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Pará

Governo e parlamentares debatem formas de ampliar atendimento pediátrico

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17763_reuniaoalepa-santacasa002-altO secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, e a diretora da Fundação Santa Casa de Misericórdia, Eunice Begot, se reuniram nesta quarta-feira (26) com a Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), para esclarecer as mais de 30 mortes de bebês ocorridas no mês de junho na Santa Casa, em Belém. Também foram discutidas possíveis propostas para suprir a demanda de leitos na área pediátrica para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Participaram a presidente da Comissão, deputada Nilma Lima, e os deputados Augusto Pantoja, Tetê Santos, Nélio Aguiar, Haroldo Martins, Francisco Melo (Chicão), Alfredo Costa e Bernadete Ten Caten, além do presidente do Sindicato dos Médicos do Pará, João Gouveia.

Segundo Nilma Lima, o objetivo de convocar os dois gestores foi ouvir o governo estadual e pactuar um diálogo com os parlamentares, a fim de articular com os prefeitos recém-eleitos uma forma de amenizar a demanda reprimida, sobretudo nas maternidades, para evitar a superlotação na Santa Casa.

“Nosso discurso não é de punir, nem de criticar, mas sim de pontuar os problemas e saber que medidas já estão sendo tomadas. Sei que o secretário é sensível à questão, pois conhece bem o SUS, já foi presidente da Santa Casa por oito anos. Mas é essencial que nós, enquanto Comissão de Saúde, tenhamos esse vínculo estreito com as instituições, a fim de dar uma satisfação mais ampla à sociedade sobre o que está acontecendo não só na Santa Casa, mas na saúde pública do Estado inteiro”, disse a parlamentar.

Helio Franco disse que a Santa Casa está de portas abertas para averiguação de órgãos de fiscalização, e que qualquer prontuário está à disposição para apreciação dos parlamentares, para eventuais esclarecimentos.

O secretário reafirmou que não houve surto de infecção hospitalar, e que os óbitos foram causados por bactérias diferentes e comuns à maioria dos hospitais do Brasil do porte da Santa Casa, e também por fatores que vão desde a prematuridade extrema até síndrome genética, cardiopatia e baixo peso – fato constatado inclusive pela equipe coordenada pelo diretor do Departamento de Ações Pragmáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, Dário Pasche, em inspeção feita no hospital no último dia 18 de junho.

O secretário de Saúde enfatizou ainda que prefeitos, deputados e demais lideranças precisam estar conscientes de que saúde não é feita só por ambulância, remédios, tecnologias de ponta e serviços. Segundo ele, a Atenção Primária ficou esquecida e falida, sobretudo nos últimos oito anos, na Região Metropolitana de Belém, que responde atualmente por mais de 50% do envio de mulheres, gestantes e bebês à Santa Casa, sem o mínimo protocolo de regulação.

“Não citarei quais, mas alguns municípios enfiam mulheres que nunca fizeram pré-natal numa ambulância e mandam para a Santa Casa, cuja porta está sempre aberta. É lá que a paciente vai encontrar, de fato, o atendimento humanizado”, frisou.

Helio Franco ressaltou que sempre recaem sobre a saúde as falhas nas demais áreas, como educação e segurança pública, citando a gravidez na adolescência e os acidentes de moto, que têm a ver com educação e comportamento. “Nossos colegas da Educação poderiam inserir mais nas escolas noções de prevenção às DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e à gravidez. Não se trata de pecado, mas sim de controle de natalidade, e também de saúde pública, cuja política começa em moldar comportamentos”, afirmou.

Recursos

O secretário também expôs estatísticas da saúde pública, e reiterou que o Pará é o Estado que possui menor repasse per capita para serviços de média e alta complexidade do país, ficando, no máximo, em R$ 100,00 por habitante ao ano. De acordo com Helio Franco, os recursos repassados pelo Ministério da Saúde não atendem às necessidades da região, pois o Ministério precisa considerar as dificuldades regionais na divisão da verba para a saúde pública na Amazônia.

A qualificação da Atenção Básica nos municípios foi consenso entre os participantes. Eunice Begot enfatizou a necessidade de expansão da saúde primária. Segundo ela, há quatro ações básicas. “Um pré-natal de qualidade, vacinas, assistência ao parto e o aleitamento materno”, pontuou.

Com estas medidas, a diretora da Santa Casa acredita que é possível evitar a superlotação do hospital. Contudo, ela afirmou que a Santa Casa tem atendido além de sua capacidade, muito em função do fechamento de clínicas pediátricas privadas, que atendiam uma parcela de conveniados ao SUS.

“Seria interessante que o Sindicato dos Médicos olhasse mais por esse ângulo, pois nossos profissionais jamais deixaram de flexibilizar o senso ético de atender. Por outro lado, contamos com a sensibilidade também dos gestores municipais em colaborar e investir nas suas regulações, a fim de investigar e acompanhar as grávidas, e até de monitorar as ambulâncias e a qualidade desses transportes”, acrescentou.

