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Pará

Governo inaugura nova Unidade Integrada Pro Paz em Conceição do Araguaia-PA

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A nova Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) de Conceição do Araguaia: investimento superior a R$ 1,5 milhão para atender ao Sudeste do Pará

A nova Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) de Conceição do Araguaia: investimento superior a R$ 1,5 milhão para atender ao Sudeste do Pará

O Governo do Estado inaugurou, neste sábado (23) a mais nova Unidade Integrada Pro Paz do Estado do Pará. Situada em Conceição do Araguaia, cidade com cerca de 50 mil habitantes, na região sudeste, a UIPP é resultado de um investimento superior a R$ 1,5 milhão, incluindo a construção do prédio (R$ 1,4 milhão) e também a aquisição de novos móveis (R$ 97 mil) e modernos equipamentos de informática (R$ 31 mil).

O novo prédio da UIPP conta com uma sala especial para mediação de conflitos, para atendimento social prestado à comunidade. No mesmo prédio também estarão sediados o Comando da Polícia Militar e a Delegacia de Conceição do Araguaia. A UIPP é a 52ª a ser inaugurada pelo Governo do Estado desde 2011.

Ações integradas

A inauguração reuniu dezenas de moradores do município e contou com a presença do vice-governador do Pará, José da Cruz Marinho, além do secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen, e do delegado-geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino de Sousa. Também estiveram presentes policiais civis e militares da região do Araguaia e do município, bem como representantes do Ministério Público e do Poder Judiciário, além de membros de associações comunitárias e de grupos religiosos.

O vice-governador Zequinha Marinho (centro) e o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen (esq.), inauguraram a UIPP.

O vice-governador Zequinha Marinho (centro) e o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen (esq.), inauguraram a UIPP.

“As unidades policiais de Conceição do Araguaia passarão a atuar neste prédio e, assim, todos os sistemas de monitoramento também estarão em funcionamento aqui. Além disso, suas instalações modernas possibilitam um melhor atendimento às pessoas que procuram pelos serviços policiais”, detalhou o secretário Jeannot Jansen, reforçando que, na UIPP, a atuação das Polícia Civil e Polícia Militar se dará de forma integrada.

Jeannot Jansen destacou ainda o serviço de mediação de conflitos, que auxilia o trabalho desempenhado pelas forças policiais: “É uma forma de dar um atendimento a casos que chegam à delegacia e que podem ser resolvidos de forma amigável. Isso alivia o trabalho policial e satisfaz ainda mais à população”.

Agenda mínima

Para o vice-governador do Estado, a nova Unidade Integrada Pro Paz dá melhores condições de trabalho aos servidores públicos da segurança pública e também possibilita atendimento mais digno à população, uma vez que diversos serviços públicos estão agora instalados em um único prédio. Ele ressaltou que a agenda mínima do Governo do Estado prevê a construção de 80 Unidades Integradas Pro Paz em todo o Pará. “Já temos 52 construídas no Estado, desde 2011, e atualmente em torno de 20 estão com obras em andamento”, confirmou Zequinha Marinho.

O vice-governador destacou ainda os concursos públicos para a Polícia Civil e Polícia Militar, que estão inscrições em andamento e irão contratar mais de 2,7 mil novos servidores e policiais para reforçar a segurança pública em todo Estado.

Sede em Redenção

Na ocasião, o delegado-geral Rilmar Firmino ressaltou que já há projeto para construção da sede da 13ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP) do Araguaia, em Redenção, cidade-polo da região.

A unidade policial terá a mesma estrutura do prédio da RISP de Capanema, inaugurada no início do deste mês. Para tanto, explica Firmino, já foi formalizada a doação de um terreno, em Redenção, para construção da nova unidade policial. “O projeto arquitetônico do prédio já está pronto e em breve começaremos a construção dessa nova unidade integrada de polícia em Redenção, na qual irão atuar de forma integrada as polícias civil e militar”, destacou o delegado-geral.

A 13ª RISP, sediada em Redenção, abrange as cidades situadas na Região do Araguaia Paraense: Redenção, Conceição do Araguaia, Floresta do Araguaia, Pau D’Arco, Santa Maria das Barreiras e Santana do Araguaia.

Atendimento

“A nova estrutura física dada às polícias da cidade vai possibilitar um melhor serviço público à comunidade”, afirma José Carlos Pandovan, morador de Conceição do Araguaia e integrante do grupo da Pastoral Carcerária do município. Para ele, a nova UIPP vem em ótimo momento, uma vez que Conceição do Araguaia já vinha precisando de uma melhor estrutura no serviço policial.

Com colabores da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, a Pastoral Carcerária realiza um trabalho de resgate religioso dos presos de Justiça que se encontram recolhidos nas unidades policiais da região do Araguaia Paraense.

