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Bico do Papagaio

ARAGUATINS: Oficina de Escrita aborda principais gêneros acadêmicos

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O Câmpus Araguatins da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) deu início na semana passada, via Google Meet, à ação extensionista de oficinas “Escrita Acadêmica e suas potencialidades”, destinada aos discentes dos cursos de licenciatura em Pedagogia e Letras. A ação também contempla acadêmicos de Letras da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Participaram da videoconferência, o diretor do Câmpus, Sérgio Mendes Anchieta Marinho; a assessora pedagógica, Ana Irene Carneiro Borges Lucena; o coordenador de Letras, Victor Fernandes Borges; a coordenadora de Pedagogia, Aquenubia Gonçalves da Silva; a organizadora e mediadora do evento, professora doutora Tania Regina Martins Machado; e o palestrante, professor doutor Adair Bonini, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O ciclo de oficinas “Escrita Acadêmica e suas potencialidades” é uma proposta interdisciplinar voltada para os cursos de Letras e Pedagogia do Câmpus Araguatins, e visa incentivar o letramento acadêmico/científico, abordando os principais gêneros acadêmicos, suas estruturas e funcionalidades, bem como o conhecimento das características da escrita acadêmica, seja na produção oral ou escrita. Segundo os organizadores, serão realizados quatro encontros nesta primeira oficina do ciclo.

Nesse primeiro encontro, o professor doutor Adair Bonini ministrou sobre “O resumo acadêmico e a construção da voz autoral”, problematizando sobre os desafios que o graduando enfrenta ao identificar e se referir com propriedade sobre as diferentes vozes que compõem um texto acadêmico, exercício que envolve diferentes sentidos e requer o desenvolvimento da criticidade.

A segunda oficina ocorrerá no dia 29 de abril, com a participação do professor doutor Carlos Borges da Silva Júnior (UFT), e abordará “As práticas acadêmicas e seus gêneros na formação da identidade no ensino superior”. A terceira oficina será no dia 14 de maio, com o professor doutor João de Deus Leite (UFT), e trará o tema “Discurso, arquivo e estágio supervisionado de Língua Portuguesa”.

A quarta e última oficina será realizada no dia 21 de maio, com a professora doutora Tania Regina Martins Machado (Unitins), que discutirá os “Gêneros acadêmicos: conhecendo suas configurações e funcionalidades”.

Para o coordenador de Letras, professor Victor Fernandes, “esta ação vai ao encontro da necessidade de aperfeiçoar e estimular a produção escrita dos acadêmicos, pois todo este trabalho minucioso que cada professor faz e consubstancia a prática de escrita acadêmico-científica contribuirá para que o processo de escrita se torne um hábito investigativo e prazeroso. Como já deixou registrado Rubens Alves: Todo texto é uma partitura musical. As palavras são as notas. Se aquele que lê é um artista, se ele domina a técnica, se ele desliza sobre as palavras, se ele está possuído pelo texto, a beleza acontece”.

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Bico do Papagaio

Eduardo foi pego de surpresa com movimentação de Vicentinho para filiar Siqueira. “Não pode beirar a esperteza e ou oportunismo”

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Eduardo na manhã deste sábado com Siqueira

Concordando ou discordando, amando ou desamando, duas coisas são fato, quando se trata de Siqueira Campos e Eduardo Siqueira Campo: 1 – são dois ícones da história e da política do Tocantins; 2 – nada que façam ou falem, passa desapercebido.

Nesta sexta, dia 3, o anúncio da filiação de Siqueira Campos ao PL, do ex-senador Vicentinho, mexeu forte nos bastidores da política tocantinense, mesmo com Siqueira já não atuando tão diretamente na política. Hoje, vive mais à se dedicar a vida familiar. Até aí, tudo normal. O que fugiu do habitual, foi o fato do deputado estadual e filho, Eduardo Siqueira Campos (DEM), deixar claro, que não sabia da articulação e que foi pego de surpresa com a filiação, via imprensa.

Apuramos nos bastidores, que Eduardo tem deixado claro, a todos, que apesar do legado e importância de Siqueira Campos, para todo o contexto histórico e político do Tocantins, hoje, o foco é o familiar. Sobre política, os aspectos tratados e conversados, tem sido sempre do futuro do Tocantins. “O melhor assunto que nos reúne hoje, eu e meu pai, são os netos, lembranças, reflexões sobre o futuro do Tocantins e a opinião lúcida dele sobre o que pensa ser o melhor para o Estado”, escreveu Eduardo em mensagem pelo twitter.


Ainda pelo twitter, Eduardo deixou transparecer uma suposta insatisfação com a filiação de Siqueira no PL. “Como ele (Siqueira Campos) sabe que não serei candidato nessas eleições, não acho razoável ir interromper o merecido descanso dele, para tratar de mudanças partidárias”, e disse mais, “Sempre fui um admirador da articulação política, da habilidade ao lidar com cenários e pessoas, mas isso tem limites e não pode beirar a esperteza e ou oportunismo”.

Na manhã deste sábado, 4, Eduardo esteve com pai, mas disse que só conversou sobre futuro, família e Flamengo. “Tomamos o café da manhã juntos. Três assuntos mais importantes: O futuro do Tocantins, o amor que une nossa família e a paixão pelo Flamengo. Algo mais? Não, não aconteceu nada que merecesse gastar nosso precioso encontro”.

