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domingo, 14 / agosto / 2022
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TOCANTINS: Desmatamento de Cerrado cai 26%

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Dados recentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apontaram que o desmatamento no Cerrado voltou a apresentar queda. Segundo estudo do Ibama, divulgado no último dia 13, com base em imagens de satélite, o decréscimo foi de 26%. Entre os anos de 2008 e 2009, foram 1.311 km² de áreas desmatadas no Tocantins, que equivalem a aproximadamente 131 hectares. Entre 2009 e 2010, o desmatamento no Cerrado caiu para 970 km².

O Tocantins está entre os três Estados que mais desmataram o Cerrado, ficando atrás apenas do Maranhão e Piauí. O Maranhão com 1.587 km² a menos de vegetação nativa, o Piauí com 979 km² de novos desmatamentos e o Tocantins com 970 km² desmatados.

O chefe de Fiscalização do Ibama no Tocantins, Lenine Barros Cruz, atribui os resultados aos mecanismos de controle da pressão de desmatamento implantados pelo governo Federal nos últimos cinco anos. “Nós fiscalizamos baseados em informações de satélites de até cinco anos atrás. Então, aqueles casos que não prescreveram são fiscalizados, autuados e embargados”, explica Cruz.

Segundo ele, com o monitoramento das áreas através de dados de satélites, alimentação de sistemas informatizados em tempo real e restrição na liberação de recursos para proprietários de terras que constam na lista negra do Ibama, vem gerando um impacto positivo no controle e identificação das propriedades com desmatamento ilegal.

“Há alguns anos tínhamos muita dificuldade em localizar essas áreas de pressão do desmatamento, o que demandava muito tempo nas operações e muitas vezes o resultado do trabalho não era significativo”, explica. Segundo ele, atualmente, quando a equipe vai a campo já sabe exatamente qual área deve ser fiscalizada, o tamanho da propriedade. “Enfim, temos condições de fazer ações mais efetivas”, pontua Cruz.

Cruz destaca ainda que as restrições financeiras para aqueles que constam nas listas negras do Ibama e do Ministério do Trabalho (MTE) são também um incentivo para que os produtores rurais cumpram com a legislação ambiental. “Hoje, o produtor de bois que está com nome na lista negra do Ibama não consegue vender para frigoríficos. Assim como os produtores de grãos também não conseguem comercializar, caso estejam de forma irregular”, esclareceu.

Multas

O número de autos (multas) aplicados, tanto pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) quanto pelo Ibama, em propriedades com desmatamento ilegal, no Tocantins, também caiu quando comparados os resultados de 2010 e 2011 (até o fechamento desta edição). Em 2010, o Naturatins aplicou 126 autos de infração, enquanto, em 2011, esse número é de 85, considerando que o último resultado ainda não está fechado. Já o Ibama, em 2010, aplicou 345 autos com multas que somam R$ 30 milhões e em 2011 (setembro), as multas somam R$ 15 milhões de 148 autos. (Jornal do Tocantins)

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