Sensibilização

Eunice Begot disse esperar que os deputados estaduais ajudem a sensibilizar os gestores em relação ao cumprimento do Protocolo de Compromisso entre Entes Públicos (Pcep), estabelecido entre Sespa e secretarias Municipais de Saúde, com o objetivo de garantir a prestação de serviços de saúde nos hospitais e ambulatórios especializados, e a respectiva forma de pagamento dessas unidades, de acordo com o perfil assistencial e a Programação Pactuada Integrada (PPI), já que existem secretarias inadimplentes desde setembro de 2011. Ela defendeu ainda uma mobilização pelo projeto de um hospital materno-infantil em Belém, sob a administração municipal.

O presidente do Sindicato dos Médicos, João Gouveia, admitiu que os problemas na Santa Casa estão fora dos muros do hospital, e que o entrave está no Sistema Regulatório, que ainda não cumpre fluxos de serviços essenciais à gestante e ao recém-nascido. “Esses problemas só ocorrem quando existe superlotação. O atendimento pré-natal nos municípios é sofrível, e queremos a colaboração dos deputados, a fim de ampliar essa discussão no interior, que também passa pela escassez de profissionais qualificados. É essencial também que a internet banda larga seja ampliada, pois a regulação tem que sair da era do telefone para a melhor utilização do Sisreg, que é feito somente pela internet”, ressaltou.

Um relatório será entregue ao Ministério Público sobre o problema da regulação pediátrica nos municípios. Também foi proposto que gestores dos municípios que receberam ou recebem recursos  fundo a fundo do Programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, sejam convidados a prestar esclarecimentos à Alepa sobre o destino do dinheiro já depositado.

Para o deputado Augusto Pantoja, os prefeitos precisam ser cobrados, pois a União repassa todo mês o recurso para a efetivação de serviços essenciais à atenção materno-infantil.

Investimentos

Sobre o novo prédio da Santa Casa, Eunice Begot anunciou que a inauguração será no final de agosto. O novo empreendimento terá mais 110 leitos, que serão distribuídos para as áreas de Pediatria, Neonatologia e maternidade. Com essa ampliação, a Santa Casa passará a oferecer 516 leitos nessas três áreas.

Haverá também um aumento no número de leitos de UTI, que contará com 100 unidades disponíveis, distribuídos entre UTI Neonatal, Pediátrica, Adulto e Materna, que não havia no prédio antigo. Este continuará funcionando normalmente, a fim de atender a gestantes de baixo risco e outras especialidades de menor complexidade. (Com a colaboração da Ascom/Fundação Santa Casa).

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Pará

Remo está na final da Série C. Paysandu não consegue acesso

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Londrina vence o Remo e garante o acesso à Série B 2021

O Londrina venceu o Clube do Remo por 1 a 0 na tarde-noite deste sábado, no Estádio Mangueirão, em Belém, e garantiu o acesso à Série B do Brasileiro 2021. Antes do confronto iniciar, o Tubarão tinha a missão mais difícil do quadrangular da Terceirona. Só a vitória interessava e ainda teria que torcer por um tropeço do Paysandu contra o Ypiranga-RS. E deu tudo certo. Com gol contra de Gilberto Alemão, aos 42 minutos do segundo tempo, os paranaenses fizeram o resultado na capital paraense e contaram com a vitória do Canarinho gaúcho pelo mesmo resultado diante do Papão. O Leão Azul, mesmo derrotado em casa – já havia conquistado a vaga na Segundona com uma rodada de antecedência – está na final da competição nacional, aguardando as definições do Grupo C, neste domingo, para saber qual será o adversário.

Classificação final do quadrangular

O Remo terminou na liderança do Grupo D com 10 pontos em seis jogos, seguido pelo Londrina, com nove, fechando o G2 do acesso. O Ypiranga-RS ficou na terceira posição com sete, enquanto que o Paysandu se despediu do torneio na última colocação com os mesmos sete pontos, mas perdeu nos critérios de desempate: saldo de gol -2 contra -1 dos gaúchos.

Partidas da final da Série C

O Londrina, agora, irá se preparar para as competições de 2021, entre elas a Série B. O Clube do Remo ainda terá mais dois jogos pela frente na final da Série C, marcados para os dias 24 e 31 deste mês, dois domingos. O adversário ficará entre Brusque e Vila Nova, que jogam neste domingo, dia 17. Somente o Brusque poderia tirar a possibilidade de vantagem azulina de decidir a competição em casa. Se os catarinenses vencerem o Santa Cruz no Recife, se igualam aos paraenses em pontos (41), vitórias (11), mas teriam que tirar uma vantagem no saldo de gols que hoje é de 12 para o Remo contra apenas 2.

Paysandu fora

Em campo, o Papão jogou melhor o primeiro tempo, sofreu gol logo no início do segundo e viu o time Canarinho segurar o resultado. A vitória do Ypiranga garantia o clube na Segundona até os 42 minutos da etapa final, quando, no Pará, o Londrina abriu o placar sobre o Leão, mexendo em toda a tabela. Jogadores bicolores ficaram desolados em campo após o apito final, enquanto o time gaúcho esteve apreensivo até o término da partida em Belém. No fim, os dois clubes foram eliminados no Colosso da Lagoa.

