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Debate virtual marcará lançamento de livro sobre ocupação na Amazônia

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Uma live para debater o processo político de ocupação da Amazônia vai marcar o lançamento da obra “Amazônia: Espaço-Estoque, a negação da vida e esperanças teimosas”, da pesquisadora Raimunda Monteiro. O debate vai reunir a participação de autoridades, jornalistas, pesquisadores, sindicalistas e lideranças indígenas a partir das 17 h de sábado (07), e será transmitido pelo canal no Youtube do Instituto de Ciências da Educação (Iced), da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com retransmissão nas redes da Imprensa Oficial do Estado (Ioepa).

Trata-se de mais um lançamento da Editora Dalcídio Jurandir, da Ioepa, como parte da linha de valorização das produções científicas, já que a obra aborda o modelo de integração da Amazônia ao Brasil e ao restante do planeta, e as consequências para os seus povos, no contexto dos 50 anos de construção da rodovia Transamazônica (BR-230).

Segundo o presidente da Ioepa, Jorge Panzera, o livro da professora Raimunda Monteiro celebra uma parceria importante entre uma instituição estadual e a Ufopa. “Parcerias interinstitucionais entre Estado e União, por exemplo, são fundamentais para a divulgação de conteúdos produzidos por intelectuais e pesquisadores paraenses, ou que atuam no Pará”, ressaltou Jorge Panzera.


O titular da Ioepa destacou ainda a importância do assunto abordado pela professora da Ufopa, “por tratar de aspectos relevantes da ocupação da Amazônia, como desenvolvimento, exploração, problemas e soluções, o que coloca este livro em um patamar elevado. A Ioepa se sente honrada por participar do lançamento e da divulgação dessa obra”.

Segundo o coordenador da Editora Dalcídio Jurandir, Moisés Alves, é uma publicação importante para o meio acadêmico e para a sociedade, já que a autora, que é PhD e pesquisadora do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional da Ufopa, “nos ajuda a refletir sobre esse modelo perverso de desenvolvimento imposto aos povos amazônicos”.

Debate qualificado – Por abordar o processo político e econômico de ocupação da Transamazônica, do Sudeste ao Oeste do Pará, e também na Amazônia, o debate na internet sobre o lançamento do livro promete ser produtivo, com profissionais qualificados para falar sobre uma região marcada por exploração predatória, ocupação desordenada, com pouca presença do Estado brasileiro, e palco de violência e conflitos.

“Todo esse processo beneficia grandes empresas internacionais, aliadas de uma elite agrária, grileiros e latifundiários que impõem uma violência na Amazônia, dominando os cenários políticos e econômicos, deixando um passivo de devastação, destruição ambiental e de violência aos povos da região. Por isso, entendemos a importância dessa obra para compreendermos a Amazônia e todo esse movimento histórico e secular, que vem desde o Brasil Colonial, gerando violência, devastação e conflitos sociais”, acrescentou Moisés Alves.

Participam da live os jornalistas Manuel Dutra e Rubens Valente; o indigenista Sidney Possuelo; o produtor rural e sindicalista Avelino Ganzer; as lideranças indígenas cacique Mobu Udo-Arara, de Cachoeira Seca, e Lorena Curuai; a pesquisadora Ana Paula Souza e o físico Ennio Candotti, que foi diretor do Museu da Amazônia em Manaus (AM) e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que assina o prefácio da obra.

A Editora Dalcídio Jurandir, da Ioepa, foi criada em 17 de agosto de 2019, com a instituição de uma política pública do Governo do Pará a partir da construção de um processo de valorização da ciência, cultura e da literatura paraense, valorizando publicações de livros, revistas, cartilhas, jornais e e-books de pesquisadores, escritores e autores do Pará.

Serviço: A live de lançamento do livro “Amazônia: Espaço-Estoque, a negação da vida e esperanças teimosas”, da pesquisadora Raimunda Monteiro, será transmitida no próximo sábado (07), às 17 h, pelo canal no Youtube do Instituto de Ciências da Educação (Iced), da Ufopa: Clique AQUI

(Ailson Braga)

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MANAUS: Proteção da CoronaVac em pessoas com comorbidade é superior a 90%, indicam dados preliminares de estudo

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Informações preliminares do estudo CovacManaus, realizado na capital amazonense, demonstram que a CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, proporciona uma proteção contra a Covid-19 superior a 90% em pessoas com comorbidades. A pesquisa está analisando 5 mil profissionais de educação e da segurança pública da rede estadual lotados em Manaus, com idade entre 18 e 49 anos, para entender se a aplicação da vacina em quem tem comorbidade impacta na prevenção de formas graves da Covid-19. 

Até agora, do total de voluntários vacinados, somente 2,6% teve infecções causadas pelo SARS-CoV-2. O índice de hospitalizações pela doença foi de 0,1%, e o de admissões em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foi de 0,04%. Um óbito foi confirmado, configurando uma porcentagem de 0,02% da amostra. Ou seja, a efetividade da CoronaVac foi superior a 97% contra infecções, hospitalizações, internações em UTI e mortes. Outro indicador relevante é que, entre os vacinados, 91% apresentaram anticorpos detectáveis após tomarem a 1ª dose, e 99,8% após a 2ª dose.  

Para a equipe de pesquisadores, os dados são positivos e reforçam a importância da imunização. “É importante lembrar que a população vacinada no estudo é de pessoas que apresentam comorbidades, portanto esperávamos uma quantidade maior de infectados, hospitalizados e óbitos entre esses mais de 5 mil participantes”, destaca o médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), especialista em saúde pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e coordenador da pesquisa, Marcus Lacerda. 

