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Pará

Governo vai ampliar áreas de plantio de açaí para reduzir o preço

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Pelo quarto mês consecutivo, o preço do litro do açaí comercializado na Grande Belém voltou a cair. Em alguns casos, a queda é de mais de 7%, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em março, o litro do açaí tipo médio, o mais consumido pela população, custava em média R$ 20, mas o preço foi despencando e chegou a R$ 14,71, no mês passado. Nas feiras livres, o menor preço encontrado é R$ 8, e o maior R$ 12, enquanto nos supermercados o produto vai de R$ 15 a R$ 18,99, o litro.

O Pará é o maior produtor nacional de açaí. Segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), a cadeia produtiva do Estado envolve mais de 200 mil pessoas e movimenta quase R$ 2 bilhões a cada ano, tendo como principais produtores os municípios de Abaetetuba e Barcarena, na região do Baixo Tocantins. O governo do Estado vem investindo em programas que buscam melhorias na qualidade do produto, com introdução de boas práticas de produção, da plantação e coleta até a comercialização do fruto, passando pelo transporte e fabricação artesanal ou industrial.

O gerente de Fruticultura da Sagri, Geraldo Tavares, explica que a condição do preço está atrelada à demanda do produto. O preço do açaí deve diminuir ainda mais no período de safra, que começou em julho. “No primeiro semestre, quase não tem açaí, porque a safra só ocorre no segundo semestre”, diz, destacando que, atualmente, a demanda no Estado ainda é insatisfeita, ou seja, não há produto para todos os consumidores. Isso implica na baixa dos preços somente em épocas sazonais, quando há bastante oferta de açaí.

Para ampliar essa oferta e estabilizar o preço, a Sagri e outras instituições públicas e privadas têm feito investimentos em tecnologia e ampliado as áreas para plantação. “A área natural, das várzeas, tem um limite de expansão, e a maioria é localizada em locais distantes, o que dificulta o transporte para a capital. A opção que adotamos, com vários investidores e plantadores, é fazer o plantio em terra firme”, explica o gerente.

Para isso, diz ele, é necessário dispor de variedades de sementes que se adaptem a determinadas condições e investir em tecnologia, por exemplo, de irrigação. A Sagri, nos últimos sete anos, tem feito a distribuição de sementes selecionadas de açaí em todo o Estado, cultivadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) por meio de convênio com a secretaria.

Para começar a ser produzido comercialmente, o fruto leva de três a quatro anos. As sementes distribuídas nesses sete anos em breve estarão influenciando no aumento da quantidade do fruto. “Se produzirmos, por exemplo, de 2008 a 2013 mais de 20 milhões de mudas, podemos concluir que nos próximos dez anos vamos ter uma resposta satisfatória dessa área plantada. É um projeto a médio e longo prazo, mas se não começarmos a fazer agora não teremos no futuro”, diz Geraldo.

Além de ampliar a quantidade ofertada do açaí, é necessário cuidar da qualidade do fruto. Para isso, foi lançado em 2011 o Programa Estadual de Qualidade do Açaí (Peqa), que abrange toda a cadeia produtiva do fruto, tanto na produção como no beneficiamento, especificamente capacitando batedores artesanais para o melhor manuseio do produto. As ações do programa visam inibir os problemas mais cruciais da cadeia, como exemplo, a contaminação do suco de açaí causado pelo uso não adequado de procedimentos durante o processamento.

“Somente em Belém temos cerca de três mil batedores, mas é importante certificamos a qualidade deles. Quando você manuseia o fruto com a mão suja, está colocando micro-organismos como bactérias e fungos no fruto. Esses treinamentos mostram para o produtor e, principalmente, o batedor, que existem métodos de fazer esse processo usando a tecnologia”, explica Geraldo, destacando o uso do branqueador de açaí, que eleva a temperatura do fruto a 80° e depois faz um choque térmico no fruto, eliminando os micro-organismos que possam existir.

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Pará

PARAUAPEBAS: Convênio vai facilitar estágio para alunos de cursos técnico e superior

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Para contribuir com a formação profissional de alunos de cursos técnico e superior no município, a Prefeitura de Parauapebas firma convênio com instituições de ensino para disponibilizar estágio supervisionado nas repartições públicas municipais. Atualmente sete instituições são conveniadas, contemplando 1.279 estagiários, principalmente na área de saúde com os cursos de enfermagem, nutrição e psicologia.

Na quinta-feira, 26, representantes de uma faculdade conveniada com a prefeitura participaram de reunião para alinhamento do plano de estágio com o governo municipal. Além do secretário da Semad, participaram da reunião a titular da Coordenadoria de Treinamento e Recursos Humanos (CTRH), Elveni Dalferth, e a coordenadora de treinamento CTRH/Semad, Francisca Braga.

O convênio é firmado com base na Lei Federal Lei 11.788/200, que estabelece no artigo 1º que “estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos”. 

