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Impactos da violência no trânsito em 2021

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A violência no trânsito pode ser observada pela troca de ofensas entre motoristas, desrespeitos à legislação e até mesmo com a morte nas vias.

Além de gerarem problemas momentâneos como desentendimentos e estresse, levam a perda de vidas. As consequências de atos de imprudência acabam repercutindo por um longo período e podem impactar de diferentes formas.

Em algumas localidades, como Gurupi o número de mortes e acidentes aumentou. No primeiro semestre de 2021 foram registrados 417 acidentes, um aumento de 14% em relação ao ano anterior.

Por outro lado, no Pará houve menos mortes no trânsito no primeiro trimestre do ano. Foram 30 obtidos a menos nas rodovias estaduais.


Apesar de haver dados positivos, os impactos da violência no trânsito não passam despercebidos.

Perda da força de trabalho

Um acidente de trânsito que leva a danos ou a morte das pessoas impacta diretamente na força de trabalho. As vítimas ficam afastadas do trabalho e por mais que se saiba o que o DPVAT cobre em relação aos auxílios esse não é suficiente.

Os valores recebidos pelas vítimas não arcam com as contas do cotidiano e a força produtiva fica reduzida. O afastamento dos profissionais do trabalho pode impactar famílias inteiras. Se ele for a única ou principal fonte de renda, as perdas podem ser irreparáveis.

Sobrecarga do sistema e saúde

As vítimas de acidentes de trânsito, muitas vezes precisam ficar internadas e passar por tratamentos de saúde. Esse é um processo que pode levar meses ou até mesmo anos conforme a gravidade.

Para que se tenha uma ideia, os custos com feridos, nos últimos 10 anos custou ao SUS mais de R$ 3 bilhões. Esse valor poderia ser investido em saúde preventiva se houvesse maior conscientização da população.

Perdas materiais

Uma colisão no trânsito resulta em perdas materiais. Pode ser necessário realizar reparo nos veículos ou esses podem ser considerados perdidos.

Em ambos os casos os custos são bilionários anualmente. Estima-se que entre 2007 e 2018, em sinistros foram gastos cerca de R$ 1,5 trilhão. Esse valor não tem como ser recuperado e acaba afetando a economia e o PIB.

Redução do PIB

Olhando de forma macro, a violência no trânsito possui um custo alto. Ela afasta a força de trabalho, reduz o poder de consumo, exige profissionais de saúde, socorristas e outros.

A consequência disso é o impacto no PIB que reduz cerca de 3% devido à violência nas vias.

Problemas psíquicos e emocionais

Não se pode esquecer que a violência no trânsito afeta o psicológico das vítimas e pessoas ligadas ao acidente. Uma criança que perde seus pais nessa situação terá que levar isso para toda a vida.

Estudos que acompanham vítimas de acidentes de trânsito relatam que cerca de 30% delas ainda sofrem desordens psiquiátricas após 18 meses. O mais comum é que síndrome de estresse aguda e dificuldade para superar o trauma vivido.

Perda de cargas e mercadorias

Outro problema é que o meio de transporte envolvido no acidente pode estar transportando cargas. Além de resultar em todos os impactos já citados, pode levar a perda das cargas ou mercadorias.

Isso impacta não apenas a empresa, mas a sociedade que pode sofrer com o desabastecimento de algum produto.

Como reduzir o impacto da violência no trânsito

Boa parte da violência no trânsito acontece por imprudência dos motoristas e condutores de veículos motorizados ou não. Os pedestres também possuem a sua participação.

A melhor forma de reduzir a violência no trânsito é com a educação e conscientização. Essa deve começar na escola ensinando os alunos como se comportar e as consequências e suas ações.

Os adultos também devem ser reorientados, seja com campanhas que ocorrem anualmente ou de outra forma.

