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Pará

BELÉM: Paraenses elevam os corações ao alto durante o sobrevoo da imagem da Virgem

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Um helicóptero substituiu a berlinda e os olhares e a emoção dos paraenses se voltaram para o alto na manhã deste domingo, 11, durante o sobrevoo da imagem peregrina da Virgem de Nazaré pelo trajeto tradicionalmente percorrido durante o Círio e, de forma especial, sobre os principais hospitais da Região Metropolitana de Belém, além de unidades de saúde e postos de atendimento aos pacientes contaminados pela Covid-19. 

Acostumado a participar de operações policiais e ações ostensivas coordenadas pelo Grupamento Aéreo de Segurança Pública há mais de oito anos, o tenente-coronel Souza Júnior recebeu uma missão bem diferente neste domingo: conduzir a aeronave que fez o traslado da imagem, com o objetivo de derramar bênçãos sobre o povo paraense. Para ele, esse é um momento único, sentido com muita emoção e gratidão a Nossa Senhora de Nazaré.

“Esse é um momento de muita emoção na minha carreira. Estar conduzindo a imagem de Nossa Senhora nesse período tão especial, movendo a representação da paixão e fé dos paraenses que hoje voltaram seu olhar para o alto e direcionaram suas orações para nós. Estou me sentindo muito feliz e realizado”, disse o piloto.

Ele sempre esteve à frente de missões de capturas e buscas policiais e disse que participar desse traslado é algo que difere totalmente da sua rotina habitual.

“Isso tudo é único. Talvez seja a primeira e última vez que isso aconteça na história do Círio, então é muito especial e inovador fazer parte disso tudo, sendo algo completamente diferente da rotina que estamos acostumados, porém tão importante quanto, se não até mais”, destacou Souza Júnior.

A imagem da Santa Peregrina embarcou no Portal da Amazônia em uma das duas aeronaves do Graesp para fazer o traslado. A rota do sobrevoo incluiu sete hospitais, entre os quais a Santa Casa de Misericórdia, Ophir Loyola, Pronto Socorro da 14 de Março, Barros Barreto, Porto Dias, Aberlado Santos, Hospital Metropolitano e o Hospital de Campanha do Hangar, além de postos e unidades de saúde da capital.

EMOÇÃO

Pacientes e equipes de saúde dos hospitais, desde muito cedo, aguardavam o sobrevoo da imagem da Virgem de Nazaré. Este ano, em virtude da pandemia, a diretoria da festa e o Sistema de Segurança Pública adotaram a alternativa do sobrevoo com a imagem de helicóptero para aproximar a imagem da Virgem dos pacientes em tratamento de saúde na Região Metropolitana de Belém. Durante o traslado, um helicóptero derramou pétalas de rosa, simbolizando bençãos sobre os hospitais. 

Nas primeiras horas da manhã, Antônio Jorge, 61 anos, já estava na capela do Hospital Ophir Loyola, referência no tratamento de câncer, neurocirurgia e transplante do Pará, direcionando suas orações à Rainha da Amazônia. Internado no segundo Departamento de Câncer, ele enfrenta um tratamento contra um tumor no estômago e aguarda por um procedimento cirúrgico.

“Estou aqui por devoção, por reconhecer que tenho uma intercessora perante Cristo, alguém que está cuidando da gente. Todos os dias venho a este local pedir para que Ela ilumine as mãos dos médicos a fim de que dê tudo certo com a minha cirurgia”, disse.

Marilene Almeida, 33 anos, também é muito devota da santa. Ela foi diagnosticada com câncer de colo de útero em maio do ano passado. Após um ano em tratamento, o organismo não respondeu bem à quimioterapia e à radioterapia.  Os médicos submeteram-na então à quimioterapia vermelha para tentar conter a doença. 

“Eu sou um milagre de Nossa Senhora, estou aqui internada com fé. Eu falei para minha família que me peguei com a Virgem a partir de um vídeo do Círio de 2018.  Eu me ajoelhei na minha casa, pedi com o coração limpo que me ajudasse. Ligaram para eu fazer a minha cirurgia, estou no hospital, mas o meu médico informou que a doença já não existe mais em mim.  A minha fé se renovou, eu me peguei a Nossa Senhora, sou um milagre”, diz Marilene.

A enfermeira Mayara Lourido nasceu numa família católica e devota de Nossa Senhora de Nazaré. Plantonista neste domingo, ela diz que o coração está cheio de emoção pela data tão importante para os paraenses.

“Eu cresci sabendo que a fé move montanhas, recorro a ela nos momentos mais difíceis de dor e aflição, pedindo que me auxilie e abençoe e peça ao Seu filho a minha proteção, porque a Mãe abre a porteira do céu. Eu confio, a minha fé n’Ela é imensa. Sei que Ela me ajuda a cuidar dos nossos pacientes com Seu amor maternal. Meu pai teve Covid e tive de superar o medo de perdê-lo, mas graças a Deus e a Nossa Senhora de Nazaré, ele está vivo”, relatou a enfermeira.

