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Fórum discute desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal

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Ocorreu nesta quarta-feira (4) o primeiro dia do Fórum Mundial Amazônia+21. A iniciativa visa mapear perspectivas e buscar soluções concretas para temas relacionados ao desenvolvimento sustentável da região e melhoria da qualidade de vida na área da Amazônia Legal.  A abertura do evento contou com painéis com uma abordagem sobre a agenda de projetos e ações do Governo Federal.

Os debates sobre os desafios e as soluções para a Amazônia se darão a partir de quatro eixos temáticos: negócios sustentáveis, cultura, financiamento dos programas e ciência, tecnologia e inovação. Participaram da abertura o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, o presidente da Federação das Indústrias de Rondônia (FIERO) e da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, Marcelo Thomé. 

O presidente da CNI destacou que um plano consistente de desenvolvimento econômico e social da Amazônia precisa conciliar a conservação da floresta e melhoria da qualidade de vida. “Os desafios são enormes, são complexos, mas nós temos que fazer as escolhas certas e nesse caso o Brasil poderá ser o líder mundial da economia de baixa emissão de carbono e da bioeconomia”, destacou Robson. 

Esteve presente representando o ministro do Meio Ambiente o Secretário da Amazônia e Serviços Ambientais, Joaquim Álvaro Pereira Leite. Para tratar do desenvolvimento do agronegócio na região, em nome do Ministério da Agricultura, a apresentação foi conduzida pelo secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke. 

A agenda de preservação e desenvolvimento do governo prevê cinco pontos. O primeiro é a regularização fundiária, seguido pelo zoneamento econômico e ecológico que permite a escolha das áreas que podem ser exploradas. O terceiro, é o pagamento por serviços ambientais, como o programa Floresta+. O quarto ponto é a Bioeconomia e o quinto a fiscalização e o controle das áreas. 

Outro ponto discutido nos debates foi a segurança jurídica para atração de novos investimentos. A regularização fundiária foi apontada como um dos grandes gargalos que atrasa e inibe investimentos na região amazônica. Também foi abordada a questão da infraestrutura, tanto em modais, quanto em energia e telecomunicações.

As realidades do povo amazônico, empresas locais e o desenvolvimento das cidades igualmente foram temas discutidos durante os debates prévios do evento que se estende até o final desta semana. 

Fórum de Cidades Pan-Amazônicas

O segundo bloco contou com o lançamento do Fórum de Cidades Pan-Amazônicas, uma plataforma de diálogo e troca de informações de governos locais para o desenvolvimento sustentável. Anuska Soares, coordenadora de projetos do Programa Regional de Segurança Energética e Mudança Climática para a América Latina, da Fundação Konrad Adenauer (KAS), destacou a relevância da nova iniciativa.   

“Essa troca de experiências, boas práticas e conhecimento entre os governos locais, para promover o desenvolvimento sustentável das cidades localizadas na Amazônia é importantíssimo. Pois só eles têm o conhecimento efetivo do que passa em cada cidade”, afirmou. 

Além disso, painéis abordaram também o capital humano e novas demandas de economia sustentável, com foco na educação em áreas que se apresentam como oportunidade riquezas e renda na Amazônia, com plena proteção do bioma. Foi explorado um novo olhar sobre a formação profissional para a promoção do desenvolvimento da região.

Sobre o Fórum

Desta vez acontecendo de forma híbrida, virtual e presencial, em razão da pandemia de Covid-19, o evento está programado para ocorrer até o dia 6 de novembro. Com uma agenda técnica e encontros preparatórios, foram realizadas reuniões temáticas prévias nos meses de agosto a outubro. 

O Fórum conecta governos, empreendedores, cientistas, pesquisadores, setor produtivo, investidores e sociedade a fim de dialogarmos sobre a geração de riquezas na região amazônica, com proteção plena ao bioma.

O evento é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Agência de Desenvolvimento de Porto Velho e Prefeitura de Porto Velho. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) são correalizadores. O evento conta ainda com apoio do governo do estado. A programação completa e os painéis podem ser acompanhados ao vivo pelo site amazonia21.org. (Brasil 61)

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EDITAL LOTEAMENTO RESIDENCIAL BRASIL 2

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Situação se agrava em Rondônia que pode transferir pacientes com Covid-19 para outros estados

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Primeiro embarque de pacientes com covid-19 do Amazonas que serão transferidos para outros estados

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (Sem Partido), avalia com o governo federal a possibilidade de transferir para outros estados pacientes com covid-19 que aguardam vagas em unidades de terapia intensiva. Dados da secretaria estadual de saúde apontam que, até sábado (23), havia 543 pessoas internadas com a doença. Rocha, entretanto, não citou a quantidade de pacientes a serem transferidos.

A declaração foi feita neste domingo (24) durante uma live no Facebook para tratar do recebimento de novas doses da vacina de Oxford. Rondônia recebeu, até o momento, 13 mil doses.

De acordo com o governador, no sábado, foi feito um contato com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para debater a questão. A medida seria uma alternativa para desafogar a rede de saúde no estado, que já está com 100% dos leitos ocupados.

“Apesar de todas as ações desenvolvidas pelo estado de Rondônia, infelizmente as festas e o avanço rápido da doença fizeram com que nossos leitos ficassem todos ocupados. Desde sexta-feira, estamos trabalhando muito com a transferência de pacientes para hospitais federais no território brasileiro”, disse o governador.

