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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: Ministério e Estado debatem ações para redução de acidentes de trânsito entre jovens

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Uma estratégia de construção do plano de Segurança Viária para o Estado do Tocantins foi discutida entre Ministério da Saúde (MS), Organização Panamericana de Saúde (Opas) Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e vários órgãos de trânsito, segurança e saúde, em âmbito federal, estadual e municipal. No evento que ocorreu no último dia 15, os participantes apreciaram um diagnóstico situacional dos acidentes terrestres no Estado, o qual traz estatísticas onde as vítimas mais freqüentes são do sexo masculino entre 20 e 39 anos.

De acordo com dados apresentados, só em 2014, foram mais de 43 mil óbitos por acidente de trânsito no Brasil, destes, mais de 12 mil são motociclistas, sexo masculino de 20 a 39 anos. No mesmo ano, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, foram gastos, no país, mais de 56 bilhões com acidentes de trânsito. No Tocantins, os gastos ultrapassaram 739 milhões.

Segundo a representante do Ministério da Saúde, neste tema de Vigilância e Prevenção de Violência e Acidentes, Cheila Lima “este é um problema multicausal de grande magnitude que deve ser encarado, principalmente pelas grandes conseqüências que causa na vida das pessoas e no setor de saúde do país. Neste contexto, o Tocantins aparece como o terceiro Estado do país em risco de morte no trânsito”, reforçou.

Dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) confirmam o que fala Cheila, ao mostrar que os acidentes de trânsito figuram como a segunda maior causa de morte no Estado. De 2007 a 2016 o Tocantins apresentou uma média de 500 mortes no trânsito, por ano, a maioria sexo masculino e usuários de motocicleta.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) aponta que o Tocantins possui hoje uma frota de aproximadamente 600 mil veículos automotores. Diante disso, segundo a gerente de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, da SES-TO, Simone Gondin “foi apresenta aos representantes dos órgãos uma proposta de ação integrada para redução de acidentes baseado no diagnóstico situacional dos impactos do trânsito no Tocantins. Os dados são preocupantes”, reforçou.

A proposta citada pela gerente, prevê ações em todo o Estado, principalmente nos 10 municípios de maior índice na taxa de morbidade e mortalidade (Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Guaraí, Augustinópolis, Miracema, Miranorte e Wanderlândia). Neste contexto, Palmas, Araguaína e Gurupi aparecem respondendo juntas por 23,16% dos óbitos no trânsito, em 2016. Augustinópolis, Colinas, Paraíso do Tocantins e Guaraí responderam no mesmo ano por menos de 3% dos óbitos do Estado.

Para tanto, a proposta do Estado estimula a adesão dos gestores municipais, na municipalização do trânsito com agentes trabalhando e policiamento para a intervenção e fiscalização. Em Araguaína, já se iniciou o processo, por isso o foco é qualificar a equipe para que consiga reduzir o número de vítimas de forma eficiente. Em Gurupi a SES busca introduzir a adesão de técnicos de trânsito e uma estratégia inicial com o gestor municipal.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, o governador Marcelo Miranda determinou que  em janeiro de 2018 esta será mais uma efetiva política pública do Estado e nomeará a Comissão intersetorial Estadual de enfrentamento aos traumas de trânsito. Dentre aos atribuições da Comissão estará a capacitação da equipe local para utilização de metodologia de análise de dados de forma integrada e estruturação da comissão de gestão da informação sobre mortalidade no trânsito para análise de dados de forma integrada e construção de planilhas padrão para a apresentação dos dados, fatores de risco e tabela de desempenho.

Nas propostas debatidas no encontro, está previsto ainda a realização de Seminário Estadual de Segurança Viária para assinatura dos termos de adesão ao Projeto Vida no Trânsito para os municípios prioritários do Estado com maior taxa de mortalidade; a viabilização de  um sistema de informação para as unidades do SAMU e Corpo de Bombeiros; a qualificação da informação do Sistema de Informação Hospitalar; finalizar a implantação do sistema on line da Polícia Militar; termo de cooperação entre as instituições para a cessão de informação: Corpo de Bombeiros, Secretaria de Segurança Pública (PM e IML), Polícia rodoviária estadual, Coordenação Samu, Coordenação SIH.

“Precisamos chamar a atenção da população para esta realidade preocupante! No Plano de Ação integrado campanhas contínuas durante o ano e atividades como capacitação de multiplicadores e materiais didáticos para escolas, tudo para que se promova uma reação positiva no sentido das pessoas se conscientizarem de fazer sua parte para evitarmos acidente e para um trânsito mais humano e seguro”, destacou Musafir.

Também será criada a Comissão Estadual com foco na mortalidade pelo trânsito do Estado onde serão contemplados os outros municípios próximos à  BR 153 (Rodovia Belém Brasília), pois assim haverá impacto e redução na mortalidade.

No sistema de internação hospitalares é previsto ainda a notificação e investigação dos acidentes de trânsito; implantação do carimbo nos prontuários e organização do processo junto a recepção e faturamento para a correta identificação dos ATT nas autorizações de internação hospitalar.