Para o delegado Ricard Ribeiro, titular da UIPP de Conceição do Araguaia, o novo prédio de Polícia do município representa uma visão de modernidade no atendimento prestado pelas polícias no Estado do Pará. Além da sala de Mediação de Conflitos e do Pro Paz, a nova UIPP também conta com depósito para guarda de objetos apreendidos à disposição da Justiça – como drogas e armas.

O prédio também possui cela específica para presos temporários, que ficam recolhidos apenas enquanto procedimento policial de flagrante é realizado, além de salas de reconhecimento de suspeitos de crimes e para reunião de investigadores, sala de delegados, alojamentos, banheiro adaptado para deficientes físicos e copa e cozinha. (Walrimar Santos)

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Pará

PARAUAPEBAS: Travestis dão surra em cliente após recusar pagar programa

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Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada por volta das 3h da manhã deste domingo (22) para atender a uma ocorrência de agressão. Segundo a denúncia, três travestis estavam espancando um homem a golpes de capacete, no Bairro Beira Rio I, perto da Estação Rodoviária em Parauapebas, município Sudeste Paraense.

Ao chegar no local, os militares conseguiu prender os travestis identificados como João Vitor Magalhaes dos Santos e Diemerson Douglas da Silva. Eles estavam tentando fugir da cena do crime, mas foram reconhecidos por uma testemunha.

A vítima, Jhon Willis Penha Teles, foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado de ambulância a um hospital da região com várias lesões pela face. Para a polícia, as travestis disseram que, a vítima teria contratado um programa com uma delas, mas no final de tudo não quis pagar pelo serviço. Diante disso, se iniciou uma confusão e outras duas travestis foram ajudar a colega e acabaram espancando Jhon Willis.

A guarnição da Polícia Militar conduziu as acusadas para a Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Dependendo do entendimento da autoridade policial, as duas travestis podem responder por lesão corporal grave ou por tentativa de homicídio.

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Pará

BRK Ambiental promove Mega Blue Friday no Pará para negociação de débitos

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A BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de saneamento em 10 cidades do Pará, inicia nesta segunda-feira, dia 23, a Mega Blue Friday, que traz uma oportunidade para clientes que queiram regularizar seus débitos junto à empresa por meio de condições facilitadas de pagamento e até renegociação de dívidas.

Durante a Mega Blue Friday, a ser realizada de 23 de novembro até o dia 20 de dezembro, as condições especiais de negociação estarão disponíveis por meio da plataforma Acordo Certo. A partir do uso de um sistema online, todo o processo de negociação é digital, o que evita deslocamentos nesse período de pandemia e torna o atendimento ao cliente ainda mais simplificado.

Os acordos são exclusivos, conforme as necessidades de cada pessoa, e oferecem opções como pagamento de faturas vencidas à vista com isenção de multas e juros, parcelamento mais flexíveis ou até mesmo o reparcelamento de uma negociação realizada anteriormente.

“A Mega Blue Friday é uma grande oportunidade que traz condições diferenciadas de negociação de débitos para os nossos clientes. A plataforma é capaz de avaliar a melhor opção de pagamento para cada caso, permitindo que todos possam terminar o ano com as contas em dia”, explica Ricardo Ferraz, gerente comercial da BRK Ambiental.

As negociações são realizadas no site www.acordocerto.com.br/brk. Para acessar, basta criar um cadastro a partir dos dados pessoais do cliente (CPF, data de nascimento, e-mail e número de telefone celular) e iniciar o processo de negociação na plataforma.

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Pará

Uepa forma primeira quilombola como Mestra em Educação

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“Saudando a força de todos os quilombolas que lutavam bravamente para manter viva a nossa história”. Com os versos da canção “Negro de Luz”, do Ilê Aiyê, Shirley Amador iniciou a fala na banca de defesa. Neste semestre, apesar da pandemia, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) formou a primeira mestra quilombola, no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED), do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE). Defendendo a resistência por meio da palavra dita e os processos educacionais da tradição oral no quilombo, ela propõe a reflexão acerca deste que é o principal instrumento de luta nestas comunidades rotineiramente invisibilizadas pela história oficial do Brasil.

A influencia direta da mãe, ativista negra e militante do movimento quilombola, e a atuação da matriarca dentro e fora da comunidade Vila União/Campina, em Salvaterra, foram a inspiração para que Shirley percebesse o valor da educação para promover mudanças.

“Educar as novas gerações nestas bases significa buscar a dignidade, o exercício do pertencimento étnico que respalda a diversidade da memória histórica, social, e a luta pela conquista de direitos diante da situação de negação e de enfoques para aplicação de novas políticas, identidade social e cultural para os povos e comunidades tradicionais”, avalia Shirley.

“Para nós, a Educação é um instrumento de luta. Precisamos ocupar os espaços para sermos ouvidos, para termos os nossos direitos reconhecidos”. Para fomentar isso, ela desenvolve na Vila União/Campina um projeto de cursinho preparatório para vestibulandos quilombolas locais.