O Paysandu dependia apenas de si para voltar à Série B. Bastava a difícil tarefa de vencer o Ypiranga-RS no Colosso da Lago. O Papão teve mais posse de bola, mas levou pouco perigo ao gol adversário. Deivity fez três defesa ao longo de toda partida. A derrota mantém o bicolor paraense por mais uma temporada na Série C, que disputa desde 2019. (Com informações GR / Foto: Silvio Garrido)

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Pará

Embarcações de passageiros estão proibidas a partir desta quinta entre Pará e Amazonas

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Está proibida, a partir desta quinta-feira (14), a circulação de embarcações de passageiros entre os estados do Pará e do Amazonas, como medida de prevenção à proliferação da Covid-19. A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), por meio do Decreto Estadual 1.273/2020.

A partir deste momento, os órgãos e as entidades enquadrados no Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, assim como àqueles responsáveis pela fiscalização dos serviços públicos de transporte, ficam autorizados a aplicar sanções para os casos de descumprimento, que podem ser: advertência; multa de R$ 10 mil por embarcação, no caso de reincidência; até a apreensão da embarcação. 

A aplicação das penalidades previstas pelo decreto não exclui que os responsáveis pelas embarcações sofram, também, responsabilizações civis ou criminais.

“Esta é uma medida preventiva, porque estamos vendo que o Amazonas voltou a ter números altos de hospitalização pela doença. Por isto, o Pará decidiu proibir embarcações de passageiros, estando liberadas aquelas que fazem o transporte de cargas. Seguem liberados também os transportes terrestres”, explicou Ricardo Sefer, procurador-geral do Pará.

Em suas redes sociais, na noite de quarta-feira (14), o governador do Pará, Helder Barbalho reforçou que a medida visa garantir que pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, oriundas do Amazonas, entrem em território paraense e acabem aumentando o número de casos da doença no Pará. 

“Isto é uma medida fundamental para evitar o contágio dentro do Estado e, consequentemente, evitar problemas de saúde em face da pandemia. Portanto, nossas fronteiras com o Amazonas estarão fechadas, com fiscalizações da Polícia Militar do Pará e apoio de embarcações e aeronaves, para que possamos fazer cumprir a medida preventiva de restrição e proteger nossa população”, informou o chefe do Poder Executivo.

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Pará

No Pará, homem tem surto psicótico, agride policiais e acaba morto

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Um homem identificado como Luís Carlos Rodrigues, de 44 anos, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira, 11, depois de atacar policiais militares das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), possivelmente durante um surto psicótico. A tragédia aconteceu na rua Tancredo Neves, na comunidade Fé em Deus, no bairro do Tenoné, em Belém, por volta de 17h30. A confusão que resultou na morte do deficiente mental foi registrada em vídeo por diversos moradores da localidade e amplamente divulgada nas redes sociais.

De acordo com vizinhos da vítima, Luís Carlos Rodrigues teria tido um surto por volta das 15h30 e começou a quebrar toda a residência onde morava a pouco tempo com a família, situada na vila da Lourdes. Os parentes dele, assustados, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMP) para tentar conter a fúria do homem, que estava transtornado. Ainda conforme relatos dos moradores do entorno, as equipes de socorristas do Samu e dos bombeiros também foram agredidas por Luís Carlos. O homem, segundo testemunhas, empunhava um barra de ferro pesada e com o objeto teria quebrado a ambulância e a viatura do CBMP. Estilhaços de vidro dos dois veículos se espalharam pela via e as equipes, com medo, acabaram deixando o local rapidamente.

Moradores e comerciantes do entorno, apavorados, se trancaram em suas casas e se esconderam, com receio de também serem atacados por Luís Carlos, que continuava visivelmente alterado.

Ainda numa tentativa de frear a violência de Luís Carlos, foi requisitado o apoio das Rotam, que chegaram ao local por volta de 17h20. O homem, no entanto, ao se ver encurralado por vários policiais armados, não exitou e começou a agredir os agentes de segurança pública, ainda com a barra de ferro. Os policiais revidaram a ação e dispararam munições de borracha contra ele, mas os tiros não o contiveram. Luís Carlos continuou a se insurgir contra os policiais e correu atrás de um deles para tentar espancá-lo. O PM,  que corria de costas, tropeçou e caiu ao chão. Luís Carlos, então, o golpeou pelo menos três vezes na região da cabeça. Para impedir que o policial fosse morto, os agentes de segurança pública efetuaram disparos de arma de fogo contra Luís Carlos, que morreu ainda no local.

O PM ferido, identificado apenas como cabo Vilhena, foi amparado por colegas de farda e por moradores do entorno, ainda no local. Ele foi socorrido por uma guarnição da PM e levado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci, distrito de Belém, em estado gravíssimo. Em seguida, foi transferido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) e até o fechamento desta edição o estado do policial era considerado grave.  

A família de Luís Carlos se manteve perto do cadáver e lamentou a tragédia. O corpo dele foi removido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) no final da noite.

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