Connect with us

Pará

Cortes no orçamento de 2017 podem parar atividades da Unifesspa

Publicado

em

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), criada em 2013 na cidade de Marabá, divulgou no último domingo (28) uma nota em sua página oficial na internet sobre as consequências negativas que os possíveis cortes no orçamento previstos para 2017 podem causar. Segundo a Unifesspa, a proposta prevê um corte de 79% em relação ao mínimo necessário para 2017. Ao contrário do que diz a nota da Unifesspa, o Ministério da Educação (MEC) afirmou, em nota, que a proposta orçamentaria (custeio e capital) para a instituição será nos mesmos níveis da de 2016, o que garantirá o funcionamento dos cursos e campi.

De acordo com informações divulgadas na notada Unifesspa, o Governo Federal impôs cortes orçamentários abaixo do necessário para o funcionamento da instituição, que nos primeiros anos de existência necessitaria da criação de toda infraestrutura de salas de aulas e laboratórios; investimento em concursos para docentes e técnicos; além do custeio das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

“Na proposta apresentada, já tramitada do MEC ao MPOG, o teto orçamentário de custeio é inferior, em termos reais, à LOA-2016, abarcando tão somente a metade dos R$ 26.541.552,00 necessários. Uma decisão extremamente grave para a Unifesspa – em se tratando de uma IFES com necessidades crescentes decorrentes da implantação, o que levará, no caso concreto, a não se ter como honrar minimamente os contratos para o funcionamento básico da Instituição (tais como: limpeza, vigilância, energia e transporte)”, diz a nota, assinada pelo reitor pro-tempore, professor Dr. Carlos Renato Lisboa Francês.

De acordo com a Unifesspa, a proposta prevê um corte de 43% em relação ao orçamento de 2016 e de 79% em relação ao mínimo necessário para 2017, refletindo em paralisações de obras, de aquisição de equipamentos laboratoriais, de acervo bibliográfico, de estruturas de salas de aula, entre outras consequências.

A Unifesspa ressalta que mesmo que não se seja aberto qualquer novo curso, os números da Unifesspa serão crescentes pelos próximos três anos, uma vez que o número de cursos de graduação dobrou, passando de 16 em 2014, para 33 em 2016; se ampliou de um para quatro cursos de pós-graduação stricto sensu e se elevou o número de alunos de cerca de 2 mil em 2013, para quase 5 mil este ano.

“As restrições orçamentárias apresentadas no PLOA-2017 inviabilizam de maneira definitiva o funcionamento da Universidade, em 2017, e condenam prematuramente a própria existência da mesma”, afirma ainda a nota divulgada. A Unifesspa afirma ainda que todas as ações contingencias foram definidas sem qualquer tipo de negociação com as universidades do país.

MEC

O MEC afirma que o orçamento proposto para Unifesspa 2017 obedece ao destinado a todas as universidades federais, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2017.

Em nota, o ministério argumenta que em maio houve um corte global de R$ 6,4 bilhões no orçamento do MEC. Desse valor, R$ 2,4 bilhões foram cortados das universidades. Houve resgate de R$ 4,7 bilhões desse valor, o que, segundo o MEC, garantiu a liberação de recursos para custeio e retomada de obras paralisadas.

Ainda de acordo com o ministério, desde maio, já foram liberados R$ 2,8 bilhões para o ensino superior e para rede federal de ensino – universidades e institutos federais. De janeiro a maio deste ano, a média mensal de liberação de recursos para as universidades federais e institutos federais era de R$ 500 milhões. De maio a agosto, essa média subiu para R$ 900 milhões. O que comprova que o MEC não trabalha com a perspectiva de fechamento de qualquer instituição de ensino. Ao contrário, está trabalhando pelo fortalecimento das federais.

Segundo a nota, o Ministério da Educação não possui qualquer ingerência sobre a gestão dos recursos e os processos de pagamento que estejam a cargo de suas unidades vinculadas

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
Faça um comentário

Pará

No Pará, ‘Triagem Pós-Covid’ vai tratar sequelas da doença

Publicado

em

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), lançou na noite desta terça-feira (24) o Programa Triagem Pós-Covid, que atenderá pacientes oriundos de todas as regiões do Estado que tiveram a doença e apresentam sequelas, como alteração no paladar e olfato, ansiedade, rinite, insônia ou hipertensão arterial. O programa, lançado no Palácio do Governo, em Belém, também atenderá pacientes que já faziam acompanhamento médico e precisaram interromper devido à pandemia.

“A nossa intenção com este programa é continuar o cuidado com o nosso paciente. São muitas pessoas que, mesmo após a doença, continuam procurando atendimento, pois ficaram com alguns sintomas residuais. Sabemos que se trata de uma ideia inovadora, que pode, inclusive, servir de referência para outros Estados”, ressaltou o titular da Sespa, Rômulo Rodovalho.

