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Pará

Etnia Kayapó está na Semana dos Povos Indígenas com quase 4 mil representantes

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Duas balsas, 15 barcos e 20 lanchas (voadeiras), conduzindo índios de 15 aldeias da etnia Kayapó, ancoraram no trapiche da sede municipal de São Félix do Xingu, no sul do Pará, no final da tarde desta segunda-feira (16). Cerca de 4 mil índios estão no município para participar da quarta edição da Semana dos Povos Indígenas, evento que será aberto nesta terça-feira (17). Os participantes são oriundos de aldeias próximas aos rios Xingu e Fresco, distantes cerca de 10 horas de barco da cidade.

Moradores, turistas e jornalistas, da imprensa nacional e internacional, acompanharam a chegada dos índios. Ao descerem das embarcações, os representantes de cada aldeia apresentaram seus rituais, com danças e cantos. Enfileirados e de mãos dadas, os índios entraram na cidade sempre com o cacique da tribo à frente. Mulheres e crianças vieram em seguida, e por último os homens. “Cada aldeia tem a sua dança e a sua própria música. A dança logo na chegada da cidade é uma forma de apresentar para a população uma prévia do que será mostrado durante a semana indígena”, explica Mydjere Kayapó, um dos organizadores do evento.

Após a apresentação das danças, os índios retornaram às embarcações para retirar as bagagens. As mulheres, mesmo segurando os filhos no colo, carregam os objetos mais pesados. “Os homens devem sempre ficar com as mãos desocupadas por uma questão de proteção. Eles geralmente carregam as armas, como arco e flecha, para proteger a mulher e os filhos no caso de algum perigo”, esclarece o líder na Nação Kayapó, Akiaboro Kayapó.

Valorização

Para ele, a Semana dos Povos Indígenas tem como principal objetivo preservar e divulgar as tradições e os costumes dos Kayapó. “Não podemos perder o nosso costume e deixar que a nossa tradição seja esquecida. Os índios têm uma importância imensa para o mundo, e isto precisa ser valorizado”, enfatiza.

Todos os índios trazem no corpo pinturas em linhas geométricas. Para fazer a tintura, eles utilizam o miolo da fruta jenipapo, água e carvão. A pintura pode durar entre 8 e 10 dias, e a aplicação é feita com um estilete, feito de nervura de palmeira ou bambu. “Geralmente os desenhos são peixes, aves, jabutis, antas e outros elementos da natureza”, ressalta Mydjere.

Além de ser uma expressão da arte indígena, a pintura é utilizada para comemorar alguma festividade ou quando nasce o primeiro filho. As mulheres Kayapó devem pintar as crianças ainda nos primeiros 15 dias de vida.

Programação

As atividades esportivas e culturais iniciam na manhã desta terça-feira (17) e prosseguem até quinta-feira (19), quando é comemorado o Dia do Índio. Pela manhã, os atletas participarão de competições, nas modalidades futebol masculino, futsal feminino e vôlei masculino, além de arco e flecha, dama, sinuca e cabo de guerra. À noite serão realizadas as atividades culturais, com a apresentação de cantores indígenas e o concurso para a escolha da Miss Kayapó 2012.

Nos dias 18 e 19, o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), emitirá documentos de identidade e carteiras de trabalho. A Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) também participará do evento, promovendo para a comunidade local e moradores das aldeias o projeto de Oficinas de Mídia Popular “Biizu”, com oficinas de web, audiovisual, fotografia, rádio, desenho e grafite.

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Pará

MARABÁ: Fiéis celebram o Círio com missa, trajeto rodoviário e Banda Municipal

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Na manhã de domingo (17), fiéis se reuniram na Catedral Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Velha Marabá, para a apresentação da Banda Municipal, com um repertório tradicional da fé católica e, para a missa cujo tema foi: “Ó Maria e José, fortalecei-nos na unidade da paz em Cristo”, celebrada pelo bispo da Diocese de Marabá, Dom Vital Corbellini e após isso, seguiram por um trajeto rodoviário até a missa de encerramento no Santuário da Folha 16.

Mesmo sem as tradições, a fé, esperança por dias melhores e agradecimento pela vida e pedidos atendidos, era um sentimento unânime entre os fiéis que estavam às 6h30 reunidos para celebrar as bênçãos concedidas. Dom Vital Corbellini, diz que “é uma grande alegria estarmos aqui, seguindo todos os protocolos necessários para termos um bom círio, o importante é fazermos a nossa parte. A igreja está a favor da vida, já são mais de 600 mil pessoas que morreram por esse vírus, não podemos ser negacionistas, mas a nossa intenção é primar e celebrar a vida” ressalta.

Além das pessoas que estavam assistindo a missa na catedral, foi montado um telão em frente a igreja para que as pessoas pudessem acompanhar a celebração. De pés descalços, o terço na mão, Marlene Saraiva, é marabaense, mas atualmente mora no Tocantins e viaja todos os anos para passar o Círio na cidade. “Este momento é de renovação de fé, mais de 30 anos que participo deste evento, meu pai despertou isso em mim, e hoje ele não está aqui mais, mas agradeço, pela minha família, amigos, o sentimento hoje é de gratidão por termos passado por um ano com tantas turbulências.”

