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Tocantins

Em abril, vendas no varejo tocantinense caem 8,9%; setor de serviços recua 3,7%

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Pela primeira vez a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) traz os resultados de um mês inteiro em que o país está em isolamento social e, como previsto, eles foram negativos em todas as 27 Unidades da Federação. No Tocantins, as vendas no varejo recuaram 8,9% em abril, na comparação com março. É a segunda queda consecutiva e pior resultado dos últimos 12 meses. Já a taxa média nacional registrou retração de 16,8%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 16.

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que integra também as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, caiu 7,5% no estado. A variação nacional entre abril e março foi de -17,5%, com todas as 27 Unidades da Federação apresentando retração.

Ano anterior

Comparando abril de 2020, com o mesmo período do ano passado, a queda nas vendas no país também foi de 16,8%. Já o Tocantins apresentou recuo de 12,5%. Considerando o comércio varejista ampliado, ainda no confronto com abril de 2019, houve predomínio de resultados negativos em todos os estados, com variação de -14,7% no Tocantins e -27,1% na média nacional.

Os dados do IBGE mostram que o comércio foi bastante impactado pela estratégia de isolamento social adotada a partir da segunda quinzena do mês de março, para conter a disseminação do novo coronavírus. De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado do volume de vendas no varejo em abril é uma intensificação do resultado de março, quando o impacto não pôde ser sentido completamente.

No cenário nacional, até setores com atividades consideradas essenciais na pandemia e que tiveram avanço em março, caíram em abril, como hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos.

Setor de serviços

Em abril de 2020, o volume de serviços no Brasil também apresentou resultado negativo (-11,7%), na comparação com o mês de março de 2020. Regionalmente, 26 das 27 unidades da federação mostraram queda no setor. No Tocantins, o recuo foi de 3,7%. O único impacto positivo em termos regionais veio do Mato Grosso (9,0%). A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, 17.

Na comparação com abril de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-17,2%) foi acompanhado por 26 das 27 unidades da federação. O Tocantins novamente registrou retração, dessa vez, de 7,3%. A única contribuição positiva nesta comparação foi de Rondônia (3,1%).

No acumulado de janeiro a abril de 2020, frente a igual período do ano anterior, a queda do volume de serviços no Brasil (-4,5%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 25 das 27 unidades da federação também mostraram retração. No Tocantins o recuo foi de 1,6%.

Os resultados negativos dessa pesquisa também refletem os impactos das medidas para conter a propagação do novo coronavírus. O setor de transporte de passageiros e de carga, bem como restaurantes e hotéis, que fazem parte dos serviços prestados às famílias, registraram as maiores perdas.

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Tocantins

Tocantins confirma mais 9 mortes por Covid-19 nesta quarta, 30

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que nesta quarta-feira, 30 de setembro, foram contabilizados 597 novos casos confirmados para Covid-19 e 9 mortes.

Deste total, 265 foram registrados nas últimas 24 horas e o restante por exames coletados em dias anteriores e que tiveram seus resultados liberados na data de ontem.

Desta forma, hoje o Tocantins registra um total de 206.289 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 68.003 casos confirmados da doença. Destes 51.924 pacientes estão recuperados e 15.140 estão ainda ativos (em isolamento domiciliar ou hospitalar), além de 939 óbitos.

Clique AQUI e veja o boletim detalhado.

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Tocantins

Filhote de ariranha é resgatado no Rio Tocantins

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Um filhote de ariranha foi resgatado por um pescador no Rio Tocantins, no município de Peixe, região sul do Estado. Após o resgate, o animal foi levado a uma clínica veterinária parceira do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), em Gurupi, pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). Após o atendimento médico veterinário, o filhote foi encaminhado para o Centro de Fauna do Tocantins (Cefau), do Naturatins, em Palmas.

O filhote possui cerca de duas semanas a um mês de vida. Da cabeça a ponta da cauda, mede 52 cm e o seu peso é de 1,200 kg. Os animais recebidos no Cefau recebem um nano chip, um procedimento padrão realizado em todos os animais que passam pela unidade. “É uma marcação individual, um número único que o identifica. Com o auxílio do leitor de microchip esse animal poderá ser identificado ao longo da sua vida para que as informações não sejam perdidas, como sua origem, idade, sexo, problemas de saúde, gestações, entre outros aspectos”, informou a médica veterinária do Naturatins, Grasiela Pacheco.

Nesta terça-feira, 29, o filhote foi recebido no Parque Zoobotânico Vale (PSV) Carajás, em Parauapebas, no Pará. A viagem ocorreu com o monitoramento da bióloga do Naturatins, Samara Almeida, integrante do Projeto Ariranhas, uma Organização Não Governamental (ONG) formada por pesquisadores que trabalham ativamente em projetos voltados para a preservação da espécie no Brasil. O PSV, novo lar do filhotinho, é mantido e administrado pela Vale, e abriga exclusivamente espécies nativas da fauna e flora amazônicas. O parque está localizado dentro da Floresta Nacional de Carajás, em uma Unidade de Conservação Federal, e ocupa uma área de 30 hectares preservados.

Resgate e atendimento

Os primeiros atendimentos são um dos fatores determinantes para o sucesso de um resgate, já que filhotes de mamíferos nascem desprovidos de defesa e são dependentes de cuidados parentais por longos períodos. “Assim, os detalhes nos cuidados com a acomodação que deve ser limpa, quente, ventilada, escura, os cuidados com a amamentação com baixa quantidade, alta frequência e com temperatura ideal do leite indicado e em posição anatômica correta e a aferição dos parâmetros fisiológicos para o monitoramento e intervenção médica veterinária, quando necessária, formam os pilares da tríade ambiente, nutrição e saúde que resultam em qualidade de vida”, enfatizou Grasiela Pacheco.

Para a médica veterinária, não se trata de manter o animal vivo e sim de criar condições semelhantes às in natura para se tornar um indivíduo qualificado, equilibrado que mantenha as características naturais da espécie, esclareceu.

Pesquisa

A bióloga Samara Almeida realiza pesquisa sobre ariranhas, desde 2013, quando iniciou seu mestrado em Ciências Biológicas – Biologia e Comportamento Animal (Zoologia), na Universidade de Juiz de Fora (UFJF). É licenciada em Biologia pelo Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra), de Palmas. A pesquisa sobre o desenvolvimento da comunicação acústica de ariranhas analisa o comportamento da espécie no Parque Estadual do Cantão, localizado nos municípios de Caseara e Pium, e no Ribeirão Santa Luzia, no município de Porto Nacional.

O Naturatins é parceiro da pesquisadora, auxilia com a logística de transporte (empréstimo de embarcação, motor de popa e motor elétrico) além de alojamento. Seu doutorado em Psicobiologia foi iniciado em 2018, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Ariranhas são animais sociais que vivem em grupos de dois a 16 indivíduos. No Tocantins, temos populações de ariranhas viáveis no rio Tocantins e seus afluentes e também no Parque Estadual do Cantão”, explicou Samara Almeida.

Novo lar

A opção pelo deslocamento ao estado do Pará ocorre porque não seria possível devolver o animal sozinho à natureza, já que é um animal de grupo e a saída desta espécie da natureza é muito rara, por isso a opção de destinação ao cativeiro. “Não sabemos quais foram os motivos desse filhote ter sido separado da sua família. As ariranhas vivem em grupos que cuidam e protegem os filhotes com excelência. A saída abrupta de um recém-nascido com os olhos fechados da toca e perda dos cuidados da mãe é gravíssima e o filhote poderá ter diversas patologias e vir a óbito”, explicou a veterinária Grasiela Pacheco.

Segundo a veterinária por essa razão a preocupação em providenciar as condições adequadas para seu desenvolvimento saudável. “Os primeiros cuidados foram realizados e após estabilizar o filhote, providenciamos o transporte com acompanhamento técnico e para nossa felicidade este lindo filhote encontra-se hígido, forte, mamando muito bem, vocalizando e sem outras alterações”, detalhou.

Sobre a espécie

São animais considerados bioindicadores ambientais, ou seja, vivem em locais preservados. Com a perda de qualidade e das condições ótimas do ambiente não sobrevivem. Precisam de água limpa com fartura de peixes, abundância de vegetação ciliar para proteger suas tocas. Ariranhas é uma espécie ameaçada de extinção.

Possuem um corpo longo e pelagem densa, cauda robusta e achatada, que a auxilia na natação. Assim como a cauda, outras características auxiliam na natação, como as membranas interdigitais entre os dedos. Habitam ambientes de água doce, como rios, lagos e suas margens. Possuem hábitos diurnos e a dieta alimentar é carnívora: além de peixes, comem crustáceos, moluscos e pequenos vertebrados, como alguns mamíferos, aves e répteis. (Lidiane Moreira)

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Tocantins

ARAGUAÍNA: Polícia Civil registra 40 dias sem homicídios

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Gráfico mostra a queda de mortes violentas ano a ano na cidade

No trabalho contra a criminalidade, a Polícia Civil do Tocantins acaba de alcançar em Araguaína, na região norte do Estado, a marca de 40 dias sem registrar nenhum homicídio. A marca atingida no último sábado, dia 26, é motivo de muito orgulho e satisfação para a Polícia Civil, em especial para as equipes da 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DHPP) de Araguaína, que há três anos vem investigando os crimes contra a vida na cidade.

Criada inicialmente como Delegacia de Homicídios, a DHPP alçou em 2019 a condição de Divisão (Decreto 5.979/2019) e está vinculada à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). Antes da criação da DHPP, em Araguaína, as investigações de crimes contra a vida eram realizadas pelas delegacias circunscricionais de área. No entanto, devido ao crescimento constante da cidade, que é considerada, a capital econômica do Estado do Tocantins, se fazia patente a instalação de uma unidade especializada que pudesse lidar com as investigações de crimes contra a vida.

 DHPP em números

Desde a implantação da 2ª DHPP houve constante queda no número de homicídios ocorridos em Araguaína. Em 2017 foram registrados 107 casos de homicídios consumados. Em 2018, caiu para 71, uma queda de 33% nesse tipo de crime. Queda também em 2019, com 62 registros. Por meio das investigações, a DHPP também conseguiu mapear os locais de maior incidência de crimes praticados contra a vida e constatou que a maioria das mortes são de homens na faixa etária de 18 a 28 anos de idade em virtude de envolvimento com álcool, tráfico de drogas e também com facções criminosas. Dos 71 homicídios ocorridos na cidade em 2018, 68 eram homens e apenas três eram mulheres.

Casos solucionados

Considerando apenas os casos iniciados pela 2ª DHPP, desde a sua criação, entre julho de 2017 a dezembro de 2019, foram realizados 229 indiciamentos, sendo 46% deles pelo crime de homicídio consumado. Apesar de tratar-se de uma investigação complexa e que demanda tempo, os crimes de homicídios praticados em Araguaína e investigados pela 2ª DHPP possuem uma taxa de resolução de resolução de quase 32.5%, média muito superior a nacional que é de 8%. Já os casos de homicídios na forma tentada, o índice de resolução da 2ª DHPP sobe para 49.5%, infinitamente maior que a média nacional para esse tipo de crime.

Cabe destacar que dezenas de casos de homicídios ainda estão em aberto e cuja conclusão ocorrerá oportunamente, o que elevará os índices de resolução para patamares ainda maiores. Nesse meio tempo, é importante citar que, desde a sua criação em 2017, dezenas de autores de homicídios e tentativas já foram presos, julgados e se encontram atualmente cumprindo pena. Sem mencionar que inúmeros outros casos foram concluídos e os autores foram identificados e devidamente indiciados.

Marco

Para o delegado-chefe da 2ª DHPP, Guilherme Coutinho Torres, 40 dias sem registrar um único caso de homicídio na cidade de Araguaína é motivo de muita satisfação e orgulho para a Polícia Civil do Tocantins, em especial, para as equipes da 2ª DHPP. “É um marco histórico desde a criação da Unidade Especializada e que merece ser celebrado, porque significa que nenhum cidadão de Araguaína teve sua vida e seus planos interrompidos”, frisou o Delegado ao afirmar que isso significa que a Divisão está no caminho certo no que diz respeito às investigações que realiza diariamente. Demonstra também que o trabalho tem sido bem feito e que resulta em uma cidade mais segura e agradável para se viver. Segundo o Delegado, essa marca simbólica mostra que a Polícia Civil do Tocantins está empenhada em cumprir com sua missão institucional de investigar e solucionar os crimes e apresentar os resultados para a sociedade.

O delegado adjunto da 2ª DHPP, Adriano de Aguiar Carvalho também comemora e ressalta a importância das ações realizadas pela Unidade Especializada que contribuíram em muito para que o período de quarenta dias sem homicídios pudesse ser alcançado.

“Cerca de 40 dias sem homicídio em Araguaína é um recorde que merece comemoração, principalmente sob o ponto de vista das vidas salvas em nossa cidade. Além disso, a diminuição da violência traz maior sensação de segurança ao cidadão. Isso é fruto de muito trabalho, sobretudo da 2ª DHPP, que nos últimos três anos têm combatido diariamente os homicídios em Araguaína, prendendo líderes e membros de facções criminosas e apresentando-os à Justiça. Nesse período mais de 250 pessoas indiciadas. Esperamos que, com o fim da impunidade, possamos manter, ou até superar, longos períodos de paz em nossa cidade”, finalizou o delegado adjunto. (Rogério de Oliveira)

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