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Tocantins

‘Faltou energia e respirador não funcionou’, diz laudo sobre morte de bebê em hospital público do TO

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Paciente estava entubado com ventilação mecânica. Faltou energia e o respirador não funcionou”, diz trecho do laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) sobre a morte do bebê João Marques de Sá, de dez meses. O menino morreu nesta quarta-feira (4) na emergência do Hospital Infantil de Palmas, após uma queda de energia durante chuva. Abalada, a mãe do menino reclama da falta de estrutura da unidade.

“Ele estava respirando bem e reagindo bem, tudo normal. Mas acabou a energia e tiveram que tirar o tubo, fizeram uma gambiarra e puxaram extensão de outra sala. A extensão que eles arrumaram não dava para ligar os aparelhos todos. A médica brigou, mas disseram que não podiam fazer nada”, lamentou a mãe do menino, Larissa Sousa de Sá.

O menino estava internado com pneumonia. Ele deu entrada no hospital por volta das 9h e morreu no final da tarde, às 18h.

O laudo diz que o menino estava com insuficiência respiratória aguda. Ele teve o tubo retirado e tentaram fazê-lo respirar de outra maneira, mas sem êxito. O bebê ainda voltou a ser entubado, mas não resistiu.

“Eles tentaram reanimar e ficaram mais ou menos uma hora lá dentro. A médica saiu lá de dentro e falou para me preparar porque a notícia não era boa. Logo veio outra médica e me chamou, eles fizeram de tudo, mas ele morreu”, contou a mãe.

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou que a morte do garoto foi motivada por uma queda na rede de energia.

“As frequentes quedas (e falta) de energia, na tarde da quarta-feira, causaram transtornos ao Hospital Infantil de Palmas, mesmo abastecido por um gerador de energia. Lamentavelmente no decorrer desse episódio o menor J. M. de S. veio a óbito”, diz nota enviada.

A mãe do bebê lamenta a falta de estrutura da unidade. “Foi falha técnica porque o hospital tinha que ter uma estrutura boa para funcionar.”

Sobre o gerador da unidade, a Sesau afirmou que o equipamento tem “capacidade para atender a demanda, é acionado automaticamente quando ocorre queda de energia e encontra-se com sua manutenção regular realizada a cada três meses”.

Uma sindicância foi aberta para apurar o caso.

O corpo do bebê será enterrado em Araguacema, na região oeste do estado.

Entenda

Um bebê de dez meses, que estava internado no Hospital Infantil de Palmas, morreu nesta quarta-feira (4), por volta das 18h, por causa de uma queda de energia na unidade. A falta de energia aconteceu durante uma forte chuva em Palmas. A criança estava entubada e havia entrado na unidade por volta das 9h do mesmo dia.

Segundo a Secretaria do Estado da Saúde (Sesau), o local estava abastecido com um gerador, mas a energia e os equipamentos levam tempo para estabilizar. O hospital não informou qual doença o bebê tinha.

A rápida chuva registrada na tarde desta quarta na região central de Palmas causou diversos estragos. Houve registro de falta de energia em várias quadras da capital, além da queda de árvores e fachadas de prédios devido a força dos ventos.

A Sesau informou que está acompanhado o caso com as autoridades competentes e determinou a abertura de sindicância para apurar a morte do bebê.

O corpo foi levado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), depois para o Instituto Médico Legal (IML) e liberado para a família. (G1)

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Tocantins

População desocupada aumenta 40,4% no Tocantins de maio a setembro

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid19 (PNAD Covid19), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira, 23, estima que a população desocupada no Tocantins passou de 80,7 mil para 91,7 mil de agosto para setembro – alta de 13,6% na variação mensal e de 40,4% desde maio (início da pesquisa) que registrava cerca de 65,3 mil pessoas. Já a taxa de desocupação saiu de 12% para 13,5%, aumentando 1,5 ponto percentual.

“Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações até o mês de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explica a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

A pesquisa revela que cerca de 588 mil pessoas estavam trabalhando em setembro, no mês anterior eram aproximadamente 591 mil. Porém, cerca de 42 mil estavam afastadas do trabalho, dos quais 19 mil estavam afastadas por motivo de doença, licença maternidade, férias, qualificação, entre outros e 23 mil devido ao distanciamento social. Frente a agosto, a queda foi de 38,6%. Estes indicadores vêm apresentando quedas sucessivas desde o início da pandemia, à medida que as restrições de isolamento vão sendo abrandadas.

A redução dos afastamentos do trabalho devido à pandemia também pode ser verificada através da queda do percentual de pessoas afastadas por este motivo no total de pessoas ocupadas, que de agosto para setembro passou de 6,3% para 3,9%. Em julho, este percentual era de 9,3%, em junho 12,2% e em maio 15,9%. De acordo com a coordenadora da PNAD Covid19, Maria Lúcia Vieira, essas pessoas podem ter sido demitidas ou retornado ao trabalho.

Analisando todos os meses da pesquisa, o número de pessoas inseridas no mercado de trabalho também vem diminuindo no estado: cerca de 611 mil em maio, 605 mil em junho, 603 mil em julho, 591 mil em agosto, chegando a 588 mil em setembro. O nível da ocupação, isto é, o percentual de pessoas ocupadas em relação às que tem idade de trabalhar (14 anos ou mais), passou de 50% em maio, para 49,4% em junho, 49,2% em julho, 48,3% em agosto e no mês passado registrou 47,9%.

Já o número de tocantinenses que trabalhavam remotamente se manteve praticamente estável em setembro, segundo a pesquisa. No mês de maio, em torno de 31,4 mil pessoas (6,3% do total de ocupados e não afastados do trabalho) exerciam suas atividades no estilo home office. Em junho, esse contingente subiu para 34,4 mil (6,7%), já em julho caiu para 29,6 mil (5,7%), em agosto chegou novamente a 34 mil (6,4%) e em setembro a cerca de 33,7 mil (6,2%).

Rendimento e auxílio

Foi verificado que entre os 42 mil trabalhadores tocantinenses que estavam afastados do trabalho, em setembro, aproximadamente 8 mil não receberam remuneração. Esse contingente representava 19% do total de pessoas afastadas do trabalho. Em agosto, esse percentual era de 22%, mas vem caindo consistentemente ao longo da pandemia.

No Tocantins, o rendimento médio real domiciliar per capita efetivamente recebido em setembro foi de R$ 1.079, ficando estável em relação a agosto (R$1.078). Já a renda média per capita dos lares onde nenhum dos moradores recebia algum auxílio do governo relacionado a pandemia (R$ 1.485) era, em média, quase duas vezes superior ao daqueles onde alguém recebia benefício (R$ 781).

A proporção de domicílios no estado que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia (como o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda) passou de 50,2% em maio para 53,8% em junho, caiu para 53% em julho, 52,2% em agosto e chegou a 51,4% dos lares, no mês passado. O valor médio do rendimento proveniente do benefício recebido, vinha aumentando nos últimos meses, mas sofreu leve retração em setembro ficando em R$ 923,00.

Os estados das regiões Norte e Nordeste, foram os que apresentaram as maiores proporções de domicílios onde um dos moradores é beneficiário de programa de auxílio emergencial. Da Região Norte, três estados estão entre os cinco primeiros com maior percentual: Amapá (68,4%); Maranhão (63,7%); Pará (63,3%); Alagoas (63,1%) e Amazonas (60,9%). Na sequência os demais estados do Nordeste e Norte, todos com mais da metade dos domicílios recebendo auxílio emergencial, exceto Rondônia, que possui 49,5% dos domicílios recebendo auxílio, enquanto os estados das demais regiões, todos abaixo de 50%. Tocantins ficou em 14º no ranking (51,4%). Rio Grande do Sul (29,3%) e Santa Catarina (24,1%) apresentaram as menores proporções.