Entre as principais comorbidades apresentadas pelos voluntários estão obesidade (72%), diabetes (54%), hipertensão arterial (36%) e imunossupressão (27%).  

O estudo já finalizou seis meses de acompanhamento e agora entra na fase de monitoramento. De acordo com Marcus, as próximas etapas consistem na coleta de exames, conforme agendamento, e ajudarão a entender, por exemplo, se há a necessidade de fazer reforço vacinal. 

Também coordena a pesquisa a médica infectologista da FMT-HVD e pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Paula Mourão. O estudo conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam); doação das vacinas pelo Instituto Butantan; e parceria da UEA, das secretarias estaduais de Saúde, de Educação e Desporto e de Segurança Pública, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, do ILMD/Fiocruz Amazônia e da Prefeitura de Manaus.

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Correios vai realizar venda de objetos postais abandonados

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Em mais uma iniciativa com foco na melhoria da gestão e sustentabilidade, redução de custos e otimização de recursos, os Correios realizarão, no dia 27 de setembro, o primeiro processo de venda de objetos postais classificados como refugo. Um objeto é classificado como refugo quando da impossibilidade de ser entregue ao destinatário ou devolvido ao remetente, após todas as tentativas de entrega e materializada a prescrição do prazo de direito à reclamação, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

A alienação dos mais de 61 mil itens ocorrerá em 10 lotes. Os objetos incluem peças de vestuário, microinformática, equipamentos eletrônicos, acessórios para veículos, bijuterias e livros, entre outros. Os valores iniciais dos lotes variam entre R$ 1.303,00 até R$ 85.050,00. Para participar do certame, os interessados devem se cadastrar na plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil. Ao concluir essa etapa, pessoas físicas e jurídicas conseguem enviar propostas de forma eletrônica para participar da disputa online. O edital com todas as informações está disponível na plataforma Licitações-e, pelo nº 893602, e também na página de Licitações dos Correios. Basta fazer a busca por modalidade ‘Licitações Correios – Aberta” e escolher “São Paulo Metropolitana” na coluna dependência.

Os lotes estão armazenados no bloco 1 do edifício dos Correios em São Paulo, localizado na Rua Mergenthaler, 592. Visitas aos bens devem ser agendadas pelo telefone (11) 4313-8150.

Transparência – Considerando a necessidade de dar um destino formal e transparente aos objetos postais classificados como refugo, os Correios estabeleceram, em norma corporativa, as formas para o desfazimento desses bens, tais como alienação por venda, destruição/destinação ambientalmente adequada ou ainda o encaminhamento às associações e cooperativas de catadores. A instrução segue as indicações constantes na Lei 6.538/78 (Lei Postal), na Lei n.º 13.303/16 (Lei das Estatais) e Lei nº 12.305/2010 (Lei de Resíduos Sólidos).

Para tratar esse material, a empresa criou uma estrutura na superintendência da região metropolitana de São Paulo, que realiza as rotinas de triagem e destinação do refugo. Tal medida vem permitindo a otimização de vários espaços e prédios da estatal, que podem ser melhor aproveitados, inclusive, para as atividades-fim da empresa. Assim, os Correios ampliam sua capacidade de investimentos que resultarão em melhorias nos serviços e produtos prestados aos clientes.

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Pará, Maranhão, Amazonas, Amapá, Piauí e outros estados acionam Petrobras na Justiça por “fake news”

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Os Estados do Pará, Maranhão, Amazonas, Amapá, Piauí, Goiás, Rio Grande do Sul, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo e Minas Gerais, além do DF, ajuizaram Ação Civil Pública contra a Petrobras S/A na Justiça Federal da vara cível de Brasília, por conta de distorções graves na informação repassada ao consumidor a respeito do elevado preço do valor da gasolina. De acordo com a ACP, por meio de publicidade enganosa, veiculada em seu site e nas redes sociais, a estatal omitiu dados relevantes sobre o aumento no valor dos combustíveis, induzindo consumidores ao erro.

De acordo com o procurador-geral do Pará, Ricardo Sefer, a propaganda induz o consumidor a pensar que o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) seria o maior responsável pelo preço que vem sendo cobrado pelos combustíveis. 

“A publicidade utiliza um discurso de que a alta dos combustíveis se dá em decorrência da taxa do ICMS, induzindo a população ao erro, fazendo pensar que a Petrobras cobra apenas R$ 2 reais pelo litro da gasolina e o restante do valor seria devido ao ICMS, que é de responsabilidade dos governos estaduais. E esta informação não é verdadeira”, reforçou. 

Ainda segundo o procurador-geral, a publicidade dá a entender que o preço cobrado, além dos R$ 2,00, é composto de valores que não são destinados à estatal, deixando de citar, inclusive, a incidência dos tributos federais e do valor cobrado pelo componente Etanol Anidro, que é adicionado na proporção de 27% a cada litro da mistura, sendo este preço indissociável do valor do litro do combustível. 

Na ação, as procuradorias-gerais dos estados, deixam claro que a propaganda gera uma confusão no consumidor e, com isso, altera maliciosamente a percepção em relação à imagem da empresa. “Ao dar informações parciais, a companhia induz o consumidor a pensar que o valor da gasolina é menor do que efetivamente é, criando a impressão de que a parcela de tributos é muito superior ao valor do produto em si”.

“Solicitamos que a justiça determine a retirada imediata da propaganda do site e das redes sociais da estatal, sob pena de multa diária, e que a Petrobrás produza publicidade suficiente para desfazer os efeitos da publicidade enganosa, assim como a condenação para o pagamento de indenização por dano moral coletivo, em valor a ser fixado pelo juiz”, finalizou Ricardo Sefer. (Barbara Brilhante)

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