A meta do programa é oferecer 130 consultas por dia, sendo 50 vagas para homens, 50 para mulheres e 30 para atendimento infantil. “Vamos fazer atendimento pediátrico com consultas com psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos. Tudo isso pensando nas sequelas de crianças que passaram muito tempo em casa, tiveram aumento de peso, pois não conseguiram controlar a alimentação, e que, além disso, estão esse tempo todo fora da sala de aula. Tudo isso vem trazendo muitos transtornos para toda a família, por isso estamos disponibilizando esses atendimentos fundamentais”, informou Luiz Fausto Silva, diretor da Policlínica Metropolitana.

O Programa Triagem Pós-Covid foi elaborado após a equipe técnica da Sespa, em conversa com diretores de hospitais e profissionais da área de saúde que fazem parte da linha de frente no combate à Covid-19, constatar que muitos pacientes ainda precisam de atendimento, mesmo após a recuperação da doença, mas não sabem onde procurar. Quem já teve Covid-19 e está sem sintomas gripais, mas sente sintomas que podem ser consequência do novo coronavírus (dores no peito, nas pernas e na cabeça, ou cansaço, sintomas inexistentes antes do contágio), tem o perfil para o atendimento oferecido pelo programa.

O objetivo do governo estadual é expandir o programa para as demais regiões do Pará. “Nós temos que pensar em todo o Estado, e temos que trabalhar para que os serviços cheguem aos 144 municípios. Neste momento estamos lançando e iniciando os serviços na Policlínica Metropolitana (em Belém), mas é fundamental que os hospitais regionais estejam com esses serviços disponíveis, para que independentemente das distâncias, todos que precisem e tenham diagnóstico de sintomas pós-Covid também sejam prontamente atendidos”, enfatizou o governador Helder Barbalho.

Procedimento – O atendimento será realizado sem a necessidade de encaminhamento. Basta que o paciente entre em contato com a Policlínica pela Central de Atendimento, por meio do telefone 4005-0510 e pelos números de WhatsApp: (91) 98521-5110 / 98564-7638 e 98526-9319.

Ao chegar à Policlínica o paciente será encaminhado a um clínico geral, e em seguida fará um check-up básico, com exames de sangue e radiografia. Também receberá orientações e encaminhamento para um especialista, se necessário.

“O agendamento dos atendimentos será realizado exclusivamente através da nossa central telefônica/WhatsApp, no número 4005-0510. O paciente não necessita vir até a Policlínica para agendar. Uma vez agendado o atendimento, o paciente receberá via WhatsApp a confirmação do dia e do horário para realização dos exames e avaliações médicas (clínica e pediátrica). No dia marcado, basta o paciente comparecer à Policlínica 40 minutos antes da hora da consulta, com seus documentos pessoais: RG, CPF, comprovante de residência com CEP e cartão do SUS”, explicou Lilian Gomes, diretora executiva da Policlínica Metropolitana.

As consultas serão oferecidas de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 h, na Policlínica Metropolitana, localizada na Avenida Almirante Barroso, entre a Avenida Dr. Freitas e a Travessa Perebebuí, bairro do Marco. (Agencia Pará)

Continue lendo

Pará

PARAUAPEBAS: Homicida integrante de facção criminosa é preso

Publicado

em

Um homem suspeito de participar de uma facção criminosa e ter envolvimento em duas mortes ocorridas em maio deste ano, em Parauapebas, foi preso no início da tarde desta segunda-feira, 23. A ação da Polícia Civil deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal do município. 

O investigado compareceu à Delegacia do Município para denunciar uma suposta abordagem de agentes de segurança contra ele, logo foi reconhecido e recebeu voz de prisão.  

Com a prisão do indiciado, foram contabilizadas cinco prisões de membros de uma facção criminosa, os quais estariam envolvidos na morte de dois amigos ocorrida em maio, cujos corpos foram encontrados em um sítio localizado na zona rural de Parauapebas.

Continue lendo

Pará

PARAUAPEBAS: Travestis dão surra em cliente após recusar pagar programa

Publicado

em

Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada por volta das 3h da manhã deste domingo (22) para atender a uma ocorrência de agressão. Segundo a denúncia, três travestis estavam espancando um homem a golpes de capacete, no Bairro Beira Rio I, perto da Estação Rodoviária em Parauapebas, município Sudeste Paraense.

Ao chegar no local, os militares conseguiu prender os travestis identificados como João Vitor Magalhaes dos Santos e Diemerson Douglas da Silva. Eles estavam tentando fugir da cena do crime, mas foram reconhecidos por uma testemunha.

A vítima, Jhon Willis Penha Teles, foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado de ambulância a um hospital da região com várias lesões pela face. Para a polícia, as travestis disseram que, a vítima teria contratado um programa com uma delas, mas no final de tudo não quis pagar pelo serviço. Diante disso, se iniciou uma confusão e outras duas travestis foram ajudar a colega e acabaram espancando Jhon Willis.

A guarnição da Polícia Militar conduziu as acusadas para a Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Dependendo do entendimento da autoridade policial, as duas travestis podem responder por lesão corporal grave ou por tentativa de homicídio.

Continue lendo
publicidade Bronze