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Pará

Governador cobra obras de infraestrutura no Ministério dos Transportes

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21755_bz5v2026O governador Simão Jatene cobrou, durante audiência no Ministério dos Transportes, informações e definições sobre três projetos fundamentais para o desenvolvimento do Pará: a Ferrovia Norte-Sul, a Hidrovia Araguaia-Tocantins e a situação das rodovias federais no Estado. A audiência ocorreu nesta quinta-feira (26), em Brasília, entre o governador e o ministro dos Transportes, César Borges.

“A melhor forma de o Pará contribuir com o desenvolvimento do Brasil é com o seu próprio desenvolvimento. E nosso desenvolvimento passa pela definição de obras de infraestrutura na área de transportes”, disse o governador no início da audiência. Participaram do encontro, além de Jatene e o ministro, o vice-governador Helenilson Pontes e membros da bancada paraense no Congresso Nacional, como o senador Flexa Ribeiro, os deputados federais Wandenkolk Gonçalves, Lúcio Vale, Zé Geraldo, Nilson Pinto e Josué Bengtson, além dos prefeitos de Paragominas, Paulo Tocantins e de Rondon do Pará, Cristina Malcher, e o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa.

O governador pediu ao ministro que inclua no projeto da Ferrovia Norte-Sul a construção de um ramal até Paragominas, no nordeste do Estado. Grande produtor de grãos e bauxita, município com selo verde de certificação ambiental e considerado um dos mais desenvolvidos da região, Paragominas não está incluído no projeto inicial da ferrovia. O trecho de 90 quilômetros tem um orçamento inicial de R$ 680 milhões.

O governador lembrou ao ministro que outro município, Rondon do Pará, que não estava incluído nos primeiros projetos da Norte-Sul, agora está confirmado como ponto de passagem obrigatório da ferrovia. Um ramal de cerca de 150 quilômetros, ampliando o traçado da ferrovia Norte-Sul até Curuçá, para atender ao futuro Porto do Espadarte, já foi garantido em reuniões com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

César Borges disse que a reivindicação é justa e pediu ao governador que envie ao ministério um estudo de viabilidade do ramal, garantindo o uso por empresas produtoras de grãos e minérios. Esse estudo, segundo o ministro, daria mais força à sua aprovação pelo Tribunal de Contas da União. O governador garantiu que vai estreitar ainda mais os contatos com as empresas produtoras para viabilizar o projeto.

Hidrovia

O segundo ponto da reunião foi a navegabilidade da Hidrovia Araguaia-Tocantins. A chamada “derrocada do Pedral São Lourenço”, permitindo a navegação entre Tucuruí e Marabá, foi outra cobrança da comitiva paraense ao ministro. Este trecho do rio é usado principalmente para o transporte de minério de ferro e carvão para as siderúrgicas localizadas em Marabá. O pedral fica à altura do município de Itupiranga, tem cerca de 43 quilômetros de extensão e dificulta a navegação de balsas durante a seca.

Segundo o diretor geral do Departamento nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Fraxe, o estudo encomendado à Marinha do Brasil sobre a segurança da navegabilidade na hidrovia ficou pronto e foi enviado a técnicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para atualização de propostas. O próximo passo é o licenciamento ambiental, feito pela Secretária do Meio Ambiente do Pará (Sema), não sendo necessária a intervenção do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A partir daí, a licitação para as obras, que incluem a explosão e retirada de pedras, pode ser aberta pelo Dnit.

O terceiro e último ponto da reunião foi uma análise sobre as rodovias federais no Pará. O governador pediu ao ministro pressa na conclusão de algumas obras, como a da BR-163 (Santarém-Cuiabá), e definições sobre a recuperação de outras, como a BR-155, entre os municípios de Redenção e Marabá. O diretor geral do Dnit reconheceu que o departamento tem enfrentado problemas diversos para o desenvolvimento das obras nas rodovias federais do Pará.

Esses problemas, segundo ele, vão desde a ineficiência de empresas licitadas para executar obras até dificuldades nas negociações com comunidades indígenas localizadas no caminho das rodovias. Segundo o diretor, as empresas consideradas ineficientes já foram multadas ou mesmo afastadas do processo e outras estão sendo licitadas para a continuação das obras. Ele disse ainda que constantes reuniões com a direção da Fundação Nacional do Índio (Funai) estão resolvendo as questões indígenas, para que obras como a do asfaltamento da BR-230 (Rodovia Transamazônica), por exemplo, sejam concluídas.

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Pará

TUCURUÍ: Independente vence Tapajós por 1 a 0

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A partida entre Independente e Tapajós foi marcada por oportunidades de ambas equipes de marcarem gols, mas apesar das chances, somente Danrlei soube aproveitar, marcando o único gol do confronto. Tanto o Boto, quanto o Galo, não conseguiram ser felizes na finalização.

