A Polícia Civil do Estado do Tocantins, através da 27ª Delegacia de Polícia Civil de Araguaína, concluiu, nesta segunda-feira, 4, às investigações referentes à prática de crime de estelionato contra um idoso de 67 anos de idade, fato perpetrado, em tese, por L.N.C.G, de 35 anos de idade. 

Segundo o apurado, a vítima, um idoso de 67 anos, sempre procurava a autora, que é proprietária de uma financeira no centro de Araguaína, para que esta o ajudasse a sacar o seu benefício previdenciário, tendo em vista ser analfabeto. Desse modo, a mulher aproveitou-se da condição de vulnerabilidade da vítima para, primeiro, lhe pedir emprestada a quantia de R$ 2.980,00 (dois mil novecentos e oitenta reais) no momento em que o idoso realizava um empréstimo na boca do caixa de uma instituição bancária.

Posteriormente, o idoso passou a cobrar L.N.C.G. o pagamento do valor emprestado, mas ela sempre adiava o pagamento, alegando dificuldades financeiras, chegando a repassar cheques sem fundos para a vítima. O idoso continuou indo na financeira da indiciada para que esta o ajudasse a sacar o benefício previdenciário, e numa dessas oportunidades, a mulher realizou um empréstimo na boca do caixa, sem autorização da vítima, no valor de R$ 2.900,00 (dois mil e novecentos reais), repassando R$ 2.600,00 (dois mil e seiscentos reais) a vítima, dizendo que este valor era referente ao pagamento do empréstimo que pegou com a vítima.

O delegado Luis Gonzaga da Silva Neto, Titular da 27ª Delegacia de Polícia de Araguaína, concluiu o inquérito policial, sendo L.N.C.G. indiciada pela prática, em tese, dos crimes de estelionato majorado (contra idoso) e furto qualificado pelo abuso de confiança, cuja pena total poderá chegar ao patamar de 15 anos de prisão.

 O caso agora fora encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis. No dia 09 de agosto deste ano fora deflagrada a “Operação Stellio”, em que foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra L.N.C.G., proprietária de uma financeira, localizada no setor Central, em Araguaína, tendo em vista ser investigada em 12 inquéritos pela suspeita da prática de centenas de estelionatos contra diversas vítimas, sendo em sua grande maioria pessoas idosas que não sabem ler ou escrever.

Os mandados foram cumpridos na residência da empresária, onde encontraram uma arma de fogo tipo revólver e munições pertencentes ao seu marido que fora preso em flagrante como incurso no crime de posse ilegal de arma de fogo. Já o outro mandado, foi cumprido na financeira, onde foram apreendidos computadores, celulares e documentos.

 O delegado Luís Gonzaga da Silva Neto representou pela prisão preventiva da empresária e outras medidas cautelares, tendo a justiça negado a prisão, mas deferido os outros pedidos realizados pelo delegado: 1) Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; 2) Comparecimento em todos os atos do inquérito e processo; 3) Proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial; 4) Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga às 22:00h; 5) Suspensão do exercício das atividades da empresária e da referida financeira.

 Logo, a justiça deferiu a representação, vindo a determinar a suspensão das atividades da empresa mencionada. Segundo o que já foi apurado, a empresária proprietária da empresa, realizava empréstimos para as vítimas, e logo após, de posse das informações pessoais destas pessoas, realizava outros empréstimos sem a autorização daquelas, em que após o dinheiro ser creditado nas contas bancárias das vítimas, a empresária entrava em contato com estas, em que inventava uma história qualquer, havendo casos que uma vítima chegou a transferir os valores creditados em sua conta para a conta da empresária, acreditando na história contada pela suposta autora, vindo após a descobrir o golpe.

 Ainda, há outro caso em que a empresária teria acompanhado um idoso até o caixa eletrônico do banco, vindo a realizar empréstimos bancários e sacando o dinheiro em seguida, sem que o idoso percebesse, pois este acreditava que a empresária o estava ajudando a sacar o benefício da aposentadoria.

Várias destas vítimas procuraram a referida empresária com o fim de reaver o dinheiro, oportunidade em que a empresária dava várias desculpas e prometia que devolveria os referidos valores o mais breve possível, mas nunca ocorria a referida devolução. As investigações estão em trâmite na 27ª Delegacia de Polícia, sob o comando do delegado Luís Gonzaga da Silva Neto, que irá reunir os elementos probatórios cabíveis, vindo em seguida a concluir os citados inquéritos.

Há indícios veementes de que outras pessoas possam ter sido vítimas da finaceira e de sua proprietária. Nesse sentido, a Polícia Civil orienta a todos, que, por ventura, possam ter sido vítimas do golpe que façam o respectivo boletim de ocorrência, devendo em seguida procurar a 27ª Delegacia de Polícia de Araguaína.

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