O webjornal Folha do Bico, teve acesso no final da manhã desta quarta, 2, ao mandado de busca e apreensão que está sendo cumprido pela Polícia Federal em operação conjunta com a Controladoria Geral da União (CGU), em onze municípios do Bico do Papagaio e em dois do Maranhão.

A ação batizada de Operação Imhotep, visa desarticular organização criminosa responsável por fraudes em certames públicos, corrupção, desvio de recursos públicos, dentre outros crimes, sempre com o objetivo de acumular riquezas em detrimento do erário.

Aproximadamente 120 policiais federais e sete auditores da CGU, cumprem 28 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva, sequestro de 11 veículos, avaliados em R$ 1,5 milhões, bloqueio de imóveis e de R$ 2,5 milhões dos investigados, bem como suspensão de contratos, em cumprimento à decisão judicial expedida pela 1ª Vara Federal de Araguaína.

Vale ressaltar que dos onze municípios biquenses, onde aconteceram ações da PF e CGU nesta quarta, apenas quatro Prefeitura foram alvo direto de busca e apreensão: Praia Norte, Sampaio, Augustinópolis e Palmeiras.

As cidades de Araguatins, Nazaré, São Sebastião, Sítio Novo, Buriti, São Miguel e Carrasco Bonito, receberam em algumas Prefeituras, intimação para suspenderem pelo prazo de 60 dias, contratos com as empresas envolvidas na investigação, ou a cidade foi apenas local de cumprimento de mandado para integrantes da organização suspeita de cometer os crimes.

Até o momento, três Prefeituras se manifestaram.

Oficialmente, Nazaré apresentou documentação, comprovando que recebeu apenas intimação para suspender por 60 dias os contratos.

O prefeito de São Sebastião, Professor Adriano, disse a nossa reportagem que o município também foi intimado apenas para suspender por 60 dias o contrato com uma das empresas investigadas, mas que a gestão já havia aberto processo para realizar o distrato com contrato. Adriano salientou ainda que apoia todo tipo de investigação e que orientou sua equipe a prestar qualquer informação, caso necessário, a PF e CGU.

A Prefeitura de Palmeiras disse que a PF e CGU estivem no órgão por conta do serviço prestado pela empresa Cooperativa de Trabalho dos Transportadores e Médicos do Norte e Nordeste do Brasil, que prestou serviços na gestão anterior e atual, na busca por documentos referentes aos processos licitatórios, o que foi atendido prontamente. A gestão disse que se colocou a disposição para sanar qualquer tipo de esclarecimento e ressaltou que a administração repudia quaisquer atos criminosos e fraudulentos contra o erário público, mantendo um trabalho respaldado nos preceitos constitucionais e legais da gestão pública.

De maneira não formal, a Procuradoria de Sítio Novo, que alegou não ter recebido até o momento da conversa, nenhum documento ou visita de agentes da PF e CGC, mas não encaminhou posicionamento formal.

Os demais municípios não se pronunciaram. O espaço fica aberto para as manifestações.

A investigação teve início com a notícia apresentada por um morador de uma das cidades do Bico do Papagaio, narrando irregularidades na contratação de uma falsa cooperativa de transporte por municípios da referida região.

Com realização de diligências pela PF e pela CGU, foi possível identificar uma organização criminosa responsável por fraudar, mediante pagamento de propina a agentes públicos, mais de 20 processos licitatórios, com favorecimento de cinco empresas ligadas ao grupo criminoso. Os contratos fraudados tinham por objeto a locação de veículos, locação de palcos, realização de eventos, dentre outros serviços.

A investigação aponta que o grupo criminoso, no período de 2017 a 2019, recebeu mais de R$ 41 milhões em razão de contratos fraudados, sendo no mínimo R$ 5 milhões resultado direto de desvio de recursos públicos.

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