O espaço acadêmico foi o escolhido por ela, por perceber a necessidade de pesquisas que observem cientificamente os fenômenos educacionais contidos nas comunidades e os socializem com toda a academia.

“Esses processos educativos ocorrem no cotidiano, na medida em que os filhos dos quilombolas aprendem os saberes que são necessários para a existência, em relação aos conflitos, a tudo aquilo que a comunidade vivencia. Então, todos esses saberes circulam nos diversos espaços ali na comunidade. A educação é um processo muito mais amplo do que aquele que está dentro dos espaços institucionalizados como escola. Então, a tradição oral foi como eu aprendi e esse saber é significativo para todos nós”, resume. O conhecimento sobre a agricultura é um dos saberes desenvolvidos, aperfeiçoados e passados de geração a geração oralmente e possibilita a subsistência da comunidade. Histórias sobre a chegada dos antepassados à Amazônia também se perpetuam graças a este costume.

Por meio da oralidade, a cultura se interliga aos processos de ensinar e aprender desenvolvidos nas relações sociais. Eles preparam e orientam os quilombolas para a vida e a resistência. Isso possibilita a reconstrução da ancestralidade na contemporaneidade na medida em que os filhos dos quilombos aprendem e reproduzem os conhecimentos tradicionais, que dão significado para a existência da comunidade. “Os saberes tradicionais e acadêmicos se completam, mas os tradicionais não constam nos currículos escolares e demais ambientes institucionalizados. Por isso, eles precisam ser incluídos nas práticas pedagógicas dos educadores. Por exemplo, o diálogo acerca da consciência negra costuma estar atrelado às datas comemorativas, mas eles devem ser levantados em diversas outras ocasiões cotidianas do ensino. Por que só discutir o negro no Mês da Consciência Negra?”, questiona.

Shirley estende o debate para a necessidade de inclusão de fatos sobre os conflitos de terras enfrentados pelos quilombolas nos últimos séculos no Brasil. “As comunidades vivenciam inúmeros conflitos, que vão desde a instalação dos grandes projetos, do desmatamento, das queimadas, da venda de terra, a retirada de madeira ilegal, até as ameaças que muitos líderes quilombolas sofrem. Isso é algo recorrente na história das populações quilombolas. São saberes notórios dentro das comunidades e deveriam ser conhecidos por todos os brasileiros”, pontua. Para ela, não seria uma questão de corrigir ou retirar fatos históricos que constam atualmente nos currículos escolares, mas de apresentar os demais pontos de vista e traçar um diálogo entre eles.

PRIMEIRA MESTRA QUILOMBOLA

Shirley Amador se tornou, em setembro deste ano, a primeira mestra quilombola da Uepa, fato que foi motivo de orgulho para o orientador, professor doutor João Colares. “Fico feliz por ela ser titulada pelo PPGED da Uepa. Isso demonstra que o Programa está avançando do ponto de vista das discussões sobre Educação Quilombola, Educação Indígena, ou seja, educação daquelas pessoas que historicamente foram e são subalternizadas pelos processos sociais injustos e pelas desigualdades educacionais. Então é um sentimento de alegria e é um sentimento também de uma luta”, resume o professor, que espera que a partir de agora ela
possa contribuir para os processos educacionais na própria comunidade e, de maneira mais ampla, para a educação quilombola, no estado do Pará e na Amazônia.

Para ele, a alegria vem com a percepção de que o caminho à frente ainda é longo. “Nós precisamos avançar muito ainda, nas universidades em geral e na Uepa em particular, com ações afirmativas para que esses grupos sociais que estão fora da universidade possam ingressar e, desse modo, apresentar as suas sabedorias, epistemologias, suas tradições e o seu rico conjunto de conhecimentos”, reconhece Colares, que relembra a perspectiva de diálogo entre saberes, proposta por Paulo Freire. “Um diálogo entre essas distintas formas de conhecimento só vai se dar na medida em que essas populações que estão historicamente excluídas estiverem na universidade produzindo seus conhecimentos científicos a partir de um diálogo com as tradições, com as memórias, com as sabedorias, emergentes, insurgentes de suas próprias comunidades. É nesse sentido que nós precisamos avançar em políticas de ações afirmativas”, conclui.

A felicidade em fazer história na Uepa é algo que Shirley faz questão de dividir com toda a comunidade e professores. “Penso que essa não é uma conquista individual, mas sim coletiva, pois no decorrer do caminho nós vamos formando uma rede que nos faz prosseguir rumo aos nossos objetivos. Então essa foi uma maneira de me posicionar enquanto sujeito ético, político, de transcender também o lugar que sempre fora destinada aos negros”, comemora. A abertura de cotas raciais na Instituição também é um desejo da mestra, pois abrirá caminho a mais quilombolas nas diversas esferas da educação superior.

A defesa completa da dissertação pode ser vista neste link.

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