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Na tarde deste sábado, 24, o coordenador do movimento social Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), Antônio Francisco da Silva, procurou o webjornal Folha do Bico, para rebater a presença da Polícia Militar no acampamento Fidel Castro, na região da Água Amarela, município de Araguatins, nesta sexta-feira, 23.

Antônio Francisco disse que por volta das 8h, cinco viaturas e aproximadamente 25 policiais, sendo cinco eles descaracterizados, chegaram no acampamento e ordenaram que integrantes do movimento de deitassem ou se ajoelhassem para uma visória a mando do Comando da 9º BPM. “Eles invadiram o local, inclusive com policiais descaracterizados, e agindo de maneira brutal, usando armas de grosso calibre, mandando o pessoal deitar e ajoelhar, que segundo a PM, os mesmo estavam fazendo uma vistoria a mando do major Valdeone Dias da Silva, para identificar quantas famílias estavam ocupando a fazenda Água Amarela, para forçar brutalmente uma liminar de despejo em cima das famílias”, contou o coordenador.

Questionado sobre as duas espingardas encontradas pela Polícia no local, Antônio Francisco diz que o grupo desconhece o uso de arma de fogo dentro da base. “Ninguém sabe onde a PM conseguiu tal arma, pois, se a mesma de fato fosse encontrada de posse de algum acampado, o mesmo seria preso e multado”, disse.

Segundo a Coordenação da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), a PM agiu de forma arbitraria e deveria ter comparecido ao acampamento, acompanhada de um oficial da justiça. “A Polícia nunca encontrou resistência, somente subserviência, para evitar possíveis confrontos, pois, somos 400 famílias no acampamento Fidel, e preservamos o diálogo, apenas lutamos por um pedaço de terra para produzirmos o pão de cada dia”, comentou.

A Fazenda Água Amarela foi embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), por causa de desmatamento ilegal. E em agosto de 2012, 56 trabalhadores em condições análogas à de escravidão foram libertados da fazenda.

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