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Tocantins

Ataídes diz que perdas com obras inacabadas podem chegar a R$ 1 trilhão

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O presidente da Comissão Especial de Obras Inacabadas (CEOI), senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), afirmou que as perdas do Brasil com obras incompletas e financiadas, direta ou indiretamente, com recursos federais podem chegar a cerca de R$ 1 trilhão.

Em audiência pública nesta quarta-feira (14), para ouvir especialistas e para apresentação de um relatório preliminar sobre o tema, Ataídes afirmou que este “cemitério de obras representa um custo altíssimo para a sociedade, pois significam dinheiro público jogado no lixo”.

Dados apresentados por ele mostram que todas as 1.725 obras fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apresentavam irregularidades graves, o que representa 73,9% do pacote.

O coordenador-geral de Controle Externo da Área de Infraestrutura (Coinfra), Arsênio José da Costa Dantas, e o auditor federal de Controle Interno da Coordenação Geral de Obras da Secretaria Federal de Controle Interno, Fábio Santana, confirmaram a gravidade da situação, que inclui obras que, embora empenhadas, não foram iniciadas.

Arsênio Dantas informou que 70% das obras do setor elétrico, independente do tamanho ou valor, estão inacabadas ou atrasadas. Mais graves ainda, de acordo com ele, são as obras de mobilidade urbana, financiadas dentro do programa da Copa do Mundo de Futebol. Conforme o especialista, dos 50 projetos aprovados para o evento, apenas 11 foram concluídos.

O senador Wellington Fagundes (PR-MT) lembrou que, no seu estado, diversas obras importantes para a população estão paradas, a exemplo do Hospital Central de Cuiabá. O prédio, segundo ele, está em ruínas após 20 anos de paralisação. No caso do Hospital Júlio Müller, cujas obras estão paradas há seis anos, 80% dos recursos foram devolvidos aos cofres da União.

— Atualmente, 140 pacientes estão sendo atendidos em macas montadas pelos corredores em hospitais de emergência mantidos pela prefeitura, como se fossem um verdadeiro campo de guerra — ressaltou Fagundes.

O senador Pinto Itamaraty (PSDB-MA) afirmou que, por já ter exercido mandato como prefeito, conhece as dificuldades para regularizar uma obra. Problemas que, segundo ele, não se limitam aos de ordem técnica.

— As mudanças nas listas de pendências são necessárias sempre que há troca de engenheiros nos postos de fiscalização e controle, sendo que, depois de fechadas, tais listas não podem ser mudadas — destacou.

Soluções

Ataídes de Oliveira, disse que procurou o presidente da República, Michel Temer, para alertá-lo da importância da continuidade das obras e afirmou que o governo federal retomará 1.600 delas, injetando na economia cerca de R$ 2,073 bilhões, em benefício de 1.071 municípios.

O relator da comissão, senador Wilder Moraes (PP-GO), explicou que o relatório divulgado na reunião é preliminar. O prazo de encerramento está previsto para novembro de 2017, podendo ser estendido por mais um ano.

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Tocantins

Tocantins acumula mais de 80 mil contaminados pela Covid-19

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que nesta quinta-feira, 26 de novembro, foram contabilizados 241 novos casos confirmados para Covid-19.

Deste total, 69 foram registrados nas últimas 24 horas e o restante por exames coletados em dias anteriores e que tiveram seus resultados liberados na data de ontem.

Desta forma, hoje o Tocantins registra um total de 254.508 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 80.450 casos confirmados da doença. Destes, 72.849 pacientes estão recuperados e 6.446 estão ainda ativos (em isolamento domiciliar ou hospitalar), além de 1.155 óbitos.

Clique AQUI e veja o boletim completo.

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Tocantins

ARAGUAÍNA: Cristo tem iluminação especial no Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher

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Quem passou pelas proximidades do setor Pedra Alta, nessa quarta-feira, 25, viu a imagem do Cristo Redentor de Araguaína alaranjado. A iluminação diferenciada foi uma referência ao Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. A data é escolhida pelas Nações Unidas (ONU), em 1999, em homenagem às irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana, na década de 1960.
 
Conhecidas como “Las Mariposas” (as borboletas), essas mulheres eram ativistas contra o regime de Trujillo. Eram nascidas em uma família rica da província dominicana de Salcedo (hoje chamada de Hermanas Mirabal), com cursos universitários, casadas, com filhos e tinham cerca de uma década de protestos.
 
Reforma

A estátua do Cristo e as imediações estão sendo revitalizadas. A iluminação já está pronta e é realizada por cinco projetores em LED, que podem receber vidraria colorida para refletir na imagem. O sistema que liga a iluminação é automatizado para garantir economia de energia durante os horários de sol.
 
A partir de dezembro, o monumento passará para cor vermelha em alusão ao Natal e também mês da doação de sangue.
 
Combate contra a violência

A Secretaria da Assistência Social tem atendimento especializado no Centro de Referência de Assistência Social (CREAS) para mulheres que sofrem violência doméstica e ainda estimula a independência financeira com cursos profissionalizantes gratuitos. Para ter acesso o atendimento o telefone é 99973-9729.
 
“Nós percebemos que grande parte das mulheres que sofrem violência tem medo de sair de casa não só por medo do companheiro, mas também pela dependência financeira. Então, fornecemos a ajuda psicológica e educativa para transformação dessa mulher”, afirmou Lucas Andrade, diretor de Proteção Social Especial.

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Tocantins

Comerciantes no interior do Tocantins são acusados de reter cartões bancários de indígenas e idosos

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A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 69ª Delegacia de Polícia de Tocantínia, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 26, em Tocantínia, a 60 km de Palmas, a operação Borduna contra comerciantes que estariam, em tese, retendo cartões bancários dos povos indígenas Xerente, idosos e demais pessoas.  Coordenada pelo delegado-chefe da 69ª DP, Hismael Athos, a operação teve o objetivo de cumprir seis mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de diversos cartões e senhas anotadas em papéis.

De acordo com a autoridade policial, as investigações iniciaram após o Ministério Público Federal (MPF) enviar notícia crime para Polícia Civil de que cartões bancários referentes a auxílios do Governo Federal eram retidos por comerciantes daquela cidade para garantir o pagamento de produtos alimentícios adquiridos pelas vítimas em estabelecimentos comerciais específicos.

O delegado, Hismael Athos, informou ainda, que os cartões permaneciam de posse dos comerciantes e, à medida que os benefícios eram depositados, os respectivos valores eram debitados das contas. Segundo a autoridade policial, há indícios de que os comerciantes sabiam inclusive as senhas bancárias dos indígenas e realizavam esses saques mensalmente.

O delegado ressaltou que é crime reter cartão de idoso. Informou ainda, que inicialmente, a Operação servirá de alerta para que os povos indígenas tomem posse dos seus documentos e cartões pessoais. “Orientamos que os beneficiários dos recursos busquem pessoas de sua confiança para realizar os saques bancários e jamais entregue seus cartões bancários a terceiros”, afirma a autoridade policial.

Operação Borduna

A operação foi batizada de Borduna em homenagem espécie de armamento indígena com o referido nome, fabricado em madeira maciça e utilizado em caçadas ou mesmo para em situações de ataque e defesa dos povos indígenas. (Patricia de Paiva)

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