Parcerias

As ações acima serão desenvolvidas através de parcerias Secretaria Estadual de Saúde (SES-TO) Departamento Nacional de Trânsito (Detran-TO), Gabinete do Governador, Polícia Militar,  Secretaria Estadual de Educação, Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto), Policia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Segurança Pública (SSP), Vigilância Epidemiológica, Corpo de Bombeiros, Instituto Médico Legal (IML), Hospital Geral de Palmas (HGP), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Ministério da Saúde e apoiadoras dos outros estados para troca das experiências que estão realizando nos outros municípios. (Aldenes Lima)

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ARAGUATINS: Cláudio destaca obras de infraestrutura e diz que progresso não pode parar

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Em mais um dia de intensa movimentação de campanha, nesta sexta, 23, o candidato da Coligação “Juntos Por Araguatins”, Cláudio Santana (MDB), acompanhado de seu vice Edgar Tolentino (SD) e candidatos a vereador, fechou as ações com uma reunião no bairro Sossego.

Durante o dia, Cláudio Santana visitou moradores do setor.

Na reunião noturna, Santana destacou os avanços de sua gestão e afirmou que as importantes ogras de infraestrutura não podem parar. “Estamos sendo bem recebidos por onde passamos. A população sabe reconhecer o trabalho que estamos realizando, com recuperação de vias, praças, avanços na Saúde. Não é fácil, mas estamos buscando sempre o melhor. Sabemos da necessidade do povo, e minha proposta para trazer qualidade de vida para a comunidade. Araguatins não pode parar”, disse o gestor em seu pronunciamento.

Neste sábado, 24, Cláudio promove ações de campanha no distrito de Transaraguaia.

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ARAGUATINS: No Esquinão, Aquiles diz que município voltará a ter obras e Saúde de qualidade

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Durante comício realizado na noite desta sexta, 23, realizado entre os bairros Vila Miranda e Madalena, o candidato da Coligação Uma Nova Política Para um Novo Tempo”, Aquiles da Areia (PP), disse que o município de Araguatins, voltará a contar com políticas públicas eficientes.

“Vocês vão terminar essa campanha sabendo que vão ter um prefeito para a cidade voltar a ter obras, saúde de qualidade, valorização ao educador, apoio ao agricultor e ser destaque novamente no turismo”, afirmou Aquiles da Areia e ainda acrescentou: “Nosso compromisso é Araguatins, por isso temos projetos para a melhoria da cidade”.

Participaram do evento, além de candidatos a vereador e líderes, o deputado estadual Olyntho Neto (PSDB).

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ARAGUATINS: Familiares de detentos reclamam sobre restrições e alertam para possibilidade de greve de fome e rebelião

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Esta semana a cadeia Pública de Araguatins, no Bico do Papagaio, foi palco de reclamações e queixas de familiares de detentos. Após a instauração da e Operação Legalidade Primavera Árabe, por parte dos policiais penais.

Os familiares alegam que as restrições impostas aos detentos, tem prejudicado inconsequentemente a permanência dos apenados e que além das visitas estarem restritas, vem enfrentando dificuldade, com as restrições impostas que bloqueiam a entrada de produtos de de limpeza, higiene pessoal e até remédios.

“Todos lá cometeram penalidades e estão pagando por isso. Agora, submete-los a não receber até medicamentos é demais. Sem contra que todos as famílias ajudam com materiais de limpeza, alimentação e higiene pessoal. Se existe problema entre os funcionários e o Governo, o caminho não deveria ser esse, mas sim o diálogo”, disse uma mãe de detento que pediu para não ser identificada, com receio de retaliação.

O movimento de reivindicação por direitos trabalhistas organizado por policiais penais no Tocantins já alcançou praticamente todas as unidades prisionais do estado. Batizado de Operação Legalidade Primavera Árabe, o movimento faz alusão à onda de movimentos e revoluções em países do Oriente Médio que teve início em 2010 e “faz referência a um movimento que começou pequeno, mas que se expandiu, tornando-se grande”, como explicou o presidente da Associação dos Prossionais do Sistema Penitenciário do Tocantins (Prosispen), Wilton Angelis Barbosa.

Apesar do nome, o movimento não se trata de uma ação operacional dentro das unidades, mas sim de um movimento que busca pressionar o Governo do Estado para cumprir o pagamento de direitos devidos aos policiais penais, como horas extras e adicionais.

De acordo com a Prosispen, a chamada Operação Legalidade Primavera Árabe suspende qualquer atividade que fuja às obrigações legais atribuídas aos policiais penais.

Os agentes prometem deixar de fazer horas extras, cumprindo somente as 40 horas semanais, de acordo com o estatuto da categoria, e ainda deixar de fazer escoltas fora do município de atuação por causa do não pagamento de diárias.

Ainda segundo a Prosispen, os agentes também pretendem como regalias de presos dentro das celas, como ventiladores, televisores, videogames, entrada de fumo e outros itens, além da proibição de contato de presos com parentes e advogados, a depender da disponibilização de equipamentos de proteção individual para prevenir o risco de contágio pela covid-19 no contato com pessoas do público externo.

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