Pelo menos 25 casos de violência sexual contra crianças já foram registrados em 2019 no município de Codó, a 290 km de São Luís.

Os casos estão em alerta, já que são bem maiores do que os registrados no mesmo período do ano de 2018 e na maioria o agressor é alguém da própria família, segundo dados informados pelo Conselho Tutelar.

O ano de 2018 mostra que 51 crianças foram violentadas sexualmente na zona rural de Codó. Os casos são acompanhados diretamente pelo Conselho Tutelar, polícia e Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

De acordo com o Conselho Tutelar, este crime é contante em Codó. Os conselheiros tutelares afirmam que só concluirão o relatório no final deste ano, mas ressaltam que do mês de janeiro a junho de 2019 já foram registrados no órgão, que é voltado para a criança e o adolescente, pelo menos 25 novos casos de estupro.

A conselheira tutelar Arléia Cunha revela que os criminosos continuam dentro das casas das vítimas. “Tem um caso aqui que a gente que o pai abusou das quatro filhas. Todas crianças ainda na época. Avós, tios, cunhados padrastos, que é um número maior, e as vezes alguns vizinhos, mas eu diria que 95% dos casos é na própria família”.

Apesar dos números serem considerados alarmantes para o Conselho Tutelar, eles nunca são equivalentes aos dos criminosos sexuais punidos em Codó, e a maioria continua respondendo a processos em liberdade.

O também conselheiro tutelar Frank Sousa conta que quem fica solto costuma ameaçar a família da criança que ele violentou. “A gente se sente muito incomodado com isso porque o que a gente gostaria de ver era a punição logo feita e o agressor atrás das grades pagando pelo crime que ele cometeu, o crime hediondo. Mas infelizmente a morosidade é muito grande e a Justiça nos deixa de mãos atadas e enquanto isso o agressor fica passando na porta da família da vítima até mesmo ameaçando”.

Conforme a Legislação atual não precisa que o ato seja consumado para que seja considerado estupro. O crime de estupro consiste em o agente constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a ter conjunção carnal ou permitir que com que ele se pratique qualquer ato libidinoso. (G1)

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