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Durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (1º), a senadora questionou o procurador-chefe do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Walter de Agra Júnior, sobre os preços abusivos das passagens aéreas e juros altos praticados pelos bancos. Agra foi aprovado na comissão para ser reconduzido ao cargo. Também foi aprovada a recondução de Alexandre Machado para superintendente-geral do órgão.

A senadora questionou os indicados sobre quais ações efetivas o Cade tem tomado diante da concentração do mercado em alguns setores, como o aéreo e o bancário. Kátia Abreu apontou que, com a extinção da Avianca, o setor passou a ser controlado por um número menor de empresas, o que elevou ainda mais o preço das passagens.

“A Gol, a Latam e a Azul conseguiram quebrar a Avianca. A Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] disse que não tem prerrogativa de controle de passagens. Não estamos pedindo controle de passagem, mas controle no abuso do preço das passagens”, apontou Kátia Abreu.

Bancos

Kátia Abreu também cobrou atenção do Cade aos juros abusivos cobrados pelos bancos. A senadora enfatizou que o Brasil vive uma crise sem precedentes e, ao mesmo tempo em que empresas estão fechando e brasileiros fazem filas por empregos, os bancos estão cada vez mais ricos.

 “O que o Cade vai fazer diante desse fato concreto de lucro exorbitantes com relação ao sistema financeiro que tem um dos spreads mais caros do mundo. Spread, para quem trabalha todo dia, sacolejando no ônibus, é o custo e as taxas que os bancos cobram, mesmo para o trabalhador mais pobre, sempre com taxa exorbitante”, disse.

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