De acordo com o convênio firmado, os estágios não são remunerados e a prefeitura não tem responsabilização sobre nenhum tipo de custo envolvendo os estagiários. As instituições são responsáveis por custear apólice do seguro de vida de cada aluno, uma obrigatoriedade de acordo com a legislação.

Como firmar convênio com a prefeitura?

As instituições de ensino devem procurar as secretarias que têm cargos equiparados com os cursos oferecidos e verificar se podem absorver esses estagiários, em seguida é necessário providenciar a documentação exigida para o convênio. A CTRH fica responsável por monitorar o processo de convênio e acompanhar o encaminhamento dos estagiários, assim como o cumprimento de suas respectivas cargas horárias. (Karine Gomes / Foto: Renato Resende)

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Pará

PARAUPABAS: Prefeitura lança pacote de obras de infraestrutura e mobilidade urbana

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Recentemente, o prefeito Darci Lermen, assinou várias ordens de serviço que lançam novas obras de infraestrutura e mobilidade urbana no município de Parauapebas, na região de Carajás, no estado Pará.

No complexo VS-10, os bairros São Lucas e Morada Nova, que abrangem o antigo loteamento Talismã, serão contemplados com obras de drenagem e pavimentação. As escavações já iniciaram na rua Águas Marinhas no Morada Nova para a implantação das aduelas. Já a avenida principal da VS-10, será reestruturada. A via será duplicada e contará com calçadas padronizadas e ciclovia.

A Prefeitura também seguirá com investimento em ciclovias. Nos próximos dias, as obras vão iniciar na PA-160, ligando o bairro Amazônia até o Tropical, proporcionando mais mobilidade e segurança aos ciclistas.

Outra obra anunciada recentemente foi a construção da Feira do Tropical. Em breve a comunidade ganhará um espaço mais adequado para realizar as compras do dia a dia. O prédio terá um pavimento térreo e outro superior, totalizando uma área construída de 2.058,65m². A estrutura contará com 48 boxes para melhor atender os feirantes e consumidores. O novo espaço terá ainda banheiros e rampa de acessibilidade. (Texto: Anne Costa / Foto: Kelson Araújo)

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Pará

PARAUPEBAS: Defesa Civil realizam vistoria nas pontes que interligam os bairros União e Liberdade

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As duas pontes que interligam os bairros União e Liberdade, em Parauapebas, foram avaliadas na manhã de terça-feira (23) por uma comissão técnica composta por representantes do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil Municipal, com o acompanhamento de engenheiros do Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap) e da representante da Inspetoria local do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Pará (CREA/PA). 

Numa análise prévia, os profissionais ponderaram que a ponte localizada na Rua 11 apresenta dano estrutural, motivo pelo qual a via permanecerá interditada. “Para garantir a segurança da população, procedemos com a interdição por constatar danos estruturais na cabeceira da ponte. Será preciso uma obra de porte maior para resolver esse problema. Até que isso aconteça, ela seguirá fechada”, avalia a arquiteta e perita em projetos de engenharia da Defesa Civil, Taynara Sousa. 

Já a ponte localizada na Rua 10 (principal via de entrada para o bairro Liberdade) deverá ser liberada em até uma semana. “Houve um deslocamento de terras antes da cabeceira da ponte, mas o Prosap fará a intervenção necessária para estabilizar a situação. Feito isso, faremos novamente uma avaliação para liberar o trânsito com total segurança”, completa a técnica da Defesa Civil. 

Situação do Trânsito na área

Com as duas pontes interditadas, atualmente apenas a Avenida Perimetral Norte é a via que interliga os bairros União e Liberdade. Por conta do intenso fluxo registrado nos últimos dias, o Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT) reforçou a equipe de agentes de trânsito na área, assim como proibiu provisoriamente o estacionamento na Perimetral Norte. 

Conforme a coordenadora-geral de trânsito e transporte, Luciene Vieira de Lima, assim que a ponte da Rua Santa Catarina for liberada pela Defesa Civil, “o DMTT fará uma mão dupla para que a população possa voltar a usar a via, de modo seguro”. 

Construção de uma nova ponte  

Segundo o engenheiro civil do Prosap, Thiago Batista, a substituição da ponte da Rua 11 já estava prevista no cronograma de obras do programa para daqui a alguns meses, mas terá de ser antecipada por causa da situação atual. “Essa ponte seria substituída mais à frente porque a calha do canal do Igarapé Ilha do Coco está com 30 metros e a ponte é menor. Com a situação provocada pelas cheias dos Igarapés e do Rio Parauapebas, a construção da nova ponte será antecipada”, explica, acrescentando que o laudo técnico dos órgãos de Defesa Civil contribuirá para que a Prefeitura de Parauapebas inicie uma contratação emergencial. A previsão é que esse processo ocorra em até 60 dias.

A inspetora-chefe do CREA/Parauapebas, Amara Gisele Melo da Silva, disse que a função do órgão é acompanhar e fiscalizar a execução de obras de engenharia e “nesse sentido, nós estamos aqui para garantir e tranquilizar a população que essas execuções serão feitas corretamente”. (Texto: Jéssica Borges / Foto: Renato Resende)

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