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segunda-feira, 08 / agosto / 2022
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Beneficiários do Bolsa Família de Marabá sofrem em filas

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A mania bem brasileira de deixar tudo para a última hora e a falta de aviso ao público de que o prazo de recadastramento para o Programa Bolsa Família não seria mais 29 de fevereiro, mas, 29 de março, provocaram uma corrida ao Comitê Gestor, na Avenida Antônio Maia. Centenas de pessoas, a grande maioria delas mães de família, se concentraram desde a madrugada no local, formando extensa fila que dobrava na Travessa Parsondas de Carvalho até o fim do quarteirão.

O recadastramento é realizado de dois em dois anos e, de domingo para segunda-feira, temendo perder o benefício, muitas mulheres, inclusive com crianças de colo dormiram no local para garantir que receberiam atendimento.

Mãe de três filhos, Francisca Maria dos Santos Brito, 36 anos, recebe R$ 166 de benefício há cerca de 8 anos. Moradora da Vila Sororó, Km-30 na BR-155, ela estava na fila reclamando: “Venho de longe pagando transporte, quando distribuem as senhas já são mais de 8 horas e a gente só gastando dinheiro sem poder. Peguei dinheiro emprestado para vir. Muitas vezes a gente vem até sem o dinheiro da merenda, quando chegamos ainda somos mal atendidos. Eu moro na zona rural, mas elas [as atendentes] não estão dando atenção para isso”, desabafa Francisca.

Joyce Arocha Cardoso, 24 anos, mãe de dois filhos, moradora do Bairro Independência, madrugou na fila do Bolsa-Família, com medo de perder o benefício de R$ 134 que recebe pelos dois filhos. “Estou aqui desde as 5 da manhã, existem pessoas que dormiram na fila, porque só atendem 40 por vez. Eu acho um desrespeito, minhas crianças ficaram em casa, tiveram de faltar à escola para eu poder fazer esse recadastramento”, queixava-se a mulher.

Adriana Lima Pereira de 26 anos, também veio de longe para realizar o recadastramento. Mãe de quatro filhos, ela mora no Assentamento 26 de Março, cerca de 30 quilômetros da cidade. “Do jeito que eu estou vendo, será difícil ser atendida hoje [ontem]. Tive a maior dificuldade para chegar aqui, vim sozinha de moto, se eu não conseguir hoje, com certeza, terei de voltar amanhã”, reclamava, acrescentando que “sempre é essa peleja”.

Com o filho de 47 dias no colo, Cátia Machado Jardim, 29, moradora do Bairro Liberdade contou à Reportagem do CT que recebeu o benefício somente dois meses porque desde outubro foi cancelado. “Estou esperando aqui operada, tenho prioridade, mas tem muita gente para ser atendida. No ano passado vim transferir meu cartão, que era de Nova Ipixuna, desde lá não consegui mais receber o benefício. De lá pra cá, todos os meses venho aqui para tentar resolver meu problema, mas ainda não consegui”, lamenta a mulher complementando que os R$ 32 que ela recebia “era pouco, mas servia…”.

Outra mãe de quatro filhos que esperava na fila era Lucielma Lopes da Conceição, 24. “O atendimento aqui demora muito. Deixei minha filha maior de 11 anos cuidado dos outros menores enquanto vinha resolver aqui esse problema, porque não tenho com quem deixar. Eles falam para a gente esperar. É ruim demais ficar nessa espera, os meus braços estão doendo de tanto carregar criança no colo”. (Emilly Coelho – Correio Tocantins)

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