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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: Para Daniel, retorno de vereadores é prêmio a impunidade

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Para o suplente, Daniel Walison de Jesus Sousa (PSL), o município de Augustinópolis, no Bico do Papagaio, passa por seu pior momento desde a sua criação. “Nestes 37 anos, nunca se viu ou ouviu, Augustinópolis chegar a uma condição tão degradante quanto chegou agora. Se a intenção deles era colocar o município no fundo do poço, eles conseguiram”, disse Daniel se referindo ao prefeito Júlio Oliveira (PRB) e aos 10 vereadores acusados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de receberem mensalinho.

O parlamentar afirmou que Augustinópolis protagonizou o maior escândalo de político envolvendo uma Câmara Municipal no Brasil. “Nunca se viu antes uma situação como esta, de envergonhar uma população inteira e que ganhou destaque não apenas no estado, mas também as páginas de TVs, rádios e site pelo país”.

Daniel falou que durante os 180 dias que ocupou a cadeira de vereador, viu de perto o que ele tratou como irresponsabilidades e falta de transparência da gestão municipal. “Fico aqui pensando sobre a indignação das pessoas que acreditaram nesse rapaz, como a figura do novo. Deram a oportunidade e a única coisa que se viu, foram suspeitas de corrupção e falta de transparência da gestão Júlio”, disse.

“Durante esse tempo na Câmara fizemos diversas solicitações de informações, questionamentos, pedido de dados e coisas do tipo. Sempre protelaram e nunca atenderam. Me pareceu clara e explícita tentativa de esconder algo errado. Puro medo de fiscalização. Típico de um governo corrupto”, afirmou o parlamentar.

Daniel lembrou ainda que durante os 180 dias, os vereadores barraram a tentativa de Júlio Oliveira, de promover uma espécie de “trem da alegria” para criar cerca de mil cargos na gestão municipal.

Diretamente falando sobre os 10 parlamentares acusados de receberem mensalinho, sendo que 9 deles retornaram ao mandato, Daniel comentou que a restituição dos cargos, foi um prêmio e incentivo a impunidade. “Claro que nenhum deles foi condenado ainda, o processo está em curso. Mas a população, assim como eu, acredita completamente no trabalho da Polícia e do Ministério Público, que são instituições da mais alta credibilidade. Jamais fariam acusações levianas. Veja que o MP voltou a pedir o afastamento, por considerar robustas as provas. O não atendimento do pedido, deixa a sensação de impunidade”, alertou Daniel.

Sobre sua passagem pela Câmara, Daniel disse que trabalhou para desenvolver na íntegra sua obrigação de vereador que é fiscalizar e legislar. “Sempre com uma nova política, já entrei na Câmara renunciando todos os benefícios que o Poder Legislativo poderia dar. Tomamos outras medidas que geraram economia ao Poder, e conseguimos deixar em caixa o recurso para aquisição de uma veículo. Defendemos também a realização de concurso público. Sempre tive uma visão diferente de política. Durante os 180 dias, rejeitamos por exemplo o projeto de aumento de contratos, cobramos informações e ficamos a par, da situação caótica que se encontra a administração de Augustinópolis. E essa situação é um dos motivos que me deixam mais triste. E o pior de tudo é ver que os vereadores investigados por corrupção, retornaram aos cargos fazendo teatro e chorando, tentando passar para a população uma comoção. Comovidos quem realmente ficariam, seriam os populares, pois esses parlamentares sabem muito bem o que eles aprontaram”, finalizou.

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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: Polícia e MP novamente na cola de Júlio. Agora, suspeita é de corrupção eleitoral e peculato com uso de retroescavadeira

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Após uma denúncia anônima, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Polícia Civil do Tocantins apreenderam nesta segunda-feira, 19, uma máquina retroescavadeira que pertence ao município de Augustinópolis sendo utilizada em uma propriedade particular no município de Buriti do Tocantins. O promotor eleitoral da 21ª Zona Eleitoral do Tocantins, Paulo Sérgio de Almeida, e agentes da polícia civil flagraram o momento exato em que o funcionário da Prefeitura de Augustinópolis operava a retroescavadeira para construir um açude na propriedade rural.

De acordo com o promotor Paulo Sérgio de Almeida, as informações iniciais indicam que a retroescavadeira estava na propriedade particular desde o último domingo, 18, e que a autorização para a realização do serviço irregular teve motivações eleitoreiras. O atual prefeito é candidato a reeleição.

Estão sendo apurados os crimes de corrupção eleitoral e peculato. O operador da retroescavadeira já passou pela oitiva do Ministério Público. A Promotoria Eleitoral está levantando todas as informações para analisar as medidas judiciais cabíveis ao caso. (Luiz Melchiades)

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Bico do Papagaio

XAMBIOÁ: 15ª morte por Covid-19 é oficializada

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Xambioá, no Bico do Papagaio, registrou sua 15ª vítima pela Covid-19. A informação foi confirmada no Boletim epidemiológico da Secretaria de estado da Saúde, desta segunda, dia 19.

A vítima é um homem de 72 anos, com diabetes. Ele morreu neste domingo, 18, no Hospital Regional de Araguaína.

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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: Com modelo de parceria inovador, Complexo de Delegacias começa a ser construído

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Foi iniciada em Augustinópolis, no Bico do Papagaio, as obras para construção do Complexo de Delegacias da Polícia Civil.

A obra é resultado de parceria envolvendo órgãos do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, local e estadual.

O projeto começou a ser rascunhado no final de 2018. No início de 2019, a Prefeitura Municipal realizou a doação da área para construção. Já no final de 2019, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, se reuniu com os deputados estaduais para tratar da construção do Complexo de Delegacias da Polícia Civil e solicitar a destinação de recursos para a obra.

O Complexo de Delegacias da Polícia Civil de Augustinópolis vai abrigar a 12ª Delegacia de Polícia Civil, a 13ª Delegacia de Polícia Civil e a 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e Vulneráveis (Deamv);

A licitação para construção do Complexo não teve previsão de lucro (BDI), sendo que a empresa vencedora vai realizar a construção da obra pública apenas e tão-somente com fins sociais. No valor da obra, foram descontados os valores referentes à utilização parcial da mão de obra voluntária dos presos, tendo como contrapartida o direito à remissão de pena, em observância aos fins educativos, produtivos e ressocializadores do trabalho.

Essa será a primeira Delegacia de Polícia Civil do Tocantins construída com essa forma de convênio entre a Polícia Civil e os outros poderes, instituições e particulares.

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