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Ata do IGEPREV demonstra que Eduardo autorizou aplicar R$ 425 milhões em fundos que deram prejuízo

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Sem títuloNesta segunda completa-se 50 dias da eclosão do escândalo do IGEPREV. O governo aposta no esquecimento da denúncia. Pode ser uma estratégia furada, dado que meio bilhão de reais não desaparecem sem deixar rastros. O governo fugiu de uma audiência pública na Assembléia e pode fazer o mesmo com outra reunião, desta feita no Senado, que pode amplificar o problema, retirando-o, politicamente, do plano doméstico. Já que juridicamente tem uma circunscrição maior.

Já se sabe que o ex-presidente do Conselho de Administração, secretário Eduardo Siqueira, manteve, em Brasília,  contato com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), um dos advogados mais caros do país.  Kakay cobrou R$ 5 milhões de Duda Mendonça no mensalão e defendeu Demóstenes Torres e Marconi Perillo no escândalo do Carlinhos Cachoeira. É o advogado dos poderosos da República.  Kakay, como teria comentado com políticos do Estado, ainda não pegou a causa de Eduardo  porque também defende o doleiro  Fayed Treboulsi, considerado pela PF o comandante do grupo que teria desviado no esquema dos fundos (aí incluído o IGEPREV), R$ 300 milhões nos últimos 18 meses. É um advogado caro. Só pega, portanto, grandes pepinos.

A prevalecer a informação, Eduardo poderá ter outro problema: pagar o causídico. Claro, já que na eleição de 2006 o então senador declarou à justiça eleitoral um patrimônio de apenas R$ 1  milhão e 56 mil.  Hoje viveria do salário de secretário ( por volta de R$ 15 mil brutos) e alguma renda das empresas que possui. Uma merreca insuficiente para pagar Kakay,. E não pode nem mesmo contar com a ajuda do pai que, em 2010, declarou um patrimônio de apenas R$ 436 mil, apesar do outro filho, o primogênito, ter denunciado em  jornais que tinha um patrimônio de mais de R$ 80 milhões.

Kakay, como se sabe, é um profissional competente, amigo e advogado do mensaleiro Zé Dirceu, com quem, como Eduardo, mantém relações próximas (lembram-se daquelas imagens conseguidas pela Revista Veja nos corredores de um hotel em Brasília onde Eduardo e até ministros foram flagrados em encontros escondidos com Dirceu?). Naquela época (agosto de 2011, quando pululavam as aplicações do IGEPREV) Eduardo saiu-se com a justificativa de que na sacola que aparece em suas mãos nas imagens estavam  dois vídeos sobre o Tocantins e algumas publicações sobre o nosso Estado e uma garrafa de vinho português. Pelo visto, Zé Dirceu queria souvenirs do solo tocantinense.

Eram relações tão próximas que levaram o governador Siqueira Campos a nomear em 7 de junho de 2011, a namorada do ex-chefe da Casa Civil, Simone Patrícia, com um salário de R$ 12,8 mil no Escritório de Representação do governo do Tocantins em Brasilia.

É provável que Eduardo Siqueira esteja preocupado e não sem razão. Está dentro do furacão. Tenta agora se defender no processo, já que politicamente a situação não tem mais retorno.  O Tribunal de Contas do Estado reluta em colocar em votação um relatório sobre o IGEPREV. Nele, os analistas Cassiano Ferrari e Denis Luciano Araujo, arrolaram o presidente do Conselho. E porque? Porque, como é notório, era Eduardo o responsável pelas operações que levaram a perdas que podem chegar a meio bilhão de reais. R$ 298 milhões já comprovadas.

As aplicações em fundos podres eram uma estratégia autorizada pelo Conselho. Endossada explicitamente por Eduardo, como consta, por exemplo, da ata da 68ª  Reunião Ordinária do Conselho de Administração, no dia 10 de maio de 2011. A ata é assinada por Eduardo. Nela, como está escrito, autoriza que 25% dos recursos do IGEPREV, R$ 425 milhões, sejam aplicados em instituições menores. E 75% em grandes instituições. Ou seja, oficializou-se o risco de perder R$ 500 milhões.

Vejam trecho da ata: “O Presidente do Conselho (Eduardo) então tomou a palavra para acrescentar que dessa maneira pode-se considerar que a segurança do fundo está garantida, uma vez que existe regras no mercado e demais características que envolvem a realização de uma operação tendo ainda a garantia de que 75% do fundo seja aplicado em grandes instituições e que dentro dos 25% restantes ainda há os Títulos Públicos, o que demonstra o forte desejo de segurança desta gestão para com os investimentos.”

Como se nota, o presidente do Conselho de Administração do IGEPREV estava preocupado com a segurança em apenas 75% dos recursos. O resto, 25% (R$ 425 milhões como está na ata) poderiam ir para o brejo. A reunião do Conselho endossava essa libertinagem, dando-lhes um caráter legal.  E aí a indagação: por que apenas 75% e não 100%, como seria o normal, aplicando-se em bancos como a Caixa e o Banco do Brasil, como fazem as demais instituições?

Essa aí, portanto, foi a janela aberta para investir-se nos fundos podres e que levaram a prejuízos já contabilizados de R$ 298 milhões, podendo chegar a R$ 500 milhões. O Conselho de Administração decidiu correr um risco de meio bilhão de reais dos servidores em uma dezena de operações contrárias as resoluções do Banco Central. Nelas, é proibido aplicar valores superiores a 25% dos ativos do fundo onde se investe os recursos.

