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Pará

Em 12 meses, Pará gera quase 20 mil postos de trabalho no setor do comércio

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Belém, Pará, Brasil. GERAÇÃO DE EMPREGO – 18/12/2020

Nos últimos 12 meses, o Pará gerou quase 20 mil empregos com carteira assinada no setor do comércio, tornando-se o maior gerador de postos de trabalho no setor na Região Norte. Somente nos primeiros quatro meses deste ano, o Pará apresentou saldo positivo, com cerca de 6 mil postos formais de trabalho gerados, entre desligados e admitidos, no setor do comércio em todo o território paraense.

Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) sobre geração de empregos formais, com ênfase no setor de comércio no Pará e demais estados da Região Norte, em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Segundo a pesquisa, de janeiro a abril deste ano, o comércio já contratou 31.152 pessoas com carteira assinada, e desligou 25.353. Entre entrada e saída de trabalhadores, houve o saldo de 5.799 postos de trabalho no setor do comércio no Estado.

Nos últimos 12 meses, o setor comércio também apresenta importante saldo positivo com a geração de 19.577 empregos formais. O setor está entre os cinco principais da economia, junto com agropecuária, construção civil, indústria e serviço. 

“A notícia é boa. Devemos, sim, comemorar, pois sinalizamos o momento positivo que o Estado atravessa na geração de empregos e postos de trabalho nesse segmento do comércio. Sabemos os efeitos negativos vividos por conta da pandemia, e ainda é crescente o mercado informal. Nessa perspectiva, se torna grande o desafio de gerar emprego com carteira assinada, que a partir disso formaliza os empregos, dá segurança ao trabalhador, e ele passa a fazer parte de uma condição social que lhe garante a aposentadoria”, informou Everson Costa, supervisor técnico do Dieese/PA.

Segundo ele, o comércio é um dos setores da economia que ajudam a atenuar os impactos do desemprego em tempos de pandemia, por ser sensível à conjuntura econômica ao depender diretamente da renda, proporcionando que as pessoas possam comprar. O setor abrange todos os municípios paraenses, seja varejista ou atacadista, desde material de construção, vestuário e alimentação a outras atividades que possuem a capacidade de gerar empregos.

Políticas públicas – Ainda segundo Everson Costa, esses números reforçam medidas importantes adotadas pelo Governo do Pará, não apenas como calendário de vendas do comércio e a possibilidade de circulação com menos restrição, mas, sobretudo, com o avanço da vacinação. “Todos os indicadores de saúde, social e econômico, compartilham de que a gente só vai voltar a ter economia nos trilhos com a vacinação. Além dos outros empregos gerados em outros setores, esses empregos (no setor do comércio) colocam renda nas mãos das pessoas, que vão às compras e, consequentemente, fortalecem e movimentam esse setor”, reforçou.

Para o supervisor do Dieese-PA, é fundamental citar os incentivos e as políticas de geração de renda, manutenção de emprego, em particular aquelas adotadas pelo Governo do Pará. “Estamos falando da injeção de recursos por parte do governo, no primeiro semestre deste ano, de meio bilhão de reais na economia paraense. Foram pequenos negócios apoiados, atividades de trabalhadores que tiveram acesso aos auxílios emergenciais, tiveram acesso também à política de incentivo a crédito, assim como outras formas de rendimento. São políticas públicas feitas pelo governo do Estado que colocaram dinheiro nas mãos das pessoas. Para o pequeno comerciante e para os trabalhadores das diversas atividades que foram apoiados fez com que tivéssemos renda fundamental e recursos circulando na economia. Foram favorecedores para que a gente pudesse ter a manutenção do emprego até a ampliação dos postos de trabalho”, explicou.

Ainda segundo Everson Costa, apesar de ter um primeiro semestre ainda com dificuldade gerais, o Pará tem boa perspectiva para o segundo semestre, devido ao Círio de Nazaré, pagamento do 13° salário e as datas festivas de final de ano. “E, se Deus quiser, com crescimento cada vez maior da vacinação, teremos elementos que podem nos ajudar substancialmente não apenas para nos manter, como para gerar mais emprego não apenas no setor de comércio, como também nos outros setores”, acrescentou.

O titular da Seaster, Inocencio Gasparim, disse que o desempenho do setor do comércio é proporcional ao da economia. “Se temos outras atividades econômicas sendo implementadas, automaticamente outras áreas também acompanham esse crescimento. O plano de governo tem unido os cuidados à saúde aos investimentos, ao processo de retomada da economia. Logo, através da injeção de recursos realizada a partir do pacote econômico, o setor do comércio passa a sentir esse impulso, aumenta a demanda e, automaticamente, a mão de obra. O programa de transferência de renda que está em vigor garante consumo, compra de alimentos, além da manutenção de serviços, como é o caso desse segmento que agora tem recebido o benefício (motoristas). O resultado positivo que o Pará tem alcançado é fruto da união de esforços das frentes de desenvolvimento do nosso Estado e da responsabilidade que esta gestão tem assumido frente à população paraense”, destacou o secretário.

