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domingo, 22 / maio / 2022
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Com 66% paraenses rejeitam divisão do Estado

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Os eleitores paraenses rejeitaram neste domingo (11) a divisão do Estado. Com todos as 14.249 urnas apuradas, 2.363.561 eleitores paraenses votaram contra a divisão, o que representa 66,60% de votos validos. Os que votaram a favor da divisão foram 1.185.546 ou 33, 40%. 14.895 (0,41%) votaram em branco e  37.847 (1,05%) anularam seu voto.

O plebiscito realizado aconteceu após o STF (Supremo Tribunal Federal) definir que toda a populacão do Estado deveria ser consultada sobre a divisão, e não só a parcela dos cidadãos que poderá integrar os novos territórios.

A decisão foi considerada um revés para os partidários do sim à separação. A população do que seria o novo Pará, majoritariamente antidivisão, é muito superior à soma dos moradores das áreas separatistas: 4,6 milhões, ante 2,9 milhões.

Mesmo que a divisão fosse aprovada, ainda precisaria ser submetida ao crivo do Congresso, por meio de uma lei complementar, conforme rege a Constituição.

Agora, uma nova proposta de consulta pela divisão do Estado só poderá ser apresentada na próxima legislatura, a partir de 2015.

Campanhas

A campanha que antecedeu ao plebiscito foi marcada pela ampliação do ressentimento nas áreas que desejam emancipar-se, que reclamam do isolamento e da ausência do poder público na região.

Nos últimos dias da campanha, o clima de tensão foi acirrado com o envolvimento direto do governador, Simão Jatene (PSDB), contra a partilha.

Divisão

O movimento separatista no Pará reedita, quase dois séculos depois, a Cabanagem, revolta do século 19 em que índios, negros e mestiços tomaram o poder na então província. Os novos rebeldes querem separar as regiões oeste e sul e fundar os Estados de Carajás e Tapajós.

Comemoração pelas ruas de Belém

A insurgência nasceu com o sentimento de abandono político e isolamento territorial e a desigualdade econômica entre a capital, Belém, e regiões remotas do interior.

Mas há diferenças históricas entre os dois projetos, do Carajás e do Tapajós.

O primeiro é capitaneado por uma elite econômica nova e poderosa, que quer gerir os recursos minerais e a forte agropecuária da região.

O segundo tem maior legitimidade, pois nasceu há 150 anos, mas carece do tônus econômico do vizinho.

Contra ambos estão empresários e políticos da região metropolitana de Belém, que não aceitam perder 86% da área e 44% do PIB. (Folha Online)

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PEDRO 0 GRANDE

É LAMENTAVEL, A POPULAÇÃO MAIS CARENTE DO SUL DO PARA CONTINUARÁ ABANDONADA, SEM SÚDE, EDUCAÇÃO, EMPREGO ETC…A ELITE POLÍTICA E ECONOMICA DE BELEM DEVE ESTÁ SORRINDO, SERÁ MAIS 100 ANOS DE ABANDONO E MISÉRIA PARA O SUL DO PARÁ….

Flávo

Muito triste o resultado final desse plebiscito, a região sulina do Pará continuará das migalhas que sobram da capital, sendo que todas as riquezas desse grande Estado estão no sul, pois nas redondezas da capital eles já sugaram tudo, o mais incrível é que pareceram vários artistas globais, fazendo campanha para o grupo do “não”, sendo que todos receberam caches bem gordos para essa campanha, e esses atores falam que são paraenses, tenho certeza que nem em Belém eles vão mais, ficam assistindo tudo de suas coberturas em Ipanema, Copacabana, ou então passado uma temporada em NY. Mais uma vez o povo teve sua boca vendada, mais uma vez a população sofredora clama por melhorias, e sabe quando isso vai acontecer? Só o nosso Senhor Jesus Cristo sabe.
E deixo a minha pequena reflexão, “Em briga de elefantes, só quem se ferra é o capim”.

Francisca

Idiotas que disseram não, Qd tiver um acidente de trânsito, continuem indo a Belém se tratar. Povo do sul do estado continuem morando nesse favelão. Esta era a chance de mudança… Fico indignada!!

TOCANTINENSE INDIGNADO

(14.895 (0,41%) votaram em branco e 37.847 (1,05%) anularam seu voto) É assim que o povo sul paraense quer mudar de vida, serio! é inaceitavel que essa quantidade de pessoas jogaram fora a chance de uma nova vida, Mas eh assim mesmo, se nao existir o necessitado, como existirao os politicos, pensem bem! nenhum, mais nenhum politico no mundo tem o interesse que a população mude de vida, pois nois pobres temos que precisar deles sempre, ja pensou se somente existisse Medico, Engenheiro, Deputados, Senadores e Etc. e não existisse o Doente, o Pião operario e o eleitor pobre. Não iria prestar nao é? numca existiria humildade e solidariedade, pois um medico e um engenheiro ainda podem ate ser humildes, mas agora politico, fala serio!
Fica aqui minha indgnação com a fraquesa do povo paraense.

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