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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: Secretário municipal reclama de tratamento em Fórum. Servidor diz que identificação é obrigatória

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Wendell Miranda secretário de Administração de Buriti

Uma celeuma na tarde desta quinta-feira, 31, no Fórum de Augustinópolis causou contratempo para usuários, policiais e servidores, durante uma série de audiências de custódia que ocorreram durante todo o dia.

O secretário municipal de administração de Buriti do Tocantins, Wendell Silva Miranda, em contato com a redação do webjornal Folha do Bico, disse que por volta das 18h, foi até o Fórum, aguardar sua esposa que era testemunha em uma audiência. Chegando lá, Wendel disse que ficou aguardando na sala de espera e foi abordado por uma funcionária do Fórum que lhe pediu sua identidade. Após informar a funcionária que não estava ali para prestar depoimento e que não era parte de nenhuma demanda judicial naquele momento e que estava aguardando sua esposa, a funcionária se retirou e retornou acompanhada de um policial e teria dito ao policial, “É asse aí que se recusou a se identificar.”

Ainda conforme Wendell o policial militar lhe solicitou os documentos de identificação e ele voltou a informar que não era parte em nenhum processo ali e que não havia motivos para a abordagem. O militar então, segundo Wendell teria dito que ele poderia prender por desacato. “Momento em que o questionei: qual o desacato do qual serei acusado, senhor?”, contou.

Wendell continua o caso dizendo que o policial militar se retirou e retornou com dois agentes penitenciários, um deles com um detector de metal, que retiraram o secretário da sala de espera e conduziram até um corredor mais reservado e lhe fizeram uma busca pessoal. “Expliquei para um dos agentes a situação, sendo este muito elegante e respeitoso em toda a abordagem”.

“Após a abordagem pessoal com o uso do detector de metal e nada encontrado que me prejudicasse, quando eu já havia retornado para a sala de espera, mais uma vez fui chamado reservadamente. Onde um senhor solicitou minha identidade. Ao perguntar sua identificação, ele disse em alta voz e com bastante arrogância: “Não interessa!” e completou “sou secretário do juiz!” Ao informar para ele que da mesma forma que ele se recusava a dizer seu nome eu tinha o direito de recusar a me identificar. Que, inclusive, teria o direito de saber o nome do policial que realizasse minha prisão, caso ela se concretizasse. Momento este em que aos gritos ele me perguntou: “o senhor é surdo? Meu nome é Kleiton! Já me identifiquei para o senhor! Reafirmei: “com todo o respeito, senhor Kleiton, o senhor está faltando com a verdade pois apresentou-se apenas como “secretário do juiz”. E exigiu meus documentos de identidade ao que lhe afirmei que só os entraria mediante ordem verbal do excelentíssimo juiz de direito que ali estivesse”, narrou Wendell.

O secretário buritiense continuou, “Mais uma vez falei para ele que não havia motivos para minha identificação, tendo em vista que minha permanência ali era apenas para buscar minha esposa, mas que eu já estava saindo e a buscaria posteriormente, quando ela fosse liberada. Nesse momento, ele ordenou ao policial militar que me prendesse, caso eu não fizesse minha identificação junto à secretaria do Fórum. Que era praxe que todas as pessoas que ali adentram fazer essa identificação. Falei que concordava com o procedimento. Mas, que, como eu não iria permanecer ali, pedi licença para deixar o recinto. Momento em que este senhor voltou a ordenar minha prisão por desacato e obstrução ao trabalho do serventuário da Justiça.

“Nesse momento ele, ordenou ao policial militar que me prendesse, caso eu não fizesse minha identificação junto à Secretaria do Fórum. Que era praxe que todas as pessoas que ali adentram fazer essa identificação. Expliquei para o senhor Cleiton que concordava com o procedimento de cadastramento das pessoas atendidas no Fórum mas, que não haveria necessidade para tal uma vez que eu já me identificara verbalmente para os agentes de segurança e na ausência dele havia atendido a um pedido feito educadamente pelo policial militar e mostrado a ele meu documento de identificação pessoal. Dessa forma, como eu não iria permanecer ali, não haveria necessidade para meu cadastramento e pedi licença para deixar o recinto. Momento em que este senhor voltou a ordenar minha prisão por desacato e obstrução ao trabalho do serventuário da justiça” contou Wendell que continuou, “Solicitei a presença de um advogado, momento em que fiquei sabendo que um senhor que estava ao meu lado e tentou persuadir o policial militar de que me deixasse sair, como eu havia proposto, sem a realização do “fichamento” na secretaria do Fórum, era advogado. Com esse pedido por parte do advogado, fui autorizado a sair”, finalizou.

O outro lado

Procurado pela reportagem, Kleiton Barbosa, explicou que o procedimento de identificação é de rotina do Fórum de Augustinópolis, assim como em todas as Comarcas do estado, por determinação do Tribunal de Justiça.

O servidor público disse ainda que Wendell teria reiteradas vezes negado a identificação, primeiro para a funcionária, depois para o policial e em seguida a ele próprio. “O comportamento dele foi reprovável e pode caracterizar uma contravenção penal. Ontem foi um dia de diversas audiências criminais, fato que reforça ainda mais questões de segurança aqui dentro do Fórum, tanto para nós, quanto para ele próprio. Todo cidadão tem seus direitos, mas também tem suas obrigações e ele não quis cumprir as dele e causou transtornos”, disse Kleiton.