No grupo C o Águia de Marabá e o Independente venceram na primeira rodada e conquistaram três pontos, ficando nas primeiras colocações da tabela. O Castanhal empatou em 1 a 1 com o Paysandu e está na terceira colocação. Já no grupo B, Tapajós, Carajás e Tuna perderam e não conquistaram nenhum ponto ainda. O Clube do Remo joga na segunda

Na segunda rodada o Independente enfrenta a Tuna Luso no Estádio Souza em Belém. A partida será no sábado (6) às 9h30. Já o Tapajós “recebe” o Águia de Marabá no domingo, dia 7 de março às 16h.

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Pará

MARABÁ: Águia estreia no Parazão 2021 vencendo a Tuna Luso

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Em uma partida bastante corrida no estádio Zinho de Oliveira, em Marabá, na região de Carajás, o Águia venceu a Tuna Luso, por 3 a 2, e estreou com vitória no Parazão 2021.

O Águia começou em ritmo acelerado e logo aos 8 minutos do primeiro tempo, Wendell mandou no segundo pau, a defesa da Tuna errou o corte e Da Silva finalizou com força, estufando as redes. Logo depois, aos 11 minutos, Bruno Limão faz lançamento longo para Veraldo, que recebeu na meia-lua e tocou por cima de Evandro Gigante, ampliando o placar para o Águia. Aos 19 minutos, a Azulão alça bola na área, Dé desvia, a bola ainda toca na trave e entra. A Tuna reagiu aos 21 minutos do primeiro tempo, com Paulo Rangel, que recebeu na entrada da área e acertou um chutaço descontando para a equipe da capital.

Na volta para o segundo tempo, a Tuna equilibrou a partida e dominou a maior parte do tempo, mas apenas aos 39 minutos, conseguiu um pênalti, onde o árbitro viu empurrão em Paulo Rangel na área e marcou penalidade máxima para a Tuna. O zagueirão Renan bateu com força, o goleiro do Águia, João Ricardo, acerta o lado mas não alcança e a Tuna diminui para 3 a 2, dando números finais a partida.

O próximo compromisso do Águia pelo Parazão, será em Santarém no próximo domingo, dia 7, diante do Tapajós. Já a Tuna recebe em Belém o Independente.

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Pará

Parazão 2021 começa neste domingo e terá quatro times de Carajás

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O Campeonato Paraense 2021 começa neste domingo, 28. Ao todo, 12 equipes vão brigar pelo título da 109ª edição do estadual. A região de Carajás, contará com quatro times na disputa: Águia (Marabá), Independente (Tucuruí), Gavião Kyikatejê (Bom Jesus do Tocantins) e Itupiranga (Itupiranga – mandará jogos em Jacundá).

Além de Águia, Independente, Gavião Kyikatejê  e Itupiranga, completam a lista Paysandu, Remo, Tuna luso, Bragantino, Carajás, Castanhal, Paragominas e Tapajós são os participantes.

Diferente de 2020, o formato deste ano tem três grupos, com as equipes de uma chave enfrentando as das outras duas em turno único. Os dois melhores de cada grupo avançam para as quartas de final, juntamente com os dois melhores terceiros colocados. Os confrontos das quartas de final, semifinais, disputa de terceiro colocado e a final serão de ida e volta.

As duas piores equipes na classificação geral serão rebaixadas para a segunda divisão estadual de 2021. Campeão, vice e terceiro colocados garantem vagas na Copa do Brasil 2022. As duas equipes de melhor campanha ganham vagas na Série D de 2022 – exceto Remo e Paysandu, que já representam o Pará nas Séries B e C, respectivamente.

Para a Copa Verde, a CBF define três critérios de classificação: campeões estaduais, seis melhores colocados no Ranking Nacional de Clubes (RNC) e, por último, seis em vagas destinadas às Federações melhores posicionadas no Ranking Nacional de Federações (RNF). Nesses critérios, o Paysandu e o Remo praticamente possuem vagas garantidas na competição, atualmente.

Veja como estão os times de Carajás:

Águia

O Azulão Marabaense tentará mais uma vez retornar ao cenário nacional. Em 2020, a equipe terminou na sexta colocação do estadual, brigando diretamente por uma vaga na Série D. O objetivo deste ano é ir além e ficar entre os melhores da competição.

Técnico: sempre ele, João Galvão. O treinador segue para a oitava temporada à frente da equipe. Esse tempo até poderia ser maior. Ele chegou ao comando do time em 2007, mas acabou saindo em 2014 para a chegada de Daryo Pereira, sucedido por Everton Goiano. Porém, meses depois, Galvão retornou ao cargo que ocupa até hoje.

