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Tocantins

Condições de trabalho afastam educadores

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Após quatro meses de licença médica e mais de um ano em desvio de função, o professor da rede de ensino municipal da Capital Perysson Oliveira Bueno Costa, 33 anos, diz que ainda continua impossibilitado de voltar para a sala de aula. Ele relatou que está em tratamento contra a síndrome do pânico, doença que o teria afastado da função. O caso de Costa não é isolado. Em Palmas, segundo a Secretaria Municipal da Educação (SEMED), são 62 professores em licença médica e 123 em desvio de função, do total de 1.629. Na rede estadual esse percentual de licenças é três vezes maior.

Segundo a Secretaria de Educação do Estado (SEDUC), atualmente, o Estado tem 1.678 professores em licença, sendo 1.247 (9%) por motivo de doença, do total de 13.307 professores. Hoje, quando é comemorado o Dia do Professor, os educadores apontam as más condições de trabalho como motivos para os afastamentos. Há ainda 608 docentes remanejados (em desvio de função). Conforme a SEDUC, a média anual é de 2.600 professores contratados, 78,5% somente para suprir licenças médicas. As substituições têm provocado um aumento de mais de R$ 60 milhões da folha de pagamento por ano, informou a secretaria.

“Eu não jogaria toda a responsabilidade da causa da doença sobre a minha profissão. Mas sei que grande parte dela foi desenvolvida pelo estresse e ansiedade da atividade. No meu período de licença percebi melhora na minha saúde”, relatou Costa. Somente na sala de aula, ele já atua há nove anos. “São muitas situações. A atividade de professor tem influência nesses casos, pois é muito desgaste emocional, frustração e estresse. São questões estruturais, como superlotação nas salas de aula e falta de climatização”, acrescentou.

O colega de profissão Júlio César da Rocha, 34 anos, também destacou que a sobrecarga da função é outro fator que pode desencadear doenças. “A gente acumula funções que vão além de ensinar. Temos alunos que precisam ser educados. Tudo isso gera uma sobrecarga”, ressaltou Rocha, que é professor na rede pública municipal, estadual e superior. Ele frisou ainda a disparidade do salário. “Se compararmos com outros estados, somos privilegiados com o salário de professor aqui no Tocantins. Mas o salário precisa ser correspondente ao custo de vida, principalmente, da Capital. Como muitos outros colegas, estou na rede pública e privada para subsidiar minhas necessidades”, relatou.

Realidade

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Tocantins (SINTET), José Roque Santiago, contou que tem acompanhado o caso de centenas de professores em situação debilitada pelo exercício da função. “São muitos fatores: a dificuldade do alunato, o salário ruim que é uma realidade nacional, as más condições de trabalho e até a falta de climatização nas salas de aulas”, disse, acrescentando que o sindicato tem pautado o governo para essas questões. “Eles querem implantar meta capitalista, mas temos situações diferenciadas dentro da sala de aula que acabam dificultando o trabalho dos professores”, apontou. (Jornal do Tocantins)

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Tocantins

Para enfrentar a crise, 64% das empresas tocantinenses vendem por canais digitais

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O comércio eletrônico foi a forma que a grande maioria das empresas encontrou para enfrentar a crise gerada pela pandemia de Covid-19. De acordo com a 9ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus”, elaborada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sete em cada dez empresas brasileiras já atuam nas redes sociais, aplicativos ou internet para impulsionar suas vendas. Em maio, bem no início da pandemia, esse percentual era de 59%.

Para o superintendente do Sebrae Tocantins, Moisés Gomes, a internet tem sido uma grande aliada na sobrevivência dos negócios. “As compras pela internet se intensificaram e os empresários tiveram que se readaptar para manter o negócio funcionando. O ambiente virtual se tornou um aliado cada vez mais forte e importante para compra e venda de produtos e serviços”, afirmou.

No Tocantins, a plataforma WhatsApp é a preferida pelos empreendedores que inseriram o mundo virtual nas suas vendas, com 94% de adeptos. Instagram e Facebook são as próximas opções, com 47% e 39%, respectivamente. Apenas 8% dos negócios vendem por sites próprios.

“Isso demonstra que plataformas já conhecidas e com grande capilaridade são mais procuradas pelos empreendedores, que levam em consideração custos de manutenção e a confiabilidade do meio”, destacou Gomes.

Outro dado apontado pela pesquisa é que 59% das empresas tocantinenses continuam funcionando, mas tiveram mudanças em suas rotinas em 2020. Além disso, 34% dos entrevistados comercializaram novos produtos e serviços desde o surgimento da crise do coronavírus. Para 45% dos empresários tocantinenses, os desafios estabelecidos pela instabilidade provocaram mudanças valiosas em seus negócios.

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Tocantins

Ministério da Saúde aumenta de 29 mil para 44 mil doses da Coronavac para o Tocantins

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A quantidade de doses da vacina CoronaVac, que inicialmente seria de 29.840 para o Tocantins, teve porção aumentada para 44 mil. A informação foi oficializada pelo secretário de estado da Saúde, Edgar Tollini, na noite desta segunda-feira, 18, no lançamento da campanha de vacinação contra a Covid-19.

Essas doses serão destinada para profissionais da saúde, idosos e indígenas.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e, no Brasil, será produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O uso emergencial da vacina foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no domingo (17). A agência também aprovou o uso emergencial da vacina de Oxford, cujas doses devem chegar ao país nas próximas semanas.

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Tocantins

Pedido de devolução de taxa de concurso da PM do Tocantins anulado já pode ser feito

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A Polícia Militar do Estado do Tocantins (PMTO) deu início nesta segunda-feira, 18, ao período de cadastramento on-line para solicitação de reembolso do concurso da corporação. Todas as informações referentes ao processo de estorno da taxa de inscrição estão disponíveis no Edital n° 001/2020, publicado no site da PMTO (https://bit.ly/35NY8TW).

O sistema on-line de reembolso está disponível por meio do endereço eletrônico: http://ressarcimentoconcurso2018.pm.to.gov.br A plataforma segue aberta para cadastro até o dia 3 de março de 2021.

Após o período de cadastramento, a PMTO fará a análise dos pedidos encaminhados e, posteriormente, dará início aos pagamentos, que serão feitos em lotes.  O calendário para esta etapa será divulgado em uma nova data.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jaizon Veras Barbosa, o compromisso é finalizar mais essa etapa do concurso cancelado, obedecendo todos os critérios legais para tal.

“Em respeito aos cidadãos que depositaram sua confiança na nossa valorosa instituição, nós cumprimos todos os caminhos legais para ressarcir os inscritos no último concurso PM/TO, cancelado. Agradecemos o apoio dado pelo Governo do Tocantins por meio de várias secretarias e da Procuradoria-Geral do Estado que foi fundamental para concretizarmos esta etapa”, ressalta.

Como fazer o cadastro

O usuário apto para o reembolso deve acessar o endereço eletrônico indicado, clicar em “Primeiro Acesso” e preencher os dados solicitados para validação, a fim de criar acesso ao sistema (login e senha).

Após acessar o sistema, o candidato deverá indicar para qual certame ele está solicitando o reembolso, preenchendo os dados solicitados. Em seguida, o usuário deve fornecer ainda um documento de identificação com foto emitido por órgãos oficiais (obrigatório).

A PMTO destaca ainda que não se responsabiliza por dados incorretos ou preenchimento incompleto das informações ao envio do cadastro, e que somente serão aceitas contas bancárias do tipo Conta Poupança e/ou Conta Corrente cujo titular seja o candidato inscrito. Bancos virtuais ou congêneres não serão aceitos para o reembolso.

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