A observação de aves é um dos segmentos do ecoturismo que tem atraído mais praticantes no Brasil e no mundo, sendo considerada de baixo impacto ambiental e provedora de boa rentabilidade econômica. A notável variedade de ambientes encontradas no país e a rica avifauna associada a eles têm propiciado atividades de observação de aves em todas as regiões e grande parte desta biodiversidade é encontrada nas unidades de conservação, porém poucas estão estruturadas para receber esse público.

A região da Ilha do Bananal/Cantão, onde está localizado o Centro de Pesquisa Canguçu, unidade administrada pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), é um desses espaços com notável variedade de ambientes e uma rica avifauna. Mas com um diferencial – estrutura para receber seus visitantes. O local situa-se na faixa de transição entre o Cerrado e a Amazônia, formando um área ecotonal de grande diversidade biológica. Seu reconhecimento como área de elevada diversidade biológica está referendado por um complexo de unidades de conservação que integram o Corredor Ecológico Araguaia Bananal.

Renato Torres, professor da UFT e coordenador do Centro de Pesquisa Canguçu, conta que de acordo com levantamentos realizados na região, foram identificadas 415 espécies de aves, sendo quatro quase ameaçadas e oito ameaçadas de extinção, 27 endêmicas Amazônicas e nove endêmicas do Cerrado, além de onze espécies migratórias neárticas, tornando-se o destino preferencial para observação de aves no Tocantins e um dos principais do Brasil.

Só em 2019 o Centro de Pesquisa Canguçu recebeu mais de 50 turistas observadores de aves oriundos de diversos estados brasileiros e diferentes países como Inglaterra, Estados Unidos, Suécia, Noruega e Argentina. O local conta com a parceria de três empresas especializadas neste seguimento, duas tocantinenses: Tocantins Birding e Ecobirdingbrazil, e uma nacional Brazilbirdingexperts, que trabalha apenas com turistas estrangeiros.

Torres acredita que “o incremento desta atividade ecoturística, tende a gerar cada vez mais ganhos para a ciência e a economia, melhorando a qualidade de vida das comunidades e promovendo a conservação da biodiversidade”. Tendo em vista isso, estão sendo programadas para este ano outras atividades neste seguimento, visando atender um público mais diversificado, com mini-cursos de observação e fotografia de aves e a implementação do turismo científico, onde o turista tem a oportunidade de acompanhar o dia-a-dia dos pesquisadores.

Basta ficar atento, pois logo logo a agenda 2020 será divulgada na mini-home e Instagram do Centro de Pesquisa.

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