Connect with us

Geral

Manaus investe R$ 20 milhões para enfrentar cheia do Rio Negro

Publicado

em

Além dos desafios da pandemia da Covid-19, que já dura mais de um ano em todo o Brasil, municípios da Região Norte enfrentam outro obstáculo: a cheia dos rios e o impacto do fenômeno natural na vida da população e também nas atividades econômicas.

Em Manaus, a prefeitura criou a força-tarefa ‘Cheia 2021’, ainda no mês de janeiro, para enfrentar a elevação do nível das águas do Rio Negro, que no mês de abril começou a alagar as ruas do centro da cidade. No último fim de semana, as águas chegaram a um dos pontos turísticos do Centro Histórico: o Relógio Municipal, instalado em 1927. O prédio da antiga Alfândega também está cercado pelas águas.

Segundo a Defesa Civil, 1.600 áreas de risco foram identificadas na cidade e até 5 mil famílias poderão ser afetadas, até o final do mês de maio, pela cheia. O investimento na operação, que inclui desde o mapeamento de áreas de risco até a construção de pontes, pagamento de auxílios e distribuição de cestas básicas para a população, é de cerca de R﹩ 20 milhões, segundo a Casa Militar.

Segunda maior cheia

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a expectativa era que a cota máxima do Rio Negro ficasse entre 28,55m e 30,35m neste ano. Porém, nesta quarta-feira (19), o nível do rio atingiu 29,77 metros, caracterizando a segunda maior cheia dos últimos 100 anos. Manaus trabalha com a previsão de que a cheia supere 30 metros, conforme a estimativa do CPRM.

Para minimizar possíveis danos, a prefeitura se dedicou a fazer um levantamento fluvial e terrestre completo da cidade já no início de 2021. “Verificamos, tanto na zona urbana quanto na zona rural, um total de 1.600 áreas críticas e entre 4 e 5 mil lares a serem afetados”, declara o secretário chefe da Casa Militar de Manaus, tenente William Dias.

No início de maio, os pontos alagados se multiplicaram e logo a prefeitura deu início à construção de pontes e passarelas em 15 bairros diferentes. Para evitar prejuízos aos comerciantes e à população como um todo, a prefeitura entregou, na última terça-feira (18), uma feira flutuante na área da Manaus Moderna, a primeira desse tipo no país, para onde estão sendo realocados 221 permissionários que comercializam itens como carnes e peixes, e passarão a trabalhar sobre as águas. Além disso, a prefeitura instalou banheiros químicos e uma rede de tratamento de água para garantir que nenhum dejeto seja lançado no rio.

“A iniciativa foi tomada para que a população possa transitar de forma mais tranquila. Assim, os feirantes poderão continuar trabalhando e os consumidores vão poder visitar a feira com segurança. Estamos entregando uma obra bonita, confortável e digna. Nosso secretário de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal é de uma família de feirantes. Eu também sou de família de feirantes e cresci dentro dos mercados. Então, não poderia perder a oportunidade, como prefeito, de resgatar a dignidade desses trabalhadores da cidade de Manaus”, declarou David Almeida.

Quatro mil metros de pontes

Também na última terça-feira (18), a Prefeitura de Manaus iniciou a construção de 200 metros de pontes metálicas na avenida Floriano Peixoto, uma das mais importantes da cidade, localizada no Centro.

“Como o nível do rio já causou um espelho d’àgua, nós iremos avaliar a necessidade de interditar a parte que mais sofre os impactos, desviando o tráfego de veículos por outras vias de acesso e fazendo passarelas centrais para viabilizar a circulação de pedestres na área comercial”, explicou o secretário chefe da Casa Militar, tenente William Dias.

Na área, está o antigo prédio da Alfândega, há décadas divulgado como um dos cartões postais da cidade. “Nesta primeira etapa da Operação Cheia, iremos construir pontes metálicas para não retirar a característica histórica do local e permitir que as pessoas continuem transitando normalmente. Vale ressaltar que já construímos mais de 4 mil metros de pontes e temos sete frentes de trabalho para atender a população da melhor forma possível”, ressaltou o secretário.

Outras cinco estruturas de pontes, que somam mais de 600 metros construídos, foram erguidas em ruas do Centro e dos bairros de Aparecida e Educandos. “Por determinação do prefeito, vamos minimizar os danos causados pela cheia e assegurar o deslocamento das pessoas nos locais atingidos”, enfatizou Dias.

“A cheia é inerente à nossa região. Todos os anos acontece. Este ano, apesar de dar mostras de que será ainda maior, a população pode ficar despreocupada. Por determinação do prefeito David Almeida, a Defesa Civil está atuando para diminuir os danos causados aos manauaras. Estamos diariamente neste trabalho