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XAMBIOÁ: 15ª morte por Covid-19 é oficializada

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Xambioá, no Bico do Papagaio, registrou sua 15ª vítima pela Covid-19. A informação foi confirmada no Boletim epidemiológico da Secretaria de estado da Saúde, desta segunda, dia 19.

A vítima é um homem de 72 anos, com diabetes. Ele morreu neste domingo, 18, no Hospital Regional de Araguaína.

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Bico do Papagaio

TOCANTINÓPOLIS: 5ª CIPM divulga balanço de ações dos últimos nove meses

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Nesta segunda-feira, 19,, o comandante da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar, major PM Dernivaldo da Costa Tirello, apresentou os resultados das ações desempenhadas nos últimos noves em que está à frente da Unidade. A 5ª CIPM, sediada em Tocantinópolis, norte do Estado, é responsável por mais nove municípios, onde alguns fazem fronteira com outros Estados.

A divulgação dos dados e comparativos é uma maneira que a instituição policial militar tem para mostrar a sociedade em geral os trabalhos desenvolvidos no âmbito das unidades no que concerne a prevenção, dissuasão e repressão aos diversos delitos, objetivando melhorar a prestação de serviço à comunidade.

Como resultado da crise de saúde que a sociedade atravessa, em função da pandemia, houve o aumento da ocorrência de alguns delitos, com destaque para os crimes previstos na lei 11.340/06, lei Maria da Penha, em que policiais militares da unidade atenderam diversos casos de crimes contra a mulher, realizando a prisão dos autores.

Confrontando os atendimentos do ano de 2019 com os de 2020, nesses noves meses, o empenho dos militares no policiamento ostensivo e preventivo, resultou em uma expressiva redução de 45% nos crimes contra o patrimônio, principalmente dos delitos de roubo e furto. A Polícia Militar também retirou de circulação um total de 19 armas de fogo e/ou armas brancas nesse período, procedendo ainda mais de 86 prisões de criminosos pegos em flagrantes ou com mandado de prisão em aberto. Foram lavrados mais de 50 termos circunstanciados de ocorrências, tornando mais célere o acesso dos cidadãos à justiça. Outros dados que merecem destaque são: a apreensão de 60 gramas de drogas, a recuperação de nove veículos com registros de furto ou roubo e o atendimento de mais de 650 solicitações através do 190.

O Comandante da Unidade agradece a dedicação dos militares no cumprimento dos seus deveres, e destaca que o alcance dos resultados é creditado a cada um dos policiais da UPM, ressaltando ainda que a participação da sociedade, através de denúncias e o encaminhamento de sugestões, é de suma importância para melhoraria da segurança pública local.

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Bico do Papagaio

Apaes e escolas agrícolas do Bico recebem ônibus escolares

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A diretora da Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Pe. Josimo Tavares, de Esperantina – Foto: Katriel Bernardes

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), renovando a frota do transporte escolar, entregou na semana passada, em cerimônia realizada no auditório do Palácio do Araguaia, mais 27 ônibus que irão beneficiar os estudantes de 18 Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e nove escolas agrícolas, beneficiando 3.325 estudantes. 

Entre os beneficiados, estão instituições do Bico do Papagaio.

O Tocantins tem a previsão de entrega de 433 ônibus, que serão adquiridos em lotes, sendo que no primeiro lote foram comprados 319 ônibus, dos quais já foram entregues 278 para 139 prefeituras. Esse primeiro lote somou um investimento de R$ 69.464.622, recursos de emenda de bancada coletiva de deputados federais e senadores do Tocantins, sob a liderança do deputado Carlos Gaguim.

O governador Mauro Carlesse destacou a importância das parcerias. “Esses benefícios são frutos do trabalho conjunto do Governo do Estado, com a bancada federal que, com nossa articulação, resultou na destinação dos recursos para compra desses veículos. Estamos fazendo um Governo municipalista, levando os benefícios para a população”, pontuou.

Os veículos fazem parte do programa Toca Pra Escola. “É um dos maiores programa de aquisição de veículos para o transporte escolar. Estamos mudando a cara do transporte do nosso Estado e temos a certeza de que essa frota nova impactará no processo de aprendizagem dos nossos estudantes”, destacou a titular da Seduc, Adriana Aguiar.

Foram beneficiadas no Bico do Papagaio as Apaes de Wanderlândia, Nazaré e Tocantinópolis.

Também foi beneficiada a Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Padre Josimo, de Esperantina.

A diretora da Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Pe. Josimo, de Esperantina, Suely Carvalho Lima, destacou que o veículo representa um divisor de águas para a comunidade escolar. “Nós atendemos quase 200 estudantes, que moram em 12 municípios e que têm muita dificuldade de acesso à unidade de ensino. Uma realidade que, a partir de agora, será completamente diferente. Esse ônibus vai facilitar o acesso dos estudantes às unidades de ensino”, ressaltou. (Com informações de Cláudio Paixão)

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