Rocha destacou ainda que estuda uma alternativa para evitar a transferência de pacientes, também debatida com o Ministério da Saúde. O plano B seria o envio de médicos e equipamentos por parte do governo federal para atender os pacientes.

“Essa madrugada, nós tivemos outra possibilidade: de o governo federal trazer médicos, mais monitores multi-paramétricos, mais bombas de infusão para que pudéssemos, então, atender os pacientes aqui. Porque temos pessoas contaminadas pela covid-19 que estão aguardando a possibilidade de ir para a UTI”, afirmou Rocha, sem dar mais detalhes sobre as negociações.

Desde o início dos registros de casos da pandemia, são 116.133 casos confirmados em Rondônia, sendo 18.350 casos ativos e 2.097 óbitos. Ontem, foram registrados 933 novos casos e 12 óbitos.

Durante o pronunciamento, o governador ressaltou a necessidade de a população reforçar medidas de distanciamento social e de prevenção contra o vírus – entre elas, o uso de máscaras, de álcool em gel. Rocha destacou que a prevenção é agir para proteger “uns aos outros”.

“Há uma necessidade que eu quero deixar bem claro para toda a população: a prevenção é o melhor remédio neste momento. Vamos vencer, sim, essa pandemia, mas precisamos agir neste momento com a prevenção”, afirmou. “Peço que não façam festas, não façam aglomerações, ainda que de família ou com amigos. Evitem os churrascos de final de semana. Nós estamos em guerra”, disse.

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Amazonas adota restrição de 24h na circulação de pessoas

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Começou a valer a partir desta segunda, 25, e vai até o dia 31 de janeiro, a ampliação de medidas restritivas para reduzir a taxa de infecção pelo novo coronavírus no estado do Amazonas. As medidas foram anunciadas no sábado (23) pelo governador do estado, Wilson Lima, após reunião do Comitê de Enfrentamento da Covid-19 com representantes do comércio e serviços e de órgãos de controle. Entre as novas medidas está a ampliação para 24 horas do período de restrição de circulação de pessoas no estado durante o período de sete dias.

De acordo com decreto publicado pelo governo do estado, poderão funcionar, durante o período de restrição de circulação, apenas supermercados varejistas e atacadistas de pequeno, médio e grande porte e padarias, no período das 6h às 19h. Já os mercados e feiras deverão funcionar das 4h às 8h. As drogarias e farmácias poderão funcionar 24 horas, assim como os serviços essenciais das áreas da saúde e segurança.

O decreto com as restrições diz que será permitida a circulação para aquisição de produtos essenciais à vida, limitada a uma pessoa por núcleo familiar. Os serviços de delivery só serão permitidos das 6h às 22h para serviços essenciais, como os de venda de alimentação (restaurantes, lanchonetes, etc).

Não serão permitidos serviços delivery ou drive-thru de comércio e serviços não essenciais. Já os postos de combustíveis também poderão funcionar, sem a abertura das lojas de conveniência.

Contaminação

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), o índice de contaminação pelo novo coronavírus no estado tem taxa de transmissão de 1,3, a mais alta do país. Isso significa que cada grupo de 100 pessoas infectadas transmite o vírus para 130.

O governador disse que a restrição é necessária devido à mutação do novo coronavírus, identificado no estado e que tem maior capacidade de transmissão. Ele disse ainda que apesar das medidas restringirem bastante a circulação de pessoas, não se trata de um fechamento total, o chamado lockdown.

“Não há lockdown no estado do Amazonas. Há muita gente disseminando informações que não são verdadeiras, estão propagando fake news. Essa é uma medida para que a gente possa diminuir aglomerações e, consequentemente, quebrar essa cadeia de transmissão do vírus, que, desta vez, de acordo com especialistas, tem uma capacidade muito grande de transmissão”, afirmou o governador Wilson Lima, durante o anúncio das novas regras.

A FVS disse ainda que foi constatado aumento de 135% no número de casos de covid-19 detectados nos últimos 14 dias, saindo da média móvel diária abaixo de 500 casos diários, na primeira quinzena de dezembro de 2020, para mais de 2 mil por dia em janeiro, tendo recorde neste ano de mais de 5 mil casos registrados em um único dia.

Confira as medidas de restrição – De 25 a 31 de janeiro

O que pode funcionar

• Supermercados varejistas e atacadistas de pequeno, médio e grande portes e padarias – das 6h às 19h, com venda restrita a produtos de higiene, limpeza e alimentação

• Drogarias e farmácias – 24 horas, com venda restrita a produtos de higiene, medicamentos e outros produtos farmacêuticos

• Mercados e feiras – das 4h às 8h

• Delivery de serviços de alimentação – das 6h às 22h

• Indústria – em turno de 12 horas (exceção para alimentos e produtos farmacêuticos e hospitalares)

• Transporte de cargas – apenas de produtos essenciais, como alimentação, combustíveis e produtos das áreas de saúde e segurança

• Postos de combustíveis

Quais atividades ficarão suspensas

• Não essenciais, incluindo lojas de conveniência de postos de combustíveis

• Delivery e drive-thru de comércio e serviços não essenciais

Circulação de pessoas

• Permitido deslocamento de uma pessoa do núcleo familiar para estabelecimentos do grupo de serviços essenciais

• Permitida a circulação de trabalhadores de estabelecimentos considerados essenciais

• Permitida circulação de pessoas para acesso a serviços de saúde, clínicas e laboratórios

• Permitido o deslocamento de agentes públicos que trabalham na área de saúde ou em ações de enfrentamento, e de profissionais de imprensa.

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