No Hospital Regional Aberlado Santos, a paciente Maria Liliane Ramos, moradora do município de São Miguel do Guamá, nunca teve a oportunidade de presenciar o Círio e este ano recebe como uma grande benção o traslado da Virgem de Nazaré sobre o hospital.

“Foi um momento muito emocionante para mim, pois nunca presenciei um Círio de Nossa Senhora de Nazaré, e hoje, mesmo estando em uma situação delicada, a presença de nossa Mãezinha me emocionou. Não consigo explicar. Impossível não sentir uma chuva de bençãos e emoção sobre nós”, ressaltou a paciente.

Assistente social do Aberlado Santos, Renata Soares ressalta a importância do sobrevoo da imagem, nos hospitais onde as pessoas fazem tratamentos de saúde.

“Este ano já sabíamos que seria um ano diferente diante dessa pandemia que estamos vivendo. A presença Dela, mesmo que dessa forma especial, ajuda-nos a refazer a nossa fé e nos traz renovação da esperança, para que essas pessoas possam superar com mais tranquilidade essa fase. Nos sentimos privilegiados não com as chuvas de pétalas, mas sim com a chuva de bençãos que recai sobre nós”, diz ela.

A imagem da Santa Peregrina desembarcou na Praça Santuário, na área onde costuma ser montado o arraial, e foi conduzida pelo governador Helder Barbalho até a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré para a missa de encerramento do Círio, celebrada por Dom Antônio de Assis Ribeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém. (Walena Lopes)

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Pará

Pará registra 249.235 casos de Covid-19 e 6.729 mortes

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A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) confirmou nesta segunda (25) mais 1.211 casos de Covid-19 e quatro mortes. Agora são 249.235 casos e 6.729 óbitos no estado.

Segundo a Sespa, foram 78 casos e quatro mortes nos últimos sete dias, além de 1.133 casos de dias anteriores.

O Pará possui, até então, 232.853 recuperados, 29.655 casos descartados e 312 casos em análise.

Em relação à ocupação de leitos na rede estadual, o Pará tem 22,73% dos leitos clínicos e 55,60% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

De acordo com a Sespa, já foram realizados 384.620 testes rápidos e 53.643 testes de PCR para Covid-19, até então.

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Pará

Banpará completa 59 anos de história

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Dona Francisca tem 79 anos e há 45 é cliente do Banco do Estado do Pará (Banpará). Uma relação de carinho e respeito. “Todo dia, o meu chefe me entregava o movimento das lojas e dos postos de gasolina para eu mandar depositar no Banco, eu perguntava qual o Banco ele me dizia ‘Chica, escolhe o melhor’, então eu depositava no Banpará”, sorri Francisca.

A excelência no atendimento fidelizou Francisca, hoje, é uma cliente apaixonada. “Eu abri poupança com o nome de cada filho meu, sete ao todo. Assim fui estreitando os meus laços com o Banpará. Depois que aposentei, o atendente do INSS me perguntou se eu já tinha conta em banco, eu disse com todo orgulho ‘meu Banco é o Banco do meu Estado do Pará, é o Banpará’ e serei cliente até o fim dos meus dias”, afirma Francisca Miranda, cliente da agência Estrada Nova.

O Banco do Estado do Pará (Banpará) completa, nesta segunda-feira, 26 de outubro, 59 anos de existência. A comemoração celebra a expansão da instituição, que hoje é realidade em muitos municípios do Pará e fortalece o compromisso do Banco de estar presente em todo o território paraense.

São 59 anos crescendo em número, estrutura física e tecnologia para oferecer aos paraenses o melhor serviço de um Banco Estadual, desenvolver o Pará econômica e socialmente, além de cumprir a missão de ser um banco autossustentável.

Ao todo, são 127 agências, em 109 municípios paraenses, muitas cidades têm apenas o Banpará como instituição financeira que se faz presente para fortalecer a economia local, gerando desenvolvimento, emprego e renda, além de facilitar a vida da população. Sabemos que o Estado tem dimensões continentais e muitas pessoas precisam se deslocar do seu município para uma cidade vizinha em viagens que podem durar muitas horas.

Em 2020, o Banpará marcou a história do povo paraense. Em tempo de pandemia, o Banco trabalhou incansavelmente, com funcionários dedicados, para oferecer linhas de crédito e fomento com taxas acessíveis e assim manter empreendimentos abertos enquanto muitos no Brasil fecharam as portas. Uma ação que manteve e gerou emprego e renda.

Uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostrou que, no Pará, o Banpará é a instituição financeira mais procurada por empreendedores durante a pandemia da Covid-19. O banco foi mencionado por mais de 50% do público participante da pesquisa.

Fundo Esperança
Para a economia paraense, o Fundo Esperança foi a principal ferramenta de apoio do Governo do Estado no enfrentamento de efeitos adversos da pandemia, viabilizando o atendimento de aproximadamente 90 mil pessoas (físicas e jurídicas) e a concessão de R$200 milhões de crédito em três meses.

