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quarta-feira, 24 / julho / 2024

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Em Paris, Helder Barbalho defende colaboração da Petrobras na transição econômica e ecológica

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O governador do Pará, Helder Barbalho, defendeu, nesta sexta-feira (13), durante o I Fórum Esfera Internacional, em Paris, na França, o papel proativo da Petrobras, estatal brasileira que figura entre as maiores produtoras de petróleo e gás do mundo, no processo de transição econômica e ecológica do Brasil, a exemplo do que ocorre em outros países. Na ocasião, o chefe do Executivo Estadual destacou que o governo brasileiro tem firmado, com o governo da norueguês, cerca de R$3 bilhões em financiamento por meio do Fundo Amazônia, com recursos provenientes de atividades petrolíferas e que esse modelo de financiamento poderia ser aplicado pela estatal brasileira em iniciativas sustentáveis.

Convidado para debater a respeito de mudanças climáticas, considerando a COP 30, em 2025 em Belém, no evento, Helder Barbalho também reforçou a bioeconomia como a vocação econômica escolhida para o Estado e destacou a importância da realização de investimentos em ciência e tecnologia para a criação de empregos verdes.

“Cada estado da Amazônia tem uma vocação, e o petróleo não é a do Pará. A vocação que o Estado escolhe para a sua transição econômica é a floresta viva, a bioeconomia, a partir de pesquisa, de ciência, de conhecimento, inovação, para que floresta viva possa valer mais do que floresta morta, o que lamentavelmente, hoje, não é uma realidade e isto acaba gerando um conflito econômico, ambiental e social. Nós precisamos pedir recursos para a Noruega tendo a Petrobras, com os dividendos que tem distribuídos, com a potência que representa para a nossa economia? Nós não podemos fazer disso a indução?”, perguntou o governador. 

O evento discute novas oportunidades de negócios e alianças bilaterais entre Brasil, França e União Europeia até este sábado (14), abordando temas como a relação França-Brasil, reformas em discussão no país – tributária, administrativa e outras –, economia, transição energética, inovação, indústria, segurança para o capital estrangeiro e perspectivas de futuro. 

“Eu compreendo e tenho provocado junto ao Governo Federal que a Petrobras deve ser proativa e ao invés de responder sobre a captura de petróleo a 540 km da foz do Amazonas, deve ver essa região como um grande case de utilização de uma empresa que atua no setor energético com diversas matrizes, mas que lidera o processo de transformação e transição ecológica e, acima de tudo, social e ambiental, ajudando o Brasil na construção seja da transição energética, o que já está fazendo, seja na transição ecológica e na econômica. É fundamental que tenhamos clareza de que é possível defender a exploração de combustíveis fósseis, desde que estejam sob o aspecto da sustentabilidade e das garantias legais da preservação da legislação ambiental”, disse o governador. 

Protagonismo – Helder Barbalho participou do painel “A sustentabilidade e a transição energética”, ao lado do Ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira; da chefe de Sustentabilidade do grupo Accor e ex-ministra da transição energética da França, Brune Poirson; do fundador da empresa do setor de serviços ambientais “Systemiq”, Jeremy Oppenheim; e da vice-presidente executiva do grupo Engie, do setor energético, Cécile Prévieu. A moderação foi do jornalista brasileiro Américo Martins. 

Na abertura do Fórum, houve palestra do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

Na oportunidade, Barbalho destacou que o Brasil vive um momento de protagonismo na questão ambiental e reforçou que o que posiciona o país em um patamar de diferença é a floresta amazônica.

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