A única maneira de conseguir dados positivos é quando cada um fizer a sua parte e começar a pensar no próximo. Caso contrário, a violência no trânsito tende a crescer e seus impactos serão cada vez mais sentidos. (Jeniffer Elaina, do site Smartia.com.br)

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Confere Música 2021: Conscientização sobre a importância da cena independente e identificação com o público marcam debates em oficinas

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Encerrando o Confere Música 2021 e transferindo as programações online para o contato presencial, duas oficinas realizadas na sexta-feira, 22, e sábado, 23, abordaram o tema “Tocantins falando para o mundo – Cena musical tocantinense: entraves, gargalos e debates sobre a identidade local e mercado”. Os encontros tiveram como público-alvo músicos, produtores e demais apreciadores da música. Esses artistas aproveitaram o momento para debaterem, vivenciarem e aprenderem  mais sobre como alavancar seus trabalhos no meio musical, não somente na região Norte, mas em outros locais do País.

As oficinas, que ocorreram na Casa Flácida, local onde funciona o Coletivo Flácido, contaram com a participação de DJ e Host Patrick Tor4 (PE). Nos encontros, ele conversou com os participantes sobre suas experiências no meio musical e como o artista deve se identificar com seu público. “Honestamente eu acho que as mudanças dos últimos anos favorecem os artistas que emergem com uma música com um teor mais local e que vem de origens periféricas. A grande questão está nesses artistas saberem se identificar com seu público, e essas mudanças que houveram nos últimos anos potencializaram espaços ainda maiores para artistas novos que não estão concentrados no eixo Rio-São Paulo, que não são artistas de classes econômicas mais bem estruturadas”.


Patrick ainda ressaltou que as novidades digitais e redes sociais são grandes aliadas da cena independente. “Cada vez mais esse mercado dos streamings, das plataformas digitais, das redes sociais tem potencializado a música popular e isso é uma grande oportunidade. Cabe a esses artistas entenderem, com uma leitora de mercado, onde é que podem se colocar, com quem podem dialogar e usar a seu favor um momento como esse que é tão propício de oportunidades para expandir o trabalho deles”, explicou.

Aprendizado

Presente nas oficinas, Luan Crispim de Andrade, de 30 anos, integrante da banda Imaginário Mundo, entende a dificuldade do setor e destaca a necessidade de ter esse tipo de debate para alavancar a carreira de artistas independentes, para que consigam sobreviver de sua arte.

“Por ser artista no Tocantins, e principalmente em Palmas, em que a cena é um pouco distante de muita gente do centro e regiões como São Paulo, pelo menos a referência que eu tenho, como tocantinense. Então ter esse evento, ter a Confere, trazendo essa galera para perto, fazendo com que a gente consiga ter uma referência de como acertar na produção, no trabalho autoral, que a gente quer acertar mesmo para levar isso para todos os estados, acredito que é um network, uma construção e uma experiência incrível”, aposta Luan, que atua no projeto da Imaginário Mundo há quase 4 anos. “Estamos tentando sempre alcançar mais pessoas, mais possibilidades de locais, espaços, públicos. E esse network está dilatando mais ideias para futuras possibilidades”, complementa.

Também atenta às novas possibilidades da cena, a produtora cultural Isabel Acker destaca a importância dos espaços de informação e como a Confere tem proporcionado isso na capital tocantinense. “O que pensamos muito, no fazer artístico, é não só na construção da obra, da arte em si, mas em todo esse trabalho que está envolvido. Em como é importante a gente ter a consciência desse trabalho de produção, desse fortalecimento da cena nesse sentido, da gente se fortalecer enquanto público e formadores e produtores desta cena. Isso requer uma formação, requer que a gente pense sobre, que a gente debata coletivamente sobre essas questões, que a gente dialogue sobre isso. É um espaço muito importante para começar a tocar nessas questões, porque como a gente é uma cena pequena, uma cidade pequena, provavelmente não vamos conseguir suprir essa produção com pessoas que não sejam artistas. Nós mesmos que vamos ter que fazer tanto a obra quanto a produção, a formação toda, e ainda consolidar mais o público”, disse.

Confere

Organizada pelos jornalistas culturais Cecília Santos e Philipe Ramos, a Confere Música 2021 tem a proposta de levantar o debate sobre a cena cultural independente com os artistas locais e convidados, por meio de temáticas ligadas ao universo do entretenimento e da música da região Amazônica.

A Confere surgiu durante o período de pandemia do novo coronavírus, ainda em 2020, porém, a iniciativa ganhou um novo formato e, neste ano, foi dividida em dois momentos: a Confere Talks, realizada em junho, e a Confere Música, que acontece agora, neste mês outubro.

