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segunda-feira, 08 / agosto / 2022
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Governo retoma investigações sobre a Guerrilha do Araguaia

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Buscas aos restos mortais dos participantes da Guerrilha do Araguaia vão continuar (Foto: Evandro Corrêa/O Liberal)

O Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) foi criado em 2009, por meio da Portaria do Ministério da Defesa n° 567. As escavações têm o objetivo de localizar e identificar os restos mortais dos militantes do Partido Comunista do Brasil, camponeses e militares que se envolveram na Guerrilha do Araguaia, durante as décadas de 60 e 70.

Além de representantes dos governos do Tocantins e Pará, o grupo será formado por peritos das polícias Federal e Civil do Distrito Federal, membros do Ministério Público e especialistas no tema.

Os trabalhos do GTA possibilitarão a resolução de questões relativas aos direitos dos familiares das vítimas e ao resgate da história recente do país. Segundo a portaria, cabe à União informar a localização e identificação dos corpos dos que atuaram no Movimento, usando as informações sigilosas, mantidas sob a guarda das Forças Armadas, assim como depoimentos dos pesquisadores.

A Guerrilha

A Guerrilha foi um movimento existente ao longo do rio Araguaia, entre as décadas de 60 e 70. Criado pelo Partido Comunista do Brasil (PC doB), tinha como objetivo realizar uma revolução socialista, que seria iniciada no campo, usando como exemplo as revoluções ocorridas em Cuba e na China.

Equipe do GTA procura no cemitério de Marabá os restos mortais de guerrilheiros assassinados na década de 70. (Foto: Evandro Corrêa/O Liberal)

O governo da ditadura brasileira combateu os guerrilheiros a partir de 1972, quando vários dos integrantes já haviam se estabelecido na região há pelo menos seis anos. O confronto aconteceu na divisa dos estados de Goiás, Pará e Maranhão, próximo às cidades de São Geraldo do Araguaia e Marabá, no Pará, e Xambioá, no Bico do Papagaio. Atualmente, o Governo Federal estima que o movimento era composto por cerca de oitenta guerrilheiros, sendo que destes, menos de vinte sobreviveram.

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José Augusto Dionízio

A CULPA CONDENA – AS ATROCIDADES PRATICADAS PELA DITADURA ,NUNCA SERÃO ESQUECIDAS, ESPECIALMENTE PARA OS PARENTES E AMIGOS DAQUELES QUE TOMBARAM EM PROL DA LIBERDADE DE UM POVO SOFRIDO E REPREMIDO PELAS ARMAS DOS GOVERNOS SANGUINÁRIOS. ACREDITO QUE ESSAS BUSCAS AINDA ESTÃO SENDO FEITAS DE FORMA PALIATIVA, INCLUSIVE COM APARÊNCIA DE PROTEÇÃO A MUITOS MILITARES QUE AINDA ESTÃO VIVOS E QUE SABEM MUITO BEM ONDE ESTÃO OS CORPOS DAQUELES JOVENS ASSASSINADOS E JOGADOS EM VALAS E BURACOS FEITOS PELOS AGENTES DA VIOLÊNCIA ESTATAL. ESPERA-SE QUE A SECRETARIA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS NÃO DEIXE A ALMA DAQUELES HERÓIS BRASILEIROS MORTOS NO ARAGUAIA, SER ENTERRADA NOVAMENTE PELAS MÃOS DO´PRÓPRIO GOVERNO. SUCESSO PARA TODOS.

Zé da Kombi

Se hj nos vivemos em um pais de democracia agradeça a esses grandes herois……………………

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