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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: Menina com corpo coberto de pelos começa tratamento nesta quinta-feira

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O tratamento da menina Kemilly Vitória Pereira de Souza, 2 anos e 8 meses, que tem o corpo coberto de pelos, será iniciado nesta quinta-feira, 5, no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. A notícia foi dada à família pelo cirurgião Zacharias Calil, que confirmou o diagnóstico da doença, chamada hipertricose. “O caso é raro, mas felizmente ela não tem manchas na pele. Isso facilitará muito no resultado final”, explicou o médico em entrevista.

Kemilly foi avaliada pelo cirurgião na segunda-feira, 2. Segundo Calil, a criança será submetida a sessões de depilação a laser, pelo menos uma vez por mês.

“Vamos começar com muita cautela para evitar os riscos de lesão na pele. Primeiro, será tratada a região da face, que é a que mais incomoda, e depois passaremos para o pescoço e assim por diante. Tudo vai depender de como ela reagir”, explicou o médico.

O cirurgião ressaltou que todo o procedimento será feito com anestesia, para que a menina não sinta dor. “Todos os menores de 12 anos que fizerem qualquer tratamento a laser no HMI recebem anestesia inalatória, que além de mais segura não deixa a criança traumatizada com o ambiente hospitalar”, disse.

Calil enfatizou que, logo após a consulta, foi solicitado ao Sistema de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) a autorização para o tratamento. “Não acredito que haverá qualquer impedimento por parte deles. De qualquer forma, o HMI quer ajudar essa criança, e faremos de tudo para tratá-la”, afirmou.

A família de Kemilly mora em Augustinópolis e buscou ajuda na capital goiana após inúmeras consultas médicas. Segundo o pai, o eletricista Antônio de Souza, de 34 anos, todos estão ansiosos pelo início das sessões a laser. “Isso é tudo o que a gente queria. Não dá para descrever a felicidade que sentimos ao receber a ajuda, pois isso vai mudar a nossa vida completamente”, disse.

De acordo com o eletricista, antes de ir ao HMI, a menina foi avaliada pelos médicos do Hospital das Clínicas. “Apresentamos 13 exames que foram solicitados e, realmente, o caso da Kemilly é genético. Eles disseram que o melhor a fazer mesmo é o procedimento a laser e que não haveria problemas de ela iniciar agora. Além disso, o médico Calil foi muito bem recomendado e, por isso, não tivemos dúvidas em aceitar a ajuda”, ressaltou.

A família pretende continuar morando em Augustinópolis e virá para a capital uma vez por mês para o tratamento. “Não temos condições de nos manter aqui. Ainda mais porque tenho meu trabalho lá e não posso abandoná-lo. Já conversei com meu chefe e ele foi muito compreensivo, disse que sempre que eu precisar viajar para o tratamento ele vai me liberar”, explicou Antônio, que contou que precisará da ajuda do governo do Tocantins para custeio das passagens de ônibus.

Após  a primeira sessão a laser,  a família pretende voltar para casa. “Ainda nesta sexta-feira, 6, se Deus quiser, iremos embora. Aí, em janeiro, voltaremos para mais uma aplicação”, afirmou o pai.

Segundo o eletricista, apesar de todo o sacrifício, ver a filha sem pelos como qualquer criança valerá a pena. “Daqui a pouco, ela estará na fase escolar, e o tratamento fará toda a diferença. Mesmo sabendo que os resultados virão daqui a dois ou três anos, não vamos desistir. Não tenho palavras para agradecer a todos os que nos ajudaram de alguma forma a conseguir essa ajuda”, concluiu o pai, emocionado.

Preconceito

A mãe de Kemilly, a dona de casa Patrícia Batista Pereira, de 22 anos, disse que, desde o nascimento da menina, já havia percebido que os pelos cobriam todo o corpo da criança, mas que eles foram escurecendo ao longo do tempo.

“Já fizemos de tudo o que se possa imaginar para tentar descobrir o que ela tem. Felizmente, ela é saudável e se desenvolve como uma criança normal. O problema mesmo é o excesso de pelos em todo o corpo. Só os pés e as mãos delas não têm”, destacou.

Segundo a mãe, a aparência de Kemilly causa espanto em muitas pessoas, e a família já foi hostilizada várias vezes. Com isso, evita sair de casa. “Até ao parquinho que tem nas proximidades de casa eu deixo de ir, pois as outras crianças se afastam dela e os pais também não conseguem esconder o espanto. É uma situação muito constrangedora”, lamenta.

Ainda segundo a dona de casa, a menina ainda não entende de fato o que acontece com ela, mas já percebe que é diferente. “Quando ela vê outra criança, fica olhando e se esconde no cantinho. Uma vez, ela já me perguntou por que tinha tanto ‘cabelo’, e eu disse que era normal. Mas ela insistiu e pediu para que eu os arrancasse. Meu coração ficou partido”, lembrou Patrícia.

