- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
segunda-feira, 08 / agosto / 2022
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -spot_img
Array

Até 90% dos focos da dengue estão nas residências

Mais Lidas

De 85% a 90% dos focos do Aedes aegypti estão nas residências dos tocantinenses. Os dados preocupantes são da Secretaria Estadual da Saúde (Sesau). Na Capital, responsável por 40% dos casos de dengue registrados no Estado, a situação é semelhante. Em Palmas, as residências são responsáveis por 72% dos focos do mosquito da dengue, mas quando as edificações são levadas em conta (oficinas, igrejas, supermercados, dentre outros), o número sobre para 94% de incidência, e apenas 6% dos focos sobram para os terrenos baldios, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (Semus). Na manhã de ontem, mais uma pessoa morreu com suspeita de dengue hemorrágica no Tocantins. Felizardo Gomes da Silva, 71 anos, faleceu no Hospital Geral de Palmas (HGP) com suspeita da doença.

Para o diretor de Doenças Vetoriais e Controle de Zoonose da Sesau, Wisllay Maciel Bastos, o fato da maior incidência do mosquito da dengue estar concentrada nas residências é preocupante. Ele mencionou que por ser imóveis habitados, todos deveriam ter cuidados, pois, além de outros, a população que mora na casa também corre risco da doença.

Bastos frisou que o Estado desenvolveu um sistema chamado Focus Online. Esse sistema é para registrar o endereço dos imóveis que foram encontrados com focos do mosquito, ou seja, as residências que estão contribuindo para a ocorrência da dengue. “Esse sistema vai permitir identificar as áreas de maior risco em cada município, mas ainda tem muito município que não usa o sistema, ou seja, como eles vão saber onde estão os focos?”, questionou o diretor.

Ele também comentou que a ferramenta permite gerar uma notificação ao morador, para que o proprietário tome providência. Segundo ele, cada município tem que propor uma lei para punir esses infratores. “Se não é multado, não acontece nada e as pessoas adoecem”, finalizou.

O índice de infestação no Estado está 11 vezes maior que a média nacional, conforme mostrou o JTo ontem. No Tocantins, são 249,4 casos notificados para cada 100 mil habitantes, enquanto a média do País é de 21,2 casos por 100 mil pessoas.

Morte

E enquanto a população não se preocupa em combater o mosquito, mais pessoas morrem com suspeitas de dengue no Tocantins. O idoso Felizardo Gomes da Silva, 71 anos, faleceu no Hospital Geral de Palmas (HGP), na manhã de ontem. Ele deu entrada no hospital na última segunda-feira, vindo de Divinópolis, a 125 km de Palmas. Segundo o HGP, o idoso entrou no hospital já apresentando sinais da doença. O corpo foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). O resultado deve sair em 30 dias. No dia 14 de janeiro, Conceição Ribeiro Milagre, 68 anos, morreu com suspeita de dengue hemorrágica. Ela foi transferida do Hospital Regional de Paraíso do Tocantins para o Hospital Geral de Palmas (HGP) em estado grave, com pré-choque e glicemia baixa, com suspeita de Febre Hemorrágica de Dengue (FHD).

MPE

Para a promotora do Ministério Público Estadual (MPE) Maria Roseli de Almeida Pery, a população geral é corresponsável no controle da dengue. Conforme a promotora, a parte que compete ao Estado é de executar a política pública de controle da dengue através das ações de serviço, planejadas e pactuadas. Já a parte da população é de manter as propriedades que estão sob sua responsabilidade livres de focos e criadouros de vetores transmissores de doenças. “Essa eliminação de focos e criadouros normavelmente está associada à sujeira, à falta de limpeza, associadas ao lixo e à poluição”, lembrou. Segundo ela, quando constatado a situação de poluição, a pessoa pode ser multada, com base nos códigos de postura dos municípios.

Moradores

O jardineiro José Dias Soares, morador da região Norte de Palmas, disse que cuidar para que sua família fique livre da dengue é prioridade em sua casa. “Mas não são todos que fazem isso. Eu vejo que, em várias casas por aqui e no centro, os locais são sujos e isso é uma questão que prejudica todo mundo. Às vezes, uma pessoa lá no centro não cuida de sua residência e daí uma pessoa da região norte vai lá e é picada pelo mosquito, ou seja, o cuidado deve existir em toda cidade, não somente por aqui”, enfatizou. (Jornal do Tocantins)

- Publicidade -spot_img
Assinar
Notificar-me
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas Notícias