Informalidade

A pesquisa aponta ainda que o número de tocantinenses considerados como trabalhadores informais foi de aproximadamente 240 mil em setembro, equivalente a 40,8% do total de ocupados, A quantidade de informais em relação a agosto e a taxa de informalidade se mantiveram estáveis. As regiões com as maiores taxas de informalidade foram a Norte e a Nordeste: 49,2% e 45,0% respectivamente, em seguida, a região Centro-Oeste figurou com 34,6%, as regiões com as menores taxas foram a Sudeste e a Sul com, respectivamente, 29,6% e 25,0%. Na comparação entre os estados, Tocantins ficou com a 14º menor taxa. Santa Catarina registrou o menor percentual de informais (20,3%) e Maranhão o maior (52,6%).

Dados nacionais

A população desocupada do Brasil, que era de aproximadamente 10,1 milhões no começo da pesquisa, passou para 12,9 milhões em agosto e, agora, 13,5 milhões de pessoas (aumento de 4,3% no mês e de 33,1% desde o início da pesquisa). A Região Sul foi a única a apresentar queda da população desocupada (-1,4%). Nordeste (10,6%) e Norte (6,4%) apresentaram as maiores variações. A taxa de desocupação aumentou em 0,4 pontos percentuais de agosto para setembro, passando de 13,6% para 14,0% e atingindo o maior nível da série histórica da PNAD Covid19 mensal. (Wendy Almeida)

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Tocantins

Nesta sexta, 23, Tocantins chega a quase 74 mil casos de Covid-19

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que nesta sexta-feira, 23 de outubro, foram contabilizados 374 novos casos confirmados para Covid-19.

Deste total, 124 foram registrados nas últimas 24 horas e o restante por exames coletados em dias anteriores e que tiveram seus resultados liberados na data de ontem.

Desta forma, hoje o Tocantins registra um total de 227.951 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 73.902 casos confirmados da doença. Destes 61.250 pacientes estão recuperados e 11.574 estão ainda ativos (em isolamento domiciliar ou hospitalar), além de 1.078 óbitos.

Clique AQUI e veja o boletim completo.

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Tocantins

Adapec intensifica fiscalização de veículos visando combater trânsito irregular de produtos de origem animal no Tocantins

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Entre os dias 20 e 22 de outubro, uma equipe da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) realizou uma série de blitz em rodovias e vias de acesso à Palmas, para fiscalizar o trânsito de produtos de origem animal, e consequentemente combater a clandestinidade. Ao todo foram fiscalizados 211 veículos, apenas em um foi apreendido o equivalente a 370 quilos de queijos impróprios para o consumo.  As atividades continuarão em outras regiões do Estado.

No caso da irregularidade citada, o condutor foi multado em R$ 2,5 mil e os produtos apreendidos foram descartados no aterro sanitário. “Os queijos estavam em sacos plásticos sem qualquer identificação de selo de inspeção oficial, origem, data de fabricação, além disso, estavam mal acondicionados em veículo inapropriado, já que o alimento é altamente perecível, portanto é considerado um risco à saúde pública”, disse o inspetor de defesa agropecuária da Agência, Ricardo Matarazzo.

“Nesse momento em que ainda estamos vivendo uma pandemia devemos evitar ainda mais contaminação por alimentos clandestinos para diminuir riscos à saúde da população. O consumidor também deve ter cuidado redobrado e exigir o selo de inspeção que garante a qualidade do produto”, enfatizou o presidente da instituição, Alberto Mendes da Rocha.  

A Adapec conta um canal de denúncias, reclamações e elogios, sem que o usuário precise se identificar, é o Disque Defesa pelo contato 0 800 63 11 22, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, uma ferramenta gratuita que tem colaborado muito com o combate aos produtos clandestinos.

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