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Bastidores

Loterias da Caixa estão na mira das privatizações

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As loterias federais repassaram quase R$ 3 bilhões só à Seguridade Social. Ações de esporte e cultura receberam mais de R$ 1,9 bilhão. Já para o Fundo Nacional de Segurança Pública, os repasses ultrapassaram R$ 1,5 bilhão. No total, R$ 8,046 bilhões foram investidos, no último ano, em programas sociais com recursos dos jogos administrados pela Caixa Econômica Federal. Em 2020, a arrecadação das loterias bateu recorde, chegando a R$ 17,1 bilhões, segundo o banco. O montante é 2,35% maior do que o aferido em 2019 (R$ 16,7 bilhões). Apesar desse resultado, o governo pretende vender as loterias federais, assim como outras quatro subsidiárias da Caixa estratégicas e lucrativas ao país.

“Se as loterias forem privatizadas, vão continuar repassando estes valores para as áreas sociais ou estes recursos irão para o lucro das empresas controladoras?”, questiona o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto. “Além de premiar os apostadores, as loterias destinam cerca de 40% dos recursos para o financiamento de políticas públicas em educação, saúde, esporte, cultura e segurança pública, reforçando o papel social da Caixa, que é e precisa continuar sendo 100% dos brasileiros”, acrescenta.

Ano passado, os mais de R$ 8 bilhões arrecadados também foram direcionados à saúde (R$ 4,662 milhões), ao Fies (R$ 311,957 milhões) e a entidades de apoio à criança, ao adolescente e a portadores de necessidades especiais (R$ 5,129 milhões), como a Apae e Fenaspestalozzi. “As loterias contribuem sobremaneira para a redução das desigualdades regional e social”, reforça Takemoto.

Porém, conforme observa o presidente da Fenae, o governo ignora as incertezas da crise econômica e insiste na privatização, aos pedaços, da Caixa Econômica. “O banco público que provou ser essencial aos brasileiros especialmente nesta pandemia”, ressalta Sergio Takemoto.

Na última semana, o presidente da estatal, Pedro Guimarães, admitiu que tem “foco total na venda de fatias de subsidiárias”. O plano é vender, além das loterias federais, outros quatro pilares do banco por meio de IPOs (Oferta Pública Inicial de ações, na sigla em inglês) dos setores de Seguridade, Cartões, Gestão de Recursos e o ainda nem formalizado Banco Digital, além de outras 24 empresas coligadas.

Neste último dia 27, a Caixa emitiu comunicado informando que pretende retomar a abertura de capital da Caixa Seguridade. Esta é a terceira tentativa de venda desta subsidiária. Em setembro, o banco suspendeu o IPO alegando condições adversas do mercado devido à pandemia da covid-19.

“A abertura de capital de subsidiárias da Caixa não vai salvar a economia do país. Representa, na verdade, o enfraquecimento do banco 100% dos brasileiros”, acrescenta o presidente da Fenae.

Takemoto alerta que, com a instabilidade do mercado nesta crise econômica sem precedentes, a população será a mais atingida se a Caixa perder as subsidiárias que o governo planeja vender. “São elas que permitem, por exemplo, que o banco seja líder no financiamento das menores taxas para a compra da casa própria e realize a operacionalização de programas e ações em toda a área social, além do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies)”, ressalta.

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“Auxílio Emergencial precisa chegar à população ainda este mês de março”

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“Boa notícia para quem aguarda a chegada do novo auxílio emergencial. Concluímos no Senado a votação da PEC 186/2019, que abre caminho para o governo federal pagar novas parcelas do benefício para a população mais atingida pela ”pandemia” da fome que estamos vivendo no Brasil”

“Agora, o texto precisa ser votado pela Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor. O valor, a duração e a abrangência do novo auxílio serão definidos pelo Executivo. Tenho conversado com as principais lideranças do Congresso e a expectativa é de que a proposta seja aprovada em definitivo na semana que vem. Temos que dar uma resposta rápida para que o dinheiro chegue à população ainda este mês”

As falas são do senador Irajá Abreu (PSD).

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Turismo da região Norte deve criar roteiros amazônicos integrados com foco na pesca esportiva

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A parceria entre os estados da Amazônia Legal para o fortalecimento do turismo e a construção de ações integradas, a serem coordenadas pelos atores do desenvolvimento em suas regiões, foi pauta de reunião ocorrida nesta sexta-feira, 5.

A reunião dos secretários de turismo da região Norte do país buscou alternativas para a inclusão dos produtos turísticos divulgados individualmente pelos estados, em uma proposta de integração para o fortalecimento da Amazônia Legal. O objetivo é unir os roteiros com perfis turísticos similares e, assim, elevar a atração de turistas nacionais e estrangeiros.

Dentre os produtos turísticos, que devem ser impulsionados com a integração dos roteiros amazônicos, está a pesca esportiva, um segmento que proporciona, aos turistas, grandes emoções e um contato direto com a natureza. Além disso, propicia uma aproximação com outros segmentos, como turismo rural, etnoturismo, turismo de experiência e turismo de aventura, com um grande impacto na economia local.

Já as ações de promoção, a serem realizadas pelos gestores, contemplam a criação de um portfólio de produtos turísticos unificado com os principais atrativos de cada Estado, com divulgação em revistas, mapas, redes sociais, sites, feiras, congressos e demais eventos direcionados ao turismo.

Novas ações

Dentre as ações pactuadas pelos estados durante a reunião, e que devem ser executadas pelos gestores, está a de construir uma agenda de produção de informações para compartilhamento, visando à integração de conteúdo promocional para peças publicitárias; propor um calendário de eventos híbridos (presencial e virtual) da região, para lançar os segmentos prioritários em cada estado e à elaboração da Carta Turismo na Amazônia – Roteiros Amazônicos Integrados pelos Secretários de Turismo da Região Norte.

Participantes

A reunião contou com a participação da superintendente do Turismo, Maria Antônia Valadares; do superintendente Estadual de Turismo de Rondônia, Gilvan Pereira Júnior; do diretor do Departamento de Turismo de Roraima, Bruno Muniz de Brito; e do secretário de Estado de Turismo do Pará, André Orengel Dias, além de técnicos das pastas de turismo dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. (Henrique Lopes)

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“Falta de gestão ou incompetência”, indaga Janad para Cinthia

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