“Encontramos na proposta uma alternativa para levar incentivos aos artistas locais e demais estados do Norte. Nós ficamos todo esse tempo carente de eventos, então temos o objetivo de movimentar a cena local, mesmo que seja de forma virtual, porque essa é nossa atual realidade, apesar da vacina”, aposta Cecília Santos.

Projeto

Este projeto foi contemplado pelo Prêmio Aldir Blanc Tocantins do Governo do Estado do Tocantins, com apoio do Governo Federal – Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura e Fundo Nacional de Cultura. (Ascom / Foto: Laura Pedrini)

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Prepare o bolso que terça-feira, 26, tem novo reajuste nos combustíveis

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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 25, novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel para as distribuidores. Segundo comunicado da petroleira, os novos valores passam a vigorar a partir de terça-feira, 26.

A gasolina terá alta de 7%. Segundo a estatal, o aumento deve impactar em torno de R$ 0,15 por litro nas bombas. É o segundo reajuste no preço da gasolina neste mês. No dia 9, a gasolina já havia subido 7,2%.

Já o litro do diesel terá alta de 9,15%. Nas bombas, essa variação deve refletir numa alta de R$ 0,24 por litro.

No ano, a gasolina acumula alta de 73,4% nas refinarias. Já o diesel subiu 65,3% no mesmo período.

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Risco de dengue aumenta durante período chuvoso, alertam especialistas

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Nesta época do ano em que as chuvas estão voltando na maior parte do Brasil, cresce a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O alerta é feito por especialistas.

A pesquisadora Rafaela Vieira Bruno, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explica que, quando a água da chuva cai em criadouros, os ovos que já haviam sido depositados ali continuam o seu ciclo de desenvolvimento e, por isso, a proliferação aumenta.

“A fêmea do Aedes aegypti consegue colocar os seus ovos e eles ficam latentes por até um ano em ambientes secos, então, quando este ambiente volta a receber a água, os mosquitos terminam o seu desenvolvimento e dá origem aos mosquitos adultos. Portanto, quando a gente tem um período de maior incidência de chuvas, a gente tem a probabilidade de nascimento de mais mosquitos e, por conta disso, uma tendência ao aumento do número de casos”, diz a pesquisadora.

Rafaela ainda alerta a população para os cuidados com o mosquito: “Eliminar os locais que armazenam água, eles podem variar desde pequenas tampas de garrafas até recipientes maiores. Fechar bem caixas d’água e guardar garrafas de vidro com a boca para baixo. Já em ambientes como piscinas, providenciar que elas sejam adequadamente tratadas seguindo a recomendação dos fabricantes dos produtos.”

Outros locais que podem ser criadouros do mosquito Aedes aegypti são:

  • Pneus;
  • Áreas de descarte de sacos de lixo;
  • Calhas;
  • Hortas e vasos em janelas e sacadas;
  • Móveis de jardim;
  • Tanques, pias e ralos;
  • Muros com cacos de vidro.

O médico infectologista e especialista em dengue Werciley Júnior diz que, por mais que os casos da doença tenham diminuído no último ano devido às medidas adotadas pela pandemia de Covid-19, os cuidados contra a dengue não devem parar.

“É importante relembrar que a dengue não parou a incidência, nós tivemos uma diminuição nos últimos anos por causa de alguns cuidados para a pandemia, mas agora que a gente volta a circular pelas ruas no dia a dia, a gente vai encontrando esses pequenos criadouros pelo caminho e a chuva apenas revela eles”, destaca.

Sintomas

Existem quatro tipos de vírus de dengue – sorotipos 1, 2, 3 e 4. Alguns dos principais sintomas da doença são: febre alta, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

A infecção por dengue pode não causar sintomas, ser leve ou grave. Nesse último caso, pode até levar à morte. O risco aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão.

Número de casos

Segundo o Ministério da Saúde, de 3 de janeiro a 9 de outubro de 2021, o Brasil registrou 479.745 casos de dengue, o que representa uma redução de 47,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nesse mesmo intervalo de tempo foram confirmadas 199 mortes por dengue, redução de 64% em comparação com 2020. (Brasil 61)

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