Destaque: o lateral-esquerdo Tiago Felix retorna ao time após passagem pelo Independente-PA na Série D. Contudo, o jogador pouco atuou na competição nacional por causa de uma lesão. Ele é um dos principais nomes do Águia neste Parazão.

Principal contratação: o volante Fernandes. O jogador, de 35 anos, passou pelo Remo em 2018, atuando em 18 partidas. Na temporada seguinte foi para o Ferroviário e em 2020 esteve no Perilima disputando o Campeonato Paraibano.

Elenco: o goleiro Gustavo Henrique, reserva em 2020, deve ser o titular agora. A equipe conta ainda com o meia Balão Marabá e o atacante Danilo Galvão, além de peças que estiveram no time no Parazão passado.

Gavião Kyikatejê

De volta à elite após seis anos, o Gavião terá dificuldades este ano. Com a saída de alguns dos principais jogadores da campanha de acesso, como o meia Thárcio e o atacante Aleílson, o time indígena reformulou parte do elenco e tem o objetivo principal de permanecer na primeira divisão.

Técnico: Zeca Gavião, ex-presidente do clube e um dos líderes da comunidade Kyikatejê, segue à frente do time para a disputa do Parazão. Coincidentemente, ele é pai do presidente do clube, Jakure.

Destaque: goleiro Wrias vem tendo destaque embaixo da meta do Gavião há alguns anos. Na disputa da Segundinha em 2020, salvou a equipe em várias oportunidades. Na final contra a Tuna, também teve boa atuação, evitando uma goleada.

Principal contratação: a diretoria contratou o experiente atacante Moisés, que já foi conhecido como “Neymar Paraense”. Revelado pelo Paysandu, o jogador tem passagens por grandes clubes do futebol brasileiro como Santos e Náutico. Esteve em 2020 no Pinheirense.

Elenco: além de Moisés, o Gavião contratou o meia Rafinha, que se destacou no Bragantino em 2019. A base foi mantida para a disputa do Parazão, incluindo o jovem lateral-direito Soiti, que é povo indígena.

Independente

O Galo Elétrico terminou o último Parazão na oitava colocação e, com isso, de fora das competições nacionais desta temporada. Para voltar a ter calendário cheio, o clube manteve uma base da equipe que disputou a Série D no ano passado e vinha jogando a Copa Verde.

Técnico: Sinomar Naves retorna ao clube. Os mais nostálgicos vão lembrar que o técnico levou o time de Tucuruí ao título estadual em 2011. Agora ele busca surpreender mais vez com Independente.

Destaque: o atacante Danrlei era apenas um reserva do time em 2020, mas acabou ganhando a titularidade durante a Série D. Ele terminou a temporada passada como artilheiro da equipe com oito gols em 19 partidas.

Principal contratação: a diretoria do Galo Elétrico acertou com o experiente volante Dudu, de 34 anos. Ele retorna ao time após ter saído para disputar a segunda divisão do Campeonato Catarinense pelo Hercílio Luz. No Pará, o jogador tem passagens por equipes como Remo, Tuna Luso, São Raimundo, Paragominas, Vênus, Cametá e Ananindeua.

Elenco: o clube manteve peças importantes como o zagueiro Ezequias, Matheus Tucuruí e os atacantes Ray Gol e Joãozinho. Entre as novidades estão o goleiro Gerson, o lateral-direito Rafael Vioto, o volante Jeferson Jari e o meia Raílson.

Itupiranga

Em seu segundo ano na primeira divisão, o Crocodilo agora terá como sede o município de Jacundá. A equipe busca superar a campanha de 2020, quando terminou na oitava colocação. Objetivo é chegar, pelo menos, na segunda fase.

Técnico: o ex-jogador Wando será novamente o comandante do Itupiranga. Ele chegou a sair do clube para comandar o São Raimundo-PA na Segundinha, mas, sem o acesso, retornou ao time.

Destaque: o zagueiro Charles, de 38 anos, está de volta ao Crocodilo. Ele esteve em 2020 no estadual e saiu para atuar pelo ASA, São Paulo-AP e São Raimundo-PA. Em sua carreira, tem passagens por clubes como Tuna, Águia de Marabá e Independente-PA.

Principal contratação: com 37 anos, Labilá chega ao Itupiranga para ser a segurança no gol e quem sabe balançar as redes cobrando pênalti. Com passagens marcantes por São Raimundo-PA e São Francisco-PA, no Itupiranga terá a concorrência de Dida Tucuruí, outro experiente goleiro.

Elenco: a diretoria contratou alguns jogadores pontuais para fechar o elenco que tem boa base da temporada passada. O lateral-esquerdo Hércules, os volantes Taison e Hatos e os meias Tairon e Kaique são alguns que retornam. Entre as novidades está o meia Araújo, cria da base do Paysandu.

(Com informações do GE)

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