A menina já recebe acompanhamento psicológico na cidade onde mora, mas a mãe teme que o excesso de pelos faça com que ela cresça traumatizada. “Já flagrei mais de uma vez a Kemilly tentando arrancar os pelos dos braços sozinha. É claro que dói, e aí ela para. Por enquanto, eu converso com ela, o pai brinca e ela acaba se distraindo. Mas até quando? Mesmo que não tenha uma cura definitiva, vamos fazer o necessário para que ela possa se sentir igual aos outros”, afirmou a mãe. (G1)

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ARAGUATINS: Cláudio destaca obras de infraestrutura e diz que progresso não pode parar

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Em mais um dia de intensa movimentação de campanha, nesta sexta, 23, o candidato da Coligação “Juntos Por Araguatins”, Cláudio Santana (MDB), acompanhado de seu vice Edgar Tolentino (SD) e candidatos a vereador, fechou as ações com uma reunião no bairro Sossego.

Durante o dia, Cláudio Santana visitou moradores do setor.

Na reunião noturna, Santana destacou os avanços de sua gestão e afirmou que as importantes ogras de infraestrutura não podem parar. “Estamos sendo bem recebidos por onde passamos. A população sabe reconhecer o trabalho que estamos realizando, com recuperação de vias, praças, avanços na Saúde. Não é fácil, mas estamos buscando sempre o melhor. Sabemos da necessidade do povo, e minha proposta para trazer qualidade de vida para a comunidade. Araguatins não pode parar”, disse o gestor em seu pronunciamento.

Neste sábado, 24, Cláudio promove ações de campanha no distrito de Transaraguaia.

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ARAGUATINS: No Esquinão, Aquiles diz que município voltará a ter obras e Saúde de qualidade

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Durante comício realizado na noite desta sexta, 23, realizado entre os bairros Vila Miranda e Madalena, o candidato da Coligação Uma Nova Política Para um Novo Tempo”, Aquiles da Areia (PP), disse que o município de Araguatins, voltará a contar com políticas públicas eficientes.

“Vocês vão terminar essa campanha sabendo que vão ter um prefeito para a cidade voltar a ter obras, saúde de qualidade, valorização ao educador, apoio ao agricultor e ser destaque novamente no turismo”, afirmou Aquiles da Areia e ainda acrescentou: “Nosso compromisso é Araguatins, por isso temos projetos para a melhoria da cidade”.

Participaram do evento, além de candidatos a vereador e líderes, o deputado estadual Olyntho Neto (PSDB).

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ARAGUATINS: Familiares de detentos reclamam sobre restrições e alertam para possibilidade de greve de fome e rebelião

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Esta semana a cadeia Pública de Araguatins, no Bico do Papagaio, foi palco de reclamações e queixas de familiares de detentos. Após a instauração da e Operação Legalidade Primavera Árabe, por parte dos policiais penais.

Os familiares alegam que as restrições impostas aos detentos, tem prejudicado inconsequentemente a permanência dos apenados e que além das visitas estarem restritas, vem enfrentando dificuldade, com as restrições impostas que bloqueiam a entrada de produtos de de limpeza, higiene pessoal e até remédios.

“Todos lá cometeram penalidades e estão pagando por isso. Agora, submete-los a não receber até medicamentos é demais. Sem contra que todos as famílias ajudam com materiais de limpeza, alimentação e higiene pessoal. Se existe problema entre os funcionários e o Governo, o caminho não deveria ser esse, mas sim o diálogo”, disse uma mãe de detento que pediu para não ser identificada, com receio de retaliação.

O movimento de reivindicação por direitos trabalhistas organizado por policiais penais no Tocantins já alcançou praticamente todas as unidades prisionais do estado. Batizado de Operação Legalidade Primavera Árabe, o movimento faz alusão à onda de movimentos e revoluções em países do Oriente Médio que teve início em 2010 e “faz referência a um movimento que começou pequeno, mas que se expandiu, tornando-se grande”, como explicou o presidente da Associação dos Prossionais do Sistema Penitenciário do Tocantins (Prosispen), Wilton Angelis Barbosa.

Apesar do nome, o movimento não se trata de uma ação operacional dentro das unidades, mas sim de um movimento que busca pressionar o Governo do Estado para cumprir o pagamento de direitos devidos aos policiais penais, como horas extras e adicionais.

De acordo com a Prosispen, a chamada Operação Legalidade Primavera Árabe suspende qualquer atividade que fuja às obrigações legais atribuídas aos policiais penais.

Os agentes prometem deixar de fazer horas extras, cumprindo somente as 40 horas semanais, de acordo com o estatuto da categoria, e ainda deixar de fazer escoltas fora do município de atuação por causa do não pagamento de diárias.

Ainda segundo a Prosispen, os agentes também pretendem como regalias de presos dentro das celas, como ventiladores, televisores, videogames, entrada de fumo e outros itens, além da proibição de contato de presos com parentes e advogados, a depender da disponibilização de equipamentos de proteção individual para prevenir o risco de contágio pela covid-19 no contato com pessoas do público externo.

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