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quarta-feira, 17 / agosto / 2022
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Dia da Artilharia é festivo na Guarnição de Marabá

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A segunda-feira (11) foi festiva no aquartelamento do 1º Grupo de Artilharia de Companhia de Selva (GAC), por conta das comemorações do Dia de Artilharia na Guarnição Federal de Marabá, onde aconteceram entrega de boinas aos soldados incorporados neste exercício, salva de tiros de canhão, desfile da tropa, de búfalos e de viaturas do Grupo. Antecedendo a um lauto almoço, as portas da caserna foram escancaradas para que os visitantes conhecessem o acervo cultural da corporação, criada em 1736 com a então denominação de Corpo de Artilharia do Rio de Janeiro – “Regimento Floriano”.

Na condição de comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, o general-de-brigada Humberto Francisco Madeira Mascarenhas presidiu a festiva cerimônia militar, ladeado pelo tenente-coronel Carlos Alberto Ferreira Lopes Cora e de outros comandantes das unidades do Exército aqui sediadas.

Era 10 horas da manhã quando o subcomandante do GAC, major Glauco, apresentou a tropa pronta ao general Madeira, o qual autorizou o início da solenidade cujo objetivo foi efetivar a entrega de boinas aos recrutas incorporados naquela unidade militar e comemorar o Dia da Artilharia, no âmbito da 23ª Brigada.

Solenidade

Entre as formalidades de praxe e que cultivam o espírito de soldado da Amazônia, foi proferida a Oração do Guerreiro de Selva, professada de entoação da Canção da Artilharia, esta acompanhada por todos, seguida de salva de tiros de canhão. Coube ao general Madeira Mascarenhas a aposição da corbelha de flores junto ao busto do marechal Emílio Luiz Mallet, numa justa homenagem ao patrono da arma de Artilharia do Exército Brasileiro, também conhecido como Barão de Itapevi.
O busto do insigne militar estava posicionado estrategicamente à esquerda do palanque de autoridades, guarnecido por dois soldados trajando o uniforme utilizado em ambiente de selva e nas atividades de garantia da lei e da ordem. A tropa também prestou continência ao marechal Mallet com o “apresentar armas”.

Homenagem

Outro ponto alto da pujante cerimônia militar marcou o encerramento da fase de instrução individual básica, que consiste na entrega de boinas aos soldados que mais se destacaram nessa fase da vida do militar na selva.
Primeiramente, foram agraciados com a boina em momento especial os três soldados que mais se destacaram no estágio e que foram os seguintes: soldado Covre, na 1ª Bateria de Comando; soldado Jocivan, na Bateria de Obuses; e soldado Moitinho, na 2ª Bateria de Morteiros. Eles tiveram as boinas colocadas pelas mães e foram parabenizados em público pelo comandante da corporação.

Na sequência, receberam suas boinas os demais soldados que cumpriram o estágio, também entregues por pais, mães ou padrinhos. A boina rajada, para quem não sabe, é o símbolo de conclusão da fase individual básica, que torna o então combatente especializado no ambiente de selva.

Depois disso, eles ouviram atentamente as palavras do tenente-coronel Lopes Cora e do comandante da 23ª Brigada, general Madeira, o qual discorreu sobre os quase três centenários de história do Grupo de Artilharia e de sua importância enquanto instrumento de combate do Exército Brasileiro. Em especial, ele saudou os soldados que receberam a boina e seus familiares, “que abrilhantam a cerimônia”.

Destaque

Por fim, aconteceu desfile da tropa em continência ao comandante da 23ª Brigada ao som do dobrado “Comandante Lopes Cora”, rompendo a marcha, cantando a canção “Soldado de Artilharia” e, sem seguida, a entoação da canção Fibra de Heróis”. Na sequência, aconteceu salva de tiros, por ocasião da entoação da estrofe “Procuramos fazer do canhão, tiro, escudo da nossa Nação”.

Encerrando a formatura militar, foi realizado desfile da tropa com destaque para a Guarda Bandeiras, a Bateria de Comando, a 1ª Bateria de Obuses, esta uma unidade que tem missão de desencadear os fogos de obuseiros, com rapidez e precisão, proporcionando apoio de fogo e manobra da 23ª Brigada. Tarefa também da 2ª Bateria de Morteiros, uma subunidade com missão de fazer os fogos de morteiro, da mesma forma que a de obuseiros.

Houve também desfile de búfalos, animais que, segundo os militares do EB, reúnem, entre outras características, rusticidade, grande capacidade de carga e de adaptabilidade. No “Regimento Floriano”, por exemplo, os búfalos são utilizados no apoio logístico para transportar gêneros alimentícios, munição e nos tracionamentos dos obuseiros e morteiros através da selva, especialmente em regiões desprovidas de estradas convencionais.

História

À frente do desfile do comboio motorizado, o público teve o privilégio de ver uma viatura Dodge, fabricada para fins militares entre os anos de 1942 e 1945. Ela esteve presente a praticamente todas as operações na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial, além de ter servido como transporte do pessoal do Regimento nos diversos combates dos quais a unidade participou como integrante da Força Expedicionária Brasileira.

Como ponto alto da solenidade festiva rememorativa do Dia da Artilharia, ocorreram magnífica apresentação da Banda de Música da Brigada, tendo também em sua composição alguns músicos da comunidade civil de Marabá, e estrondosa Linha de Fogo provinda de uma bateria de canhões, seguida de visitação dos convidados ao acervo Cultural do 1º Grupo de Artilharia de Campanha, unidade secular do Exército Brasileiro, que teve sede transferida do Rio de Janeiro (RJ) para Marabá em julho de 2005. (Mascarenhas Carvalho – Correio do Tocantins)

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