Para o Banpará, o Fundo também trouxe uma grande oportunidade de prospecção de futuros negócios ao abrir as portas para clientes Pessoa Jurídica que conheceram o Banco no momento em que mais precisavam de um apoio. Todo esse resultado só foi possível graças ao empenho dos funcionários da rede de agências no atendimento dos clientes do Fundo Esperança, da equipe Superintendência de Desenvolvimento Econômico e Social, que trabalhou incansavelmente no suporte e orientação das unidades de atendimento e na articulação com os parceiros atuantes do processo, Sebrae e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME).

Capital de Giro

A sociedade paraense conta com o Banpará e o Capital de Giro veio para auxiliar empresas de pequeno e médio porte, como bares, academias, escolas e restaurantes, para minimizar os impactos econômicos causados pela pandemia da Covid-19. Com o Capital de Giro, o Banpará ajudou a manter e garantir empregos.

Crédito Imobiliário
Em 2020, o Banpará reativou a carteira de Crédito Imobiliário. Um sonho antigo dos clientes e do Banco, que virou realidade e hoje oportuniza a casa própria ao atender todos os públicos com valor mínimo de financiamento de R$ 40 mil e composição de renda que pode ser feita com qualquer pessoa.

A carteira contribui com o desenvolvimento da economia local e o cliente Banpará conta com a melhor taxa de juros do mercado, pode financiar até 90% do valor de avaliação do imóvel, em até 35 anos. Sendo necessário somente o valor mínimo de 10% para entrada, quando a maioria das outras instituições financeiras solicita 20%.

Territórios Sustentáveis
O Banpará contribui com ações de fomento voltadas para a inclusão bancária dos pequenos produtores situados em Territórios Sustentáveis. Além de promover financiamento dos agricultores familiares e das cooperativas que os integram para que possam fortalecer suas produções, gerar renda e garantir que a regularização fundiária e ambiental venha atuar como uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

O Banco desenvolve ações que buscam diminuir a dificuldade de acesso ao crédito e fortalecer a produção e renda dos pequenos produtores.

Banpará mais digital
A facilidade em realizar transações financeiras no horário que quiser e, principalmente, na segurança de sua casa levou os usuários do mobile crescerem significativamente na última década.
O cenário de Pandemia impulsionou ainda mais essa migração dos atendimentos presenciais para os atendimentos por meio dos canais digitais.

No Banpará as operações cresceram no patamar de 400% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Esse crescimento foi também alavancado com o lançamento do novo App que ocorreu no final de março e dispõe de uma arquitetura mais moderna, ofertando maior segurança e estabilidade, além de agregar novas funcionalidades como investimento, biometria, solicitação de cartão, débito automático.

Para o diretor-presidente do Banpará, Braselino Assunção, hoje é um dia para agradecer. “Hoje eu vejo o Banco, um jovem senhor que se moderniza ao longo do tempo, que busca se atualizar, ser competitivo. Nesse dia, quero agradecer aos nossos queridos cliente, a sociedade paraense e a todos os funcionários do Banpará, muitos passaram momentos difíceis, mas sempre buscaram resultados melhores e fazem desse jovem senhor (Banpará) com o espírito da juventude um protagonista no sistema financeiro nacional”. (Karolinni Chaves)

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Pará

No Pará, 49 unidades prisionais já estão liberadas para visitas de familiares

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Mais 11 casas penais estão liberadas para receber visita familiar a partir desta segunda-feira (26) até a próxima sexta-feira (30). Agora, são 49 unidades inclusas no cronograma de visitas elaborado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), faltando apenas a Central de Triagem da Marambaia (CTM), em Belém, que continua com as visitas suspensas por funcionar como porta de entrada na triagem. A medida é necessária para evitar o contágio pelo novo coronavírus. As liberações refletem os avanços alcançados com as medidas de proteção adotadas pela Seap.

Em agosto, quando as primeiras unidades prisionais foram abertas para visitação, 16 conseguiram liberação. Já em setembro, chegavam a 38 unidades, e agora, em outubro, 49 permitem a visitação.

Para evitar aglomerações e tornar possível a análise gradual de mudanças da situação epidemiológica no sistema penitenciário, as casas penais estão abrindo com 50% do número de custodiados beneficiados e com familiares cadastrados para visita. A partir de agora, o percentual de abertura aumentará 10% a cada mês, até que 100% da população privada de liberdade voltem a ter contato direto com seus familiares.

Plano de Contingência – O Pará foi um dos primeiros estados brasileiros a liberar o contato familiar presencial em unidades prisionais. O Plano de Contingência elaborado e executado pela Seap foi fundamental para que nenhum óbito ocorresse entre os custodiados do Estado. O número de contaminados pelo novo coronavírus também foi pequeno em comparação ao total de internos, por isso as visitas começaram a ser liberadas gradativamente.

Em alusão à campanha nacional Outubro Rosa, de conscientização sobre o câncer de mama, algumas unidades, como as Centrais de Triagem Metropolitanas I e III (CTM I e III) e o Centro de Recuperação Penitenciário do Pará IV (CRPP IV), localizados no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na Região Metropolitana de Belém, ofereceram palestras informativas aos familiares durante as visitas nesta segunda-feira (26), por meio da equipe biopsicossocial de cada casa penal. (Vanessa Van Rooijen)

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