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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: “Poderosos querem o povo cada vez mais dependente do Estado”, diz Márlon Reis em palestra a estudantes

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Toda campanha política os candidatos defendem em seus programas de televisão, rádio, na internet e até mesmo registram nas propostas e planos de gestão que vão atuar para trazer empresas, indústrias com objetivo de gerar emprego e renda. No Tocantins não é diferente. Porém, na prática, pouco ou quase nada é feito na prática nesse sentido. Para o ex-juiz de Direito e advogado Márlon Reis, 47, no Estado o discurso é o mesmo, mas na prática é totalmente o contrário. “A indústria gera independência do cidadão e os poderosos e os caciques políticos não querem. Eles só falam e não fazem de propósito porque eles querem que o povo fique cada vez mais dependente do Estado”, afirmou, na noite dessa sexta-feira, 29, durante palestra a estudantes e educadores da Fabic (Faculdade do Bico do Papagaio) em Augustinópolis, cidade do norte tocantinense.

A declaração de Márlon Reis, tocantinense de Pedro Afonso (TO) que foi um dos responsáveis pela Lei da Ficha Limpa e é pré-candidato ao governo do Estado, foi motivada por uma pergunta de um dos acadêmicos que prestigiou o evento. “É impressionante aqui no Bico do Papagaio, por exemplo, como carece de uma empresa, de uma indústria para sim trazer o desenvolvimento e a renda aos cidadãos”, declarou o ex-juiz e um dos criadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

Márlon Reis disse respeitar a classe dos servidores públicos que, capacitados e valorizados, colaboram muito para o desenvolvimento do Estado, mas defendeu medidas para gerar condições para que o Estado, que é centro logístico do país, seja polo tecnológico e de empresas para melhorar a economia.

Márlon Reis deu dois exemplos práticos em relação ao desperdício de dinheiro público por parte do Estado em projetos que poderiam gerar riqueza e renda ao Bico do Papagaio: o Ecoporto de Praia Norte e o Projeto de Irrigação Sampaio, que não funcionam. “Estive no Ecoporto de Praia Norte. Primeiro, que lá não se deixa entrar ninguém. Está fechado e com uma placa de “proibido a entrada”. Absurdo! Já no [projeto] Sampaio a situação é outra calamidade. Um local que poderia, além de atender os agricultores, deveria ter uma agroindústria para que a produção fosse beneficiada, agregando renda aos produtos tocantinenses. Mas o que vemos lá é abandono”, comentou. “É difícil entender o motivo de projetos grandiosos e importantíssimos começam a ser feitos, param e não são finalizados. É inadmissível”, complementou.

Uma das propostas apresentadas por Márlon Reis para a mudança na situação de abandono desses projetos e a falta de perspectiva para vinda de empresas não só para o Bico do Papagaio, mas para todas regiões do Estado, é investimento em tecnologia e planejamento concreto e eficaz de atração de investimentos. “É preciso investir em educação, tecnologia e dar condições para que as empresas e as indústrias venham. A educação é fundamental. Por exemplo, temos a Unitins, que precisa cumprir seu papel de indutora da tecnologia no Estado, levando a todas as partes do Tocantins condições para formação de novos profissionais e mecanismos de aprendizado”, disse. “E o investimento tecnológico, em logística e infraestrutura são primordiais. É preciso um projeto eficaz com estudo de viabilidade, um planejamento sério com começo, meio e fim para que as empresas venham, tenham condições de atuar e ficar. Isso é uma gestão eficaz, que evita desperdício de dinheiro público e gera resultados”, defendeu.

Em São Miguel

Neste sábado, dia 30, Márlon Reis estará em São Miguel do Tocantins, no extremo norte do Estado, onde tem reunião, às 19h, no povoado Bela Vista. Ele discutirá com moradores da cidade e região combate à corrupção, apresentará sua história profissional e debaterá projetos e iniciativas para o Tocantins. (Cristiano Machado)

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Bico do Papagaio

Augustinópolis e São Miguel são alvos da PF em operação contra fraude em licitação

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação “Exprobo” com o objetivo de desarticular um grupo criminoso responsável por realizar fraudes em procedimentos licitatórios, atos de corrupção e desvio de recursos públicos.