Com essa brecha imoral aí, autorizada expressamente pelo então presidente do Conselho de Administração, Eduardo Siqueira, o IGEPREV aplicou meio bilhão de reais em uma dezena de fundos podres, algumas aplicações feitas no mesmo dia de suas liquidações pelo BC. Por isto, Eduardo Siqueira e o governo  devem estar, razoavelmente,  preocupados e pensando na contratação dos melhores advogados de defesa em processos que, por enquanto, ainda estão na órbita administrativa. Devem imaginar que necessitam. O problema é que por suas declarações de renda, terão que multiplicar os peixes, para honorários tão elevados. (Luís Armando)

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Primeiro tocantinense será vacinado contra Covid-19 às 17h desta segunda, 18

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Ao lado de governadores e do ministro da saúde, Pazuello, o governador do Tocantins, Mauro Carlesse (DEM), participou, nesta manhã de segunda, 18, do ato simbólico de entrega de 4,6 milhões de doses da CoronaVac no Centro de Logística do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As vacinas serão transportadas por via aérea para o Distrito Federal e as capitais de dez estados: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Também há previsão de distribuição de vacinas por via terrestre.

Carlesse informou que por volta das 17h, o primeiro cidadão tocantinense será vacinado.

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Tocantins

Total de infectados por Covid-19 no Tocantins chega a 96.319

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que neste domingo, 17 de janeiro, foram contabilizados 335 novos casos confirmados para Covid-19.

Deste total, 102 foram registrados nas últimas 24 horas e o restante por exames coletados em dias anteriores e que tiveram seus resultados liberados na data de ontem.

Desta forma, hoje o Tocantins registra um total de 309.959 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 96.390 casos confirmados da doença. Destes, 85.249 pacientes estão recuperados e 9.828 estão ainda ativos (em isolamento domiciliar ou hospitalar), além de 1.313 óbitos.

Veja o boletim completo AQUI.

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Tocantins

Tocantins já tem o Plano de Imunização e a logística prontos para vacinação contra a Covid-19

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Enquanto aguarda a aprovação da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as orientações do Ministério da Saúde (MS) sobre a imunização da população contra a Covid-19, o Governo do Tocantins trabalha para deixar organizadas todas as providências que lhe compete. Por determinação do governador Mauro Carlesse, o Estado já possui um Plano de Imunização. “O nosso compromisso é estar preparado para vacinar o tocantinense tão logo o Ministério da Saúde dê início à distribuição das vacinas. Para isso, temos um estoque de seringas com agulhas necessárias e a logística definida para agilizar a entrega das doses aos 139 municípios”, garante o Governador.

O Estado foi um dos primeiros entes federativos a apresentar o Plano Estadual de Imunização, além de participar efetivamente da construção do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.  “Assim que as vacinas forem aprovadas e disponibilizadas, a Secretaria de Estado da Saúde está pronta para distribuir todos os imunizantes a cada um dos municípios tocantinenses, obedecendo às etapas dentro do processo de vacinação, que deve ser determinado pelo Ministério da Saúde”, afirma o superintendente em exercício de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Evesson Farias.

O Tocantins já tem, no Estoque Regulador Estadual, 466 mil seringas com agulhas para dar início à vacinação da Covid-19. Já comprou outras 117.200 unidades, aguardando somente a entrega, e está com processo de compra já licitado e concluído de mais 1.665.957. “Para o ano de 2021, estima-se o consumo de 2.521.660 seringas, levando em consideração a rotina de vacinação e as campanhas. Somente para a campanha de vacinação contra a Covid-19, é estimado o uso de mais 901.460 seringas, que serão utilizadas exclusivamente nos grupos prioritários elencados preliminarmente pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional. Os processos para aquisição para reposição de estoques para 2021 já estão em andamento”, elenca a gerente de Imunização da SES, Diandra Rocha.

Segundo o titular da SES, doutor Edgar Tollini, o Governo do Tocantins já tem infraestrutura para armazenamento e distribuição de doses de vacina e a frota da SES será priorizada para essa distribuição das doses. “Além disso, o Plano de Contingência prevê parcerias com Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros Militar, Forças Armadas e de Segurança [Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícias Federal, Civil e Militar]. E, se necessário, poderemos montar pontos de vacinação em universidades e escolas públicas e privadas, associações de moradores, instituições religiosas, órgãos públicos como Detran, além de shoppings, aeroportos, entre outras estruturas. As estratégias já estão todas organizadas e serão adotadas conforme a velocidade com que o Estado receber as vacinas”, afirma o gestor, acrescentando que “a Secretaria está apta a iniciar a distribuição das vacinas para os municípios o mais rápido possível após receber as doses. O imunizante será transportado em veículos refrigerados e monitorados por GPS, reforçando a segurança do processo”, pontua.

A Gerência de Imunização da SES destaca que o número de salas de vacinação poderá chegar a 1.500, a depender do público-alvo e da estratégia a ser adotada pelos municípios para cada grupo. Para a campanha nacional de vacinação contra a Covid-19, o Tocantins conta com 314 salas de vacinação ativas e em média 534 vacinadores estão atuantes.

Reunião

Está prevista para a próxima terça-feira, 19, uma reunião entre o MS, governadores e secretários estaduais de saúde, para tratar sobre a vacinação da Covid-19. “Acreditamos que, a partir desta data, já teremos um posicionamento sobre o início do processo de imunização em todo território nacional e tocantinense”, acrescenta Edgar Tollini.

Dados epidemiológicos

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Covid-19, divulgado nesta quinta-feira, 14, atualmente, o Tocantins contabiliza 305.703 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 94.945 casos confirmados. Destes, 84.733 pacientes estão recuperados, 8.918 pacientes seguem em isolamento domiciliar ou hospitalar e 1.294 pacientes foram a óbito. (Aldenes Lima / Foto: Laiany Alves)

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