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TOCANTINÓPOLIS: Veja as datas para matrículas de crianças novatas em creches municipais

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AUGUSTINÓPOLIS: Núcleo do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase

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O Câmpus de Augustinópolis da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) sediou na tarde desta terça-feira, 30, a fundação de mais um núcleo do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). A unidade vai concentrar esforços em toda a região do Bico do Papagaio e reúne professores pesquisadores e acadêmicos dos cursos de Enfermagem e Medicina da Unitins.

A programação, ocorrida no auditório do Câmpus Augustinópolis, contou com a participação do coordenador nacional do Morhan e membro do Conselho Nacional de Saúde, Artur Custódio. “Já temos alguns núcleos próximos, como Marabá, mas toda essa área da Região do Bico do Papagaio, pegando também parte do Maranhão e o sul do Pará, tem alta incidência de hanseníase. E considerando que o Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em números de incidência e segundo lugar em número absoluto, é estratégico para a segurança das pessoas afetadas pela doença e para a eliminação da hanseníase no país que a gente tenha grupos de voluntários nessas regiões e que eles atuem na cobrança do poder público”, destacou o coordenador. 

Artur ministrou a palestra alusiva à campanha “Não esqueça da hanseníase” para os acadêmicos de Enfermagem e Medicina que participaram do evento. A mobilização é mundial e é encabeçada pela Fundação de Saúde Sasakawa, uma instituição japonesa. A campanha segue até maio de 2022 e, no Brasil, é promovida pelo Morhan e seus parceiros, como a Unitins.

Para a professora Patrícia Vieira, coordenadora do Morhan de Augustinópolis e Bico do Papagaio e docente do curso de Medicina/Câmpus Augustinópolis, que articulou a abertura do núcleo regional, o objetivo é atuar para que os pacientes tenham todo o acompanhamento e cuidado necessário, inclusive com o diagnóstico precoce. “Eu tenho alguns contatos e algumas parcerias que eu quero que sejam utilizados da melhor forma possível nessa região, de modo a beneficiar toda a população em relação a esses cuidados para que nenhum paciente fique com sequelas agravadas em decorrência de um diagnóstico tardio”, enfatizou a docente.

O novo núcleo do Morhan integra uma rede composta por cerca de 60 grupos espalhados em 300 cidades brasileiras, que somam mais de 2,5 mil voluntários. Na região do Bico do Papagaio, o movimento também busca parcerias com as Secretarias Municipais de Saúde, como a de Araguatins e Augustinópolis. Além de reunir professores e acadêmicos da Unitins, o Morhan também pode ser composto por voluntários de todas as áreas e da sociedade civil.

O titular da Secretaria Municipal de Saúde de Augustinópolis, Yata Anderson Pereira Maciel, participou do evento de fundação do núcleo do Morhan e projetou um impacto significativo para toda a região. “Essa parceria vai ser um sucesso total. A Unitins já vem desenvolvendo um trabalho bastante significativo não só em relação à Hanseníase, mas dentro de outras políticas e essa, com certeza, vai ser mais um sucesso, dessa vez com o Morhan, que é uma entidade conhecida nacionalmente. A união da universidade, município e Morhan vai ter um impacto bastante significativo na sociedade. O núcleo vem para aprimorar as ações que já são desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde”, pontuou.

O vice-coordenador do  Morhan de Augustinópolis e enfermeiro, Dennis Novais, já desenvolve pesquisas acerca da Hanseníase na região do Bico do Papagaio e destacou alguns dos resultados obtidos. “Recentemente analisei o cenário da Hanseníase nos últimos 10 anos na região do Bico do Papagaio e a pesquisa indicou que, além da elevada incidência, existem indicadores de que a doença está ativa na região. Essa percepção foi possível devido aos elevados números da Hanseníase em pessoas menores de 15 anos. Também pude verificar que há um elevado percentual de pacientes que apresentaram grau dois de complicações físicas por causa da doença”, ressaltou Dennis.

Durante a programação, também foi oficializada a criação do núcleo do Morhan Augustinópolis por meio da assinatura de um termo pelo coordenador nacional do movimento, Artur Custódio; pela coordenadora regional, Patrícia Vieira; e pelo secretário de Saúde de Augustinópolis, Yata Anderson. Também integram o movimento a coordenadora do curso de Enfermagem, Hanari Santos, e o coordenador do curso de Medicina, Victor Giovannino, ambos do Câmpus de Augustinópolis.

Entre os acadêmicos que participaram do evento está a caloura de Medicina, Acza Jales. Ela conta que ficou surpresa com a atuação do Morhan e revelou que pretende integrar o núcleo local. “Eu não sabia sobre a existência desse movimento, fiquei muito emocionada sobre a missão do Morhan e o trabalho feito pelo Artur. O meu desconhecimento sobre o Morhan e a hanseníase é um exemplo consequente da pouca divulgação a respeito desse movimento e dessa patologia. Com a palestra de hoje me sinto um pouco mais preparada intelectualmente a respeito da hanseníase e do trabalho exercido pelo Morhan. Sinto vontade de participar do projeto que será implantado na cidade e creio que ele irá atuar de forma expressiva na região do Bico do Papagaio”, disse.

MorhanO Morhan foi fundado em 1981, no estado de São Paulo, com o objetivo de atuar na conscientização na construção de políticas públicas voltadas para a população acometida pela Hanseníase. Há 40 anos o grupo desenvolve atividades que possibilitem a eliminação da doença e o respeito aos Direitos Humanos das pessoas atingidas pela Hanseníase. (Ananda Portilho)

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