Aproximadamente 50 (cinquenta) Policiais Federais cumprem 18 (dezoito) mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1º Região, nos municípios de Augustinópolis, São Miguel, Palmas, Lagoa do Tocantins, Santa Maria do Tocantins e Imperatriz no Maranhão.

As investigações apuram a atuação de um grupo criminoso responsável por realizar fraudes licitatórias e desvio de recursos públicos em contratos envolvendo recursos do Fundo Municipal de Saúde e do Fundo Municipal de Educação repassados à municípios do Estado do Tocantins, nos anos de 2017 a 2019. Identificou-se, ainda, a possível participação de agentes públicos dos municípios nos fatos em apuração, que teriam favorecido as empresas investigadas nas licitações, em troca de valores depositados em contas destes.

Com as ações de hoje, a Polícia Federal busca robustecer o conjunto probatório existente, com a obtenção de novas provas, fazer cessar a continuidade das ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, bem como identificar e recuperar ativos frutos dos desvios realizados.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa.

A palavra “exprobo” é derivada do latim “exprobare” que significa repreender, não concordar, fazendo referência aos atos ilícitos praticados pelos investigados.

A Polícia Federal ressalta que, em razão da situação de pandemia atual, foi planejada uma logística especial de prevenção ao contágio pelo COVID19, com distribuição de EPIs a todos os envolvidos na operação, a fim de preservar a saúde dos policiais, testemunhas, investigados e seus familiares.

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BURITI: Família busca apoio de autoridades para recambiar corpo de buritinense assassinada pelo marido no Suriname

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Casa na vila onde ocorreu o crime no Suriname na fronteira com a Guiana Francesa.

Familiares da biritinense Romenia Brito, de 28 anos, morta a facadas na madrugada de segunda, 23, em uma vila nas margens do rio Lawa, no resort Tapanahony, distrito de Sipaliwini, no Suriname, precisam de ajuda financeira e protocolar para repatriar o corpo e trazer os dois filhos de Romenia de volta ao Tocantins.

O acusado do crime é o marido de Romenia, Aimar Lopes de Souza, que foi preso e levado junto com o corpo da vítima, para a capital do Suriname, Paramaribo, a cerca de 280 km do local do crime.

A família ficou sabendo da morte, no início da manhã de segunda-feira ao tentar fazer contato com a vítima por um aplicativo de celular, quando foram informados por uma moradora da vila no Suriname, que faz fronteira com Maripasoula uma comuna da Guiana Francesa.

A morte foi presenciada pelo filho de 10 anos do casal.

Os dois filhos de Romenia estão na casa de uma vizinha, na mesma vila onde aconteceu o crime. Além do menino de 10 anos, Romenia tinha um filho de cinco.

A família informou que entrou em contato com o Itamaraty e aguarda ajuda para repatriar o corpo e trazer as crianças para Buriti. O órgão federal ainda não se manifestou.

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ANANÁS: Mulher faz da própria casa “boca de fumo”

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Policiais Civis da 18ª Delegacia de Ananás, comandados pelo delegado Teofábio Alves Siqueira efetuaram na manhã desta terça-feira, 24, naquela cidade, a prisão de uma mulher, de 21 anos por tráfico de drogas.

Conforme a autoridade policial, há algumas semanas os policiais da 18ª DP já estavam investigando a suspeita devido a indícios de que ela estaria utilizando a própria residência como ponto de venda de drogas. Dias depois esse fato foi confirmado.

Desse modo, o Delegado representou junto ao Poder Judiciário por um mandado de busca na residência da mulher, fato que foi acolhido pelo juízo da Comarca Local.

De posse da ordem judicial, os policiais foram até o imóvel no início da manhã de hoje e, após realizarem buscas no interior dos cômodos do imóvel, encontraram uma pequena bolsa contendo 22 porções de droga aparentando ser crack e uma pequena porção de droga do tipo maconha.

Diante dos fatos, a mulher foi conduzida até a sede da 18ª DP onde foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Segundo o delegado Teofábio, a droga encontrada na residência da mesma só confirma que de fato, estava ocorrendo à comercialização da droga no local. “A operação foi exitosa, pois, o mais importante é retirar de circulação a vendedora final do entorpecente, impedindo que a droga chegue as mãos de usuários, o que acaba fomentando a prática de outros crimes como furtos e roubos”, ressaltou a autoridade policial.

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