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Pará

Pará anuncia medidas para população afetada por interdição de ponte

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O ferry boat está garantindo o transporte gratuito de pessoas e veículos

O governo do Pará e a prefeitura de Belém anunciaram uma série de medidas para minimizar e reparar os prejuízos e os transtornos que a interdição da ponte Enéas Martins causou à população da Ilha do Outeiro, um distrito da capital paraense.

Na última segunda-feira (17), os órgãos de segurança interromperam o trânsito de veículos e de pedestres, bem como a navegação de embarcações próxima ao local, logo após serem alertados de que um pedaço da ponte tinha se desprendido sobre o Rio Maguari e uma rachadura se abriu ao longo da via.

Segundo o governo estadual, testemunhas afirmam ter visto uma balsa se chocar contra o pilar central da ponte. Após a interdição, técnicos que vistoriaram a estrutura constataram danos em dois dos pilares de sustentação. A Polícia Civil, no entanto, não descarta a hipótese de os problemas terem sido causados por uma sucessão de colisões.

“Estamos fazendo perícias e, em breve, vamos divulgar a dinâmica: se foi uma embarcação que provocou a queda ou [se foram] sucessivos choques, de diversas embarcações”, disse o delegado Daniel Castro a jornalistas, ontem (23).

Na mesma coletiva de imprensa, o secretário estadual de Transportes, Adler Silveira, anunciou que o governo estadual vai construir uma nova ponte para interligar os distritos de Outeiro e Icoaraci

A nova ponte, de 360 metros de comprimento, utilizará o sistema de cabos-estais, ganhando uma espécie de mastro central onde serão afixados os cabos de aço que sustentarão seu peso. Segundo o governo estadual, a solução permitirá a ampliação do vão de navegação dos atuais 60 metros para 100 metros, aumentando a segurança da navegação. Os pilares remanescentes e todo o resto da estrutura deverão ser integralmente restaurados.

Segundo o secretário estadual de Transportes, as obras começarão imediatamente e devem ser concluídas em até sete meses. A rapidez deve-se ao fato de que o governo estadual será dispensado de selecionar a empresa responsável por meio de licitação pública, conforme destacaram os representante do Ministério Público de Contas do estado, Patrick Bezerra, e do Tribunal de Contas estadual, Marcelo Aranha.

“Necessário frisar que todas as informações das obras devem ser disponibilizadas para análise do Tribunal de Contas para que colaboremos com os órgãos de controle”, disse Aranha. “Na medida em que a fiscalização avançar, encaminharemos as conclusões à Setran para as medidas cabíveis.”

Para permitir que as milhares de pessoas que vivem na Ilha do Outeiro acessem a área continental e que turistas atraídos pela orla urbanizada da ilha façam o caminho inverso, o governo estadual disponibilizou barcos e balsas que estão fazendo a travessia ininterrupta de veículos e pedestres. Nas lanchas rápidas que transportam passageiros entre a ilha e o Trapiche de Icoaraci, a travessia dura cinco minutos. Já nos ferry-boats destinados a transportar veículos entre o porto da Brasília, em Outeiro, e o Terminal Hidroviário de Belém, a viagem pode durar cerca de 1 hora.

Prefeitura

A prefeitura de Belém também anunciou, ontem, medidas emergenciais e assistenciais que contemplam os moradores de Outeiro afetados pela interdição da ponte. Uma das medidas busca ampliar o número de beneficiários do programa Bora Belém entre as famílias residentes no distrito que vivem em extrema pobreza. Executado em conjunto com o governo estadual, o programa repassa de R$ 150 a R$ 450 mensais a cada família, conforme o número de filhos.

Outra medida contemplará, por pelo menos seis meses, os donos e os funcionários das barracas de praia, que receberão uma ajuda de R$ 500, e os trabalhadores autônomos e informais cadastrados pela prefeitura, que receberão R$ 300. No total, a prefeitura prevê um investimento da ordem de R$ 1 milhão para auxiliar os profissionais ligados ao atendimento turístico.

Segundo o prefeito Edmilson Rodrigues, o Banco do Povo de Belém também vai abrir uma linha de crédito solidário de R$ 1 milhão para emprestar aos pequenos empreendedores do distrito recursos para a manutenção de capital de giro e para cobrir custos fixos.

Além disso, a prefeitura promete outros investimentos em saúde e em ações sociais. “Apresentamos um conjunto de ações imediatas como o reforço das Unidades de Saúde, o aumento de funcionários, garantia de uma ambulancha [ambulância náutica], intensificação da vacinação e a instalação da Unidade Fluvial de Saúde, inaugurada recentemente para atender a população”, afirmou Rodrigues. (Alex Rodrigues)

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Pará

Assista o Conexão Rural deste final de semana – Dias 22 e 23

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Pará

MARABÁ: Nível do rio recua mas continua acima dos 13 metros

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De acordo com o Boletim da Defesa Civil Municipal, às 18 horas, desta quinta-feira (20), o nível do Rio Tocantins continuou baixando e atingiu a marca de 13 metros e 03 centímetros na régua fluviométrica. O número atualizado de famílias atingidas é de 4.296, sendo que 789 estão nos abrigos, 2.424 desalojadas, ou seja, que foram para casa de parentes e amigos, 465 famílias ribeirinhas e 618 ilhadas, que ficam no segundo piso dos imóveis e resistem em sair das residências. Hoje foram entregues cestas básicas nos abrigos Sororó, Folha 14 e Irmã Theodora.

Apesar do recuo do nível do rio, a Defesa Civil recomenda que as pessoas ainda não retornem para casa devido à conhecida situação de repique, característica do Tocantins por aqui, que é quando o rio volta a subir. Segundo a coordenação do órgão, todos os trabalhos de assistência vão continuar, inclusive melhorias dos abrigos já construídos, agora já são 21 oficiais, bem como o serviço de mudanças, que conta com 20 caminhões, sendo alguns do Exército, 02 caminhões dos Bombeiros e 06 embarcações para atender às famílias que ainda não conseguiram sair do local.

A Defesa Civil tem contado também com o apoio da Marinha, Governo do Estado, Governo Federal e toda a estrutura da Prefeitura Municipal, uma média de 200 servidores estão envolvidos diretamente.

Vale ressaltar que algumas famílias resistem em abandonar as residências, na esperança de que a enchente não atinja o andar de cima, ou no caso de locais mais altos, que água não entre dentro de casa, o que tem dificultado a dinâmica do trabalho da Defesa Civil. Por dia, vinha sendo programada uma média de 400 mudanças, das quais nem sempre eram concluídas com sucesso, devido às desistências, informações desencontradas no cadastro e, ainda, por conta de veículos estacionados de forma irregular atrapalhando o acesso dos caminhões aos endereços.

Outro fator importante, é a parceria da Equatorial junto à Defesa Civil. A concessionária de energia foi solicitada pelo órgão para análise e desligamento de energia nos locais que oferecem riscos, com fiação próxima à água.

Atualmente, a prioridade da Defesa Civil é a retirada das famílias das áreas alagadas. Por outro lado, as secretarias de Assistência Social, Saúde, Centro de Controle de Zoonoses, Obras, Serviço de Saneamento Ambiental, Meio Ambiente e Segurança têm dado atendimento por todos os abrigos distribuídos pela cidade.

A Defesa Civil informa ainda que os cadastros realizados pelo órgão no momento do pedido de mudança é o mesmo que servirá para os benefícios ofertados pelo município, tais como, entrega de cestas básicas, atendimento de saúde, dentre outros. Quanto ao salário pago pelo Governo do Estado, os cadastros têm sido feitos no Centro de Convenções.

Em função da cheia antecipada dos rios Tocantins e Itacaiúnas, provocando a maior cheia em 20 anos, a Prefeitura de Marabá construiu em tempo recorde 13 abrigos oficiais, o que foi ampliado para 21 abrigos oficiais. Só nesta quinta-feira (20), foram realizadas 199 mudanças de famílias atingidas pelas cheias. Para esta sexta-feira (21) estão previstas mais 298 mudanças.

A Defesa Civil Municipal, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (SEAPAC), continua realizando o cadastro das famílias e a entrega de cestas básicas.

Quem desejar ajudar as famílias com doações, os pontos oficiais da Prefeitura para arrecadação são a sede da SEASPAC, que fica na Travessa da Fonte, bairro Amapá, Marabá – em frente ao CAP e ao lado do Ministério Público Estadual, e na sede da Defesa Civil Municipal, que está em novo endereço, na Rua 7 de Junho, nº 1020, Marabá Pioneira. A arrecadação é das 8 às 16 horas. Os itens prioritários são alimentos não-perecíveis, itens de higiene pessoal, roupas e artigos de cama, mesa e banho.

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