Município com predominância da pecuária de corte e leite e fruticultura, Conceição do Araguaia, no sudeste paraense, começa a desenvolver trabalhos com a produção de hortaliças, que tem gerado renda para agricultores locais. Na propriedade do agricultor Edmar Veiga, região do Bacabal, há cultivares como alface, couve, cheiro-verde, salsa e quiabo, todos abastecem o mercado local. O produtor trabalha sob orientação do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e pretende, até o ano que vem, aumentar a produção em 30%.

As hortaliças abastecem o mercado local e geram uma renda mensal de R$ 5 mil ao produtor. Atendido há seis anos, tem como diferencial uma produção 100% natural.  

O apoio da Emater começou após o produtor identificar alguns problemas com as hortaliças plantadas e procurou técnicos do escritório local para ajudá-lo no processo de reestruturação da horta.

Após a devida orientação e acompanhamento preciso de todas as etapas, a produção do produtor alavancou e, consequentemente, a renda também. Hoje, com a renda da horta, o produtor explica que consegue manter a família e já vislumbra aumentar a produção. “Pretendo, até o final do ano que vem aumentar a produção em 30%, para atender a demanda do mercado, que está cada vez mais crescente”, explica Veiga, que conta, atualmente, com o apoio de cinco pessoas da família no plantio das hortaliças.

“O Edmar Veiga é um produtor exemplo aqui na região de Conceição do Araguaia, porque conseguiu reverter um quadro de prejuízo e alavancar a produção”, comenta Alfredo da Luz, supervisor-adjunto do regional Conceição e engenheiro agrônomo.

Assentados – Atualmente, o escritório local de Conceição do Araguaia tem cadastrados 4.464 agricultores familiares que moram em áreas de assentamentos regularizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Esses produtores se dividem em dois grandes grupos: bovinocultura (corte e leite) e a fruticultura (com destaque para o abacaxi, banana, acerola, cajá e tamarindo).

As frutas são transformadas em polpas e comercializadas para escolas municipais por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que oferece alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. Esses assentados produzem, ainda, culturas alimentares como arroz, feijão e milho, além da mandioca, que cada vez mais se fortalece no município.

“Os técnicos trabalham os projetos de vendas e discutem com a Secretaria Municipal de Educação o cardápio que vai ser servido na merenda escolar. É um processo contínuo”, finaliza Alfredo da Luz. (Rodrigo Reis)

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