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Bico do Papagaio

CARRASCO BONITO: Posseiros recebem orientação sobre demandas agrárias

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Uma população prioritariamente de lavradores rurais compareceu aos atendimentos do projeto Expedição Cidadã em Carrasco Bonito. Os conflitos agrários na zona rural daquele município e região foram apresentados pelos representantes de três comunidades, sendo cerca de 80 pessoas orientadas pelo Dpagra – Núcleo Especializado da Defensoria Agrária no primeiro dia de atendimento na região do Bico do Papagaio.

No Projeto de Assentamento – PA Cupim, na mesma região de Carrasco Bonito, 62 famílias estão enfrentando a opressão de fazendeiros vizinhos à área, que alegam terem o domínio, inclusive tendo conseguido ordem de reintegração de posse anteriormente, mesmo a área sendo um PA em fase de conclusão. A demanda será encaminhada pelo Dpagra para manifestação da Advocacia-Geral da União e Ministério Público Federal do Tocantins.

Os representantes da comunidade Paulo Freire, localizada em Sampaio, também foram atendidos pela DPE-TO – Defensoria Pública do Tocantins. A área destinada ao projeto Sampaio está sendo ocupada por 85 famílias desde abril de 2016. Segundo o defensor público Pedro Alexandre Aires, coordenador do Dpagra, será instaurado Propac – Procedimento Preparatório de Ação Civil Pública para esclarecer junto ao Governo do Tocantins sobre o cronograma de execução do projeto, “tendo em vista a reivindicação de movimentos sociais pela área”, justificou.

Também ocupando área em conflito na região desde junho de 2014, na Fazenda Estrela de Davi, cerca de 50 famílias reivindicam a criação de assentamento no local, alegando que a terra está abandonada, sendo inclusive alvo de saques aos recursos naturais de modo ilegal, segundo relatos dos representantes da comunidade. O Dpagra vai solicitar informações junto ao programa Terra Legal.

Já os atendimentos individuais foram prestados a 46 pessoas. A lavradora Maria Dalva Silva, 51 anos, foi uma delas. Ela buscou atendimento para regularizar os documentos pessoais. A lavradora afirmou que há um tempo está buscando solução para o seu problema nos cartórios, mas não conseguiu resolver porque o registro é no Estado do Maranhão. “Eu preciso da segunda via do meu registro de nascimento porque alguns órgãos pedem e a minha identidade também está velha e preciso do registro para pedir uma nova. Eu achava que no mundo de hoje isto fosse mais fácil, ou foi pouca vontade do cartório em resolver. Para eu ir lá ao Maranhão precisa pagar passagem, restaurante, hotel”, reclamou. O cartório será oficiado para que a demanda seja solucionada administrativamente.
Vários lavradores estiveram no local dos atendimentos do projeto Expedição Cidadã, na Câmara de Vereadores de Carrasco, buscando informações sobre o salário-maternidade rural. O assistente social Jean Bezerra, na ocasião, prestou informações sobre direito junto ao INSS, esclarecendo que o benefício é pago pela Previdência Social, pelo prazo 120 dias, à segurada que comprovar que trabalha no mínimo há 10 meses na atividade rural e deu à luz.

Os atendimentos foram realizados por equipe de Servidores, sob o comando dos defensores públicos Pedro Alexandre Aires e Alexandre Maia.

Projeto

O Expedição Cidadã é realizado em parceria com Assembleia Legislativa do Estado e tem como objetivo levar o acesso à justiça às populações mais isoladas e carentes do Estado. Desde o início em abril deste ano, o projeto já teve 24 edições, levando atendimentos jurídicos gratuitos para as comunidades mais carentes do Estado. (Keliane Vale)

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Futuros prefeitos buscam regularização fundiária de Aguiarnópolis, Luzinópolis e Maurilândia

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Prefeito eleito de Luzinópolis, João Português e vereador Carlos Santa Helena com o juiz Océlio Nobre

Prefeitos eleitos dos municípios de Luzinópolis, João Português (PODE); de Aguiarnópolis, Professor Wanderly (MDB) e de Maurilândia, Rafael Maracaípe (MDB), estiveram esta semana passada em Palmas, já buscando iniciativas para colocarem em prática nas novas gestões.

Um dos pontos importantes, averiguado pelos futuros gestores, foi junto ao Tribunal de Justiça do Tocantins, onde estiveram em audiência com o juiz auxiliar, Océlio Nobre, onde trataram acerca da regularização fundiária dos municípios.

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Bico do Papagaio

Axixá e São Bento tem mortes por Covid-19 confirmadas

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Mais duas mortes por Covid-19, no Bico do Papagaio, foram oficializadas pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio de seu Boletim Epidemiológico, nesta quarta, dia 2. Os óbitos foram em Axixá, ocorrida em 19 de julho e em São Bento, no último dia 24 de novembro.

A vítima de Axixá, foi uma mulher de 77 anos, sem comorbidades. Ela morreu no Hospital INCOR Santa Mônica, na cidade de Imperatriz, na região Tocantina, estado do Maranhão.

Já a vítima de São Bento, também era mulher, de 33 anos, com hipertensão. Ela faleceu no Hospital Regional de Augustinópolis.

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ARAGUATINS: Curso de Letras da Unitins promove roda de conversa com o tema “Literatura para quê?”

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O curso de Letras, da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Câmpus Araguatins, promoveu na quarta-feira, 25, uma roda de conversa com o tema “Literatura para quê?”. O evento contou com a participação da professora Cláudia Lúcia Coelho Lopes, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), docente de Literatura na rede privada de ensino em Araguaína. A roda de conversa foi direcionada para os acadêmicos de Letras do 6º período. Evento aconteceu de forma remota com transmissão via Google Meet.

De acordo com a professora mestranda Rosana Quadros Santos Leite, idealizadora da ação, o objetivo do evento foi proporcionar aos acadêmicos uma reflexão sobre o ensino da literatura “e de como ela pode ser trabalhada em sala de aula com uma função libertadora no processo de ensino aprendizagem”, ressalta.

A acadêmica Nayara Régia avalia que “a roda de conversa proporcionou aos estudantes mais conhecimentos sobre a temática abordada, pois nós, como futuros professores de Língua Portuguesa e Literatura, temos que compreender a importância da Literatura na sociedade, pois em breve estaremos contribuindo para a formação de jovens leitores,” defende. 

A coordenação do curso de Letras entende que cada vez que o acadêmico se aproxima das práticas escolares que a universidade proporciona, ele fortalece seus valores intrínsecos no âmbito da formação pedagógica se percebendo como sujeito professor e o habilitando para prática docente no mercado de trabalho. (Ruy Bucar)

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