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Pará

Barômetro da Sustentabilidade afere indicadores sociais e ambientais nos municípios de Carajás

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Desde o início da gestão do Governo do Pará, um dos princípios norteadores das tomadas de decisão consiste na análise técnica de cenários no território paraense. A Fundação Amazônia Paraense de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) é um dos órgãos essenciais ao fomento de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, por meio do monitoramento e elaboração de políticas públicas para o desenvolvimento efetivo do no Estado.

A Diretoria de Pesquisa do Meio Ambiente (Dipea) da Fapespa elabora, desde 2019, o Barômetro de Sustentabilidade, com informações de diferentes bases de dados sobre os 144 municípios, a fim de mensurar parâmetros sociais e ambientais, que se refletem na qualidade de vida da população em harmonia com os ecossistemas. 

Titular da Dipea, Roberto Tuma explica que uma metodologia específica é o alicerce para a elaboração dos Barômetros de Sustentabilidade. “É um instrumento de base estatística desenvolvido pela organização canadense World Conservation Union (IUCN), com a finalidade de avaliar a sustentabilidade de cada município, que fornece subsídio ao Governo do Estado para elaborar políticas condizentes com cada localidade. Nosso estado tem dimensões continentais, com realidades diferentes. O barômetro ajuda a mostrar a realidade específica de cada município”, detalha o diretor.

As pesquisas estabelecem dois eixos em um plano cartesiano, sendo um do bem-estar humano e o outro quanto ao ecossistema. “Mortalidades da infância e materna; número de médicos, de leitos hospitalares; ocorrência de gravidez na infância e adolescência; extrema pobreza; trabalho infantil são alguns indicadores sociais que mostram a saúde, a riqueza e a cultura em relação à comunidade. Já sobre o meio ambiente podemos citar a coleta de lixo; focos de calor; população em domicílio com banheiro e água encanada; desmatamento; Cadastro Ambiental Rural. Diante disso, fazemos um gráfico em cada indicador para ver se ele se enquadra em sustentável, potencialmente sustentável, intermediário, potencialmente insustentável, ou insustentável”, classifica Roberto.

Para realizar a análise a Fapespa utiliza diversas fontes de informações sobre os municípios, como o DataSus do Ministério da Saúde; Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outros.

Cruzar as informações dessas diferentes bases de dados auxilia a fazer um retrato da realidade local, indicando áreas mais fortes ou fragilizadas no alcance efetivo do desenvolvimento sustentável. “É um sinalizador inclusive para os prefeitos, pois ajuda a saber com mais precisão onde devem investir ou não. Não temos nenhum município completamente insustentável, mas sinalizamos indicadores que merecem atenção quando identificamos. Um exemplo é Santa Maria das Barreiras, no sudeste, em que percebemos que o indicador de gravidez na infância e adolescência está alto”, cita o diretor.

A observação dos dados é mensal e resulta em publicações abertas para toda a sociedade. Em 2021, após encontrar semelhanças de características em municípios próximos, a instituição passou a disponibilizar análises por região. 

A mais recente se refere aos municípios de Pau D´Arco, Sapucaia, São Félix do Xingu, Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras,  Rio Maria, Redenção, Xinguara, Conceição do Araguaia, Bannach, e Água Azul do Norte, todos da região de Carajás.

“De modo geral houve uma melhora tanto do bem-estar humano quanto ambiental, nos dados estatísticos dessa região”, adianta o diretor. Para conferir, clique, aqui, ou acesse: www.fapespa.pa.gov.br.

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Pará

PARAUAPEBAS: Município e ANM assinam nesta quarta-feira Termo de Cooperação para regularização de mineradoras

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Buscando soluções que viabilizem empreendimentos minerários legalizados e sustentáveis, será assinado nesta quarta-feira, 13, o Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura de Parauapebas e a Agência Nacional de Mineração (ANM).

O evento será realizado no Hotel Vale dos Carajás, às 18h.

Em 22 de setembro a Prefeitura apresentou junto à ANM um documento com um plano de trabalho para indicar o interesse do município em firmar a parceria.


De acordo com o documento, o município coloca à disposição da ANM a equipe técnica da Secretaria Municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia para contribuir com os processos de fiscalização da Contribuição Financeira por Exploração Mineral (Cfem) e de atividades de extração mineral, além de apoio em Processos Minerais.

“Segundo o cadastro da ANM, até dezembro de 2020, o município de Parauapebas registrava 761 Processos Minerais em todas as suas fases, desde requerimento até a autorização de lavra, representados por 197 pessoas físicas e jurídicas, com indicação de 29 substâncias minerais”, detalha o documento.

O município de Parauapebas tem longa experiência na fiscalização da Cfem, especialmente pelo trabalho desenvolvido desde 2007 em conjunto com o então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), hoje ANM. Graças a essa sinergia, foram realizadas denúncias quanto à prática de preços externos da Vale S.A, que resultou no Processo de Cobrança nº 951.438/2009 e rendeu mais de meio bilhão de reais por meio da Execução Fiscal 0006181-37.2010.4.01.390.

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Pará

PARAUAPEBAS: Gilson Fernandes pode ser um dos nomes de Bolsonaro para federal

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O nome do líder dos pequenos mineradores, Gilson Fernandes, vem ganhando força no meio bolsonarista na região de Carajás, para disputar uma cadeira de deputado federal em 2022.

Gilson está a frente da Federação Brasileira da Mineração e da Cooperativa Brasileira da Mineração, e vem desde 2015 ganhando protagonismo nas pautas conservadoras e políticas alinhadas ao presidente Bolsonaro.

Gilson tem se mantido reservado quanto a possibilidade de aceitar disputar uma cadeira de deputado federal, mas vem sendo incentivado por correligionários do setor mineral e conservador da região de Carajás.

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Pará

MARABÁ: Inscrições para a Corrida de São Félix de Valois iniciam dia 18

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As inscrições para a 11ª Corrida de São Félix de Valois começam no próximo dia 18 de outubro. O evento esportivo, que tem o apoio da Semel (Secretaria Municipal de Esporte) e da Paróquia do São Félix de Valois, é beneficente. Os interessados podem se dirigir até a Semel, localizada no Ginásio Poliesportivo “Renato Veloso”, a Folha 16, ou até a Academia Gol de Placa, na Folha 32, com um 1 pacote de fralda geriátrica ou 1 kg de leite de pó. Todos itens arrecadados serão doados para projetos sociais  indicados pela Paróquia e pela Prefeitura.  

Thyago Ferraz, coordenador da Semel, lembra que se trata de um evento de grande porte já inserido no calendário esportivo de Marabá. Cada participante receberá o kit do atleta com camisa, bolsa e squeeze (garrafa) antes da corrida. Para quem concluir a prova, que terá o percurso de 7 km, haverá premiação em medalha, como também premiação em dinheiro somente para os três primeiros vencedores da categoria masculina e feminina. Além disso, troféus para os três primeiros das categorias.

“Dessa forma, a Corrida do São Félix de Valois estará incentivando a prática de esporte de forma acessível, ao mesmo tempo que ajuda o próximo com as doações”, destaca Thyago Ferraz. A entrega do kit será no Partage Shopping, com data a definir. A largada e chegada será em frente a Paróquia São Félix de Valois, na Praça do Manduquinha, Marabá Pioneira. No final da prova, haverá também massagem desportiva e café da manhã para os participantes.

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