A apresentação da Banda Municipal aconteceu em frente ao Municipal Francisco Coelho em Marabá e segundo o regente Walkimar Guedes, todos os anos a Banda participa desse evento que é tão tradicional na cidade. “Esse evento faz parte do calendário da cidade e é um evento cultural. Para contribuir com a comunidade católica, a banda trouxe um repertório exclusivo para essa festividade e trouxemos 18 músicos selecionados que estão vacinados, sem  sintomas de gripe e seguindo todos os cuidados.”

Francisco Taveira, é diretor de decorações de eventos e é responsável pela confecção do manto, “esse ano criamos um ornamentação em tons claros, rosê, lilás e branco, lírios representando o ano de São José. Em 2020, muitas pessoas nos acompanharam, mas esse ano, devido a chegada da vacina e grande parte da população vacinada, o povo está mais fervoroso e tranquilo. O povo que faz o círio e a berlinda e Nossa Senhora conduzem toda essa experiência que é movida pela fé.”

Silvio Rodrigues, vigilante, conta que Círio de Nazaré, para ele, é fé em Deus e em Nossa Senhora de Nazaré. “Minha mãe estava doente e eu fiz um voto, e até quando Deus me der saúde estarei aqui, celebrando, mesmo com máscara, o romeiro, cidadão de fé, tem que continuar acompanhando com fé e alegria no coração.”

O percurso da berlinda passou pelos três núcleos da cidade, saindo da Catedral, a imagem seguiu para o Núcleo Cidade Nova, percorreu a Rodovia Transamazônica até o Aeroporto e no retorno, a romaria seguiu em direção à Nova Marabá e após isso, seguiu o caminho tradicional do Círio até a chegada ao Santuário da Folha 16, encerrando o 41º Círio de Marabá.

Círio Fluvial

No sábado (16) foi realizado o Círiio Fluvial, com a Travessia da Santa pelo Rio Itacaiunas e pela orla da Marabá Pioneira. O evento foi acompanhado pela banda Waldemar Henrique, formada por alunos e músicos  da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM).

“São momentos que marcam nossas vidas, com respeito e amor. Estamos fazendo está homenagem, na chegada da Santa a Paroquia São Félix de Valois. Estamos aqui para homenagear e abrilhantar um evento que faz parte do turismo da cidade”, comenta Roni Ramos, professor da Banda Waldemar Henrique.

Fieis que estavam no local aproveitaram para prestar a homenagem a Santa e acompanhar a trilha sonora dos músicos. “Está ótimo. Adoro a banda da FCCM. Tocam muito bem. Vim sem saber que teria e estou amando. Serve para dar um gostinho especial e matar a saudade”, acrescenta Jucilene da Silva Santos, professora aposentada e devota.

A presidente da FCCM, Wanda América, explica que todos os anos  a banda faz a homenagem a Nossa Senhora. “Sempre homenageamos. Ano passado não foi possível, mas esse estamos aqui, pedindo que nossa senhora nos proteja e que todo mundo se vacine. Momento emocionante, com tanta gente chorando diante de tantas mortes, pedindo e tirando foças de sua fé”, conclui.

O advogado Doni Francisco, 50 anos, afirma eu participa do Círio todos os anos e que o momento é um misto de emoções. “Momento de alegria e tristeza. Feliz pelo Círio e triste pela pandemia. Mas pelo menos esse ano, por conta da vacina e da consciência das pessoas, que vem aflorando, apesar de tudo que vemos por ai, podemos prestar pelo menos essa pequena homenagem. Muito boa a apresentação da banda, cultura é algo que alegra o povo e isso é sempre bom”, complementa. (Osvaldo Henriques e Jéssica Brandão / Fotos: Aline Nascimento)

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Pará

Assista o Conexão Rural deste final de semana – Dias 16 e 17

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Pará

PARAUAPEBAS: Município e ANM assinam nesta quarta-feira Termo de Cooperação para regularização de mineradoras

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Buscando soluções que viabilizem empreendimentos minerários legalizados e sustentáveis, será assinado nesta quarta-feira, 13, o Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura de Parauapebas e a Agência Nacional de Mineração (ANM).

O evento será realizado no Hotel Vale dos Carajás, às 18h.

Em 22 de setembro a Prefeitura apresentou junto à ANM um documento com um plano de trabalho para indicar o interesse do município em firmar a parceria.


De acordo com o documento, o município coloca à disposição da ANM a equipe técnica da Secretaria Municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia para contribuir com os processos de fiscalização da Contribuição Financeira por Exploração Mineral (Cfem) e de atividades de extração mineral, além de apoio em Processos Minerais.

“Segundo o cadastro da ANM, até dezembro de 2020, o município de Parauapebas registrava 761 Processos Minerais em todas as suas fases, desde requerimento até a autorização de lavra, representados por 197 pessoas físicas e jurídicas, com indicação de 29 substâncias minerais”, detalha o documento.

O município de Parauapebas tem longa experiência na fiscalização da Cfem, especialmente pelo trabalho desenvolvido desde 2007 em conjunto com o então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), hoje ANM. Graças a essa sinergia, foram realizadas denúncias quanto à prática de preços externos da Vale S.A, que resultou no Processo de Cobrança nº 951.438/2009 e rendeu mais de meio bilhão de reais por meio da Execução Fiscal 0006181-37.2010.4.01.390.

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