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Bico do Papagaio

ARTIGO: Perspectivas Econômicas para a região do Bico do Papagaio e o Tocantins

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Prevê-se para o mês de agosto o início das obras de construção do Porto Fluvial no município de Praia Norte (TO), que facilitará o transporte fluvial de cargas entre a região do Bico do Papagaio e o Estado do Amazonas, passando pelo Pará e perfazendo um total de cerca de 2 mil km de vias navegáveis. Em uma segunda etapa o Porto deverá ligar o Tocantins ao Oceano Pacífico, seguindo do Amazonas pelo Equador, Peru e chegando até o mar, o que sem sombra de dúvidas alavancará o Tocantins como importante centro logístico brasileiro, proporcionando a geração de novos negócios, empregos e distribuição de renda para o povo tocantinense, principalmente no Bico do Papagaio.

O Porto de Praia Norte será destinado ao embarque, desembarque e transbordo de mercadorias, e aliado à consolidação do sistema multimodal de transportes em nosso Estado, a exemplo do Centro Logístico da Plataforma Multimodal de Aguiarnópolis, dispondo de armazéns, permitirá a integração das ações do futuro porto fluvial à Ferrovia Norte-Sul, interconectando-os. Dessa forma, ampliar-se-ão os atrativos do Estado, reforçando a importância da navegabilidade do rio Tocantins como alternativa para o escoamento de cargas a nível regional e nacional. O Porto será um dos principais responsáveis pela logística da produção industrial de Manaus, uma vez que o grande problema das mais de 420 indústrias que estão localizadas na Zona Franca é com a distribuição da produção. Atualmente, cerca de 80% da produção industrial do Amazonas passam pelo Tocantins.

Nosso Estado está localizado no centro do país, e com a conclusão da Ferrovia Norte-Sul, bem como a navegabilidade do rio Tocantins, que estará completamente possível com a construção da eclusa do Lajeado, aliado à estrutura rodoviária, trará para o Tocantins parte das mercadorias produzidas nas indústrias do Amazonas. Nesse período prevê-se também a finalização da hidrovia do rio Tocantins, ligando Marabá a Tucuruí e Tucuruí a Barbacena, além das obras de ampliação do Porto de Vila do Conde, em Belém (PA). Assim se fará a nova rota de saída do corredor Centro-Norte para o Atlântico e para as diversas regiões do Brasil.

O sistema rodoviário-fluvial tem custo altíssimo, envolvendo formação de comboios e a organização de escolta armada, resultando em fretes de até R$ 13 mil por transporte de carreta, dependendo do destino. No sistema de navegação fluvial e marítimo, o custo médio para uma carreta é de R$ 2.200,00 na rota Belém-Manaus e na rota Porto Velho Manaus, bem mais em conta. Estudos comprovam que o transporte hidroviário e ferroviário tem menor custo em relação ao rodoviário, meio que é utilizado para escoamento de cargas atualmente. Enquanto se gasta R$ 2,80 por quilômetro de rodovia, a ferrovia fica em R$ 0,74 e a hidrovia chega a R$ 0,23, em média. Este diferencial atrairá investidores de todo o Brasil e do mundo para investir no Tocantins, desde que se focalize na integração das plataformas multimodais com as indústrias.

A construção da plataforma logística no Estado do Tocantins trará uma série de vantagens como entreposto da Zona Franca de Manaus, a saber:

1 – Em dois ou três dias o produto será entregue ao consumidor final das grandes regiões do consumo do país;

2 – Possibilidade de armazenagem mais econômica no Tocantins do que em Manaus ou Belém;

3 – Maior ocupação de caminhões, evitando quilômetros vazios;

4 – Abastecimento favorecido, já que o estoque de suprimentos no Tocantins, além de mais próximo, evitará filas no agendamento de carga em Manaus, com transportes programados partindo da nova plataforma logística.

Entretanto, devem-se planejar as ações elencadas acima não só no enfoque do ganho financeiro e econômico para empresas e governos, mas, sobretudo, no potencial de transformação, para melhor, na vida das pessoas direta e indiretamente impactadas por esses projetos. É imprescindível que o povo do Tocantins, em especial do Bico do Papagaio, tenham acesso às benesses advindas do desenvolvimento econômico que só será sustentável na medida em que proporcionar desenvolvimento humano e social daquela região. Para isso, é preciso a ação de governos fortes, coerentes e dedicados a cuidar das pessoas. (Por: Gilberto Cormineiro – Economista/Especialista em Gestão Pública)

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Bico do Papagaio

Futuros prefeitos buscam regularização fundiária de Aguiarnópolis, Luzinópolis e Maurilândia

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Prefeito eleito de Luzinópolis, João Português e vereador Carlos Santa Helena com o juiz Océlio Nobre

Prefeitos eleitos dos municípios de Luzinópolis, João Português (PODE); de Aguiarnópolis, Professor Wanderly (MDB) e de Maurilândia, Rafael Maracaípe (MDB), estiveram esta semana passada em Palmas, já buscando iniciativas para colocarem em prática nas novas gestões.

Um dos pontos importantes, averiguado pelos futuros gestores, foi junto ao Tribunal de Justiça do Tocantins, onde estiveram em audiência com o juiz auxiliar, Océlio Nobre, onde trataram acerca da regularização fundiária dos municípios.

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Bico do Papagaio

Axixá e São Bento tem mortes por Covid-19 confirmadas

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Mais duas mortes por Covid-19, no Bico do Papagaio, foram oficializadas pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio de seu Boletim Epidemiológico, nesta quarta, dia 2. Os óbitos foram em Axixá, ocorrida em 19 de julho e em São Bento, no último dia 24 de novembro.

A vítima de Axixá, foi uma mulher de 77 anos, sem comorbidades. Ela morreu no Hospital INCOR Santa Mônica, na cidade de Imperatriz, na região Tocantina, estado do Maranhão.

Já a vítima de São Bento, também era mulher, de 33 anos, com hipertensão. Ela faleceu no Hospital Regional de Augustinópolis.

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ARAGUATINS: Curso de Letras da Unitins promove roda de conversa com o tema “Literatura para quê?”

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O curso de Letras, da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Câmpus Araguatins, promoveu na quarta-feira, 25, uma roda de conversa com o tema “Literatura para quê?”. O evento contou com a participação da professora Cláudia Lúcia Coelho Lopes, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), docente de Literatura na rede privada de ensino em Araguaína. A roda de conversa foi direcionada para os acadêmicos de Letras do 6º período. Evento aconteceu de forma remota com transmissão via Google Meet.

De acordo com a professora mestranda Rosana Quadros Santos Leite, idealizadora da ação, o objetivo do evento foi proporcionar aos acadêmicos uma reflexão sobre o ensino da literatura “e de como ela pode ser trabalhada em sala de aula com uma função libertadora no processo de ensino aprendizagem”, ressalta.

A acadêmica Nayara Régia avalia que “a roda de conversa proporcionou aos estudantes mais conhecimentos sobre a temática abordada, pois nós, como futuros professores de Língua Portuguesa e Literatura, temos que compreender a importância da Literatura na sociedade, pois em breve estaremos contribuindo para a formação de jovens leitores,” defende. 

A coordenação do curso de Letras entende que cada vez que o acadêmico se aproxima das práticas escolares que a universidade proporciona, ele fortalece seus valores intrínsecos no âmbito da formação pedagógica se percebendo como sujeito professor e o habilitando para prática docente no mercado de trabalho. (Ruy Bucar)

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