região.

Nativos

Em Alter do Chão há muitos idosos, pessoas que nasceram e se criaram na comunidade e se orgulham do lugar. A aposentada Luzia Lobato, 77, trabalha na produção de licores, doces e artesanatos há mais de 40 anos, e é conhecida também pela dedicação ao jardim de sua casa e aos assuntos da vila. Neste aniversário, ela celebrou com os amigos comunitários e disse que Alter continua linda e não há do que reclamar.

Dona Maria Emilia Sardinha, 84, já não participa mais das comemorações como antes, mas fica enfrente de casa a espera da banda que passa anunciando a chagada do bolo e o início da festa.

União cabocla

O administrador distrital de Alter do Chão, Luiz Alberto Garcia de Jesus, lembra que em seus 252 anos a vila não perdeu a essência e que a tranquilidade e união cabocla permanecem. Ele ressalta que há tradições que jamais foram esquecidas, como a de um grupo de antigos moradores que todos os dias se reúnem, bem cedo da manhã, enfrente a ilha do amor para contemplar as belezas naturais do lugar. “Por aqui ainda se vê as pessoas conversando enfrente suas casas no final da tarde, eles se visitam e sabem um da vida do outro”, destaca. (Adriana Pessoa)

- Publicidade -spot_img
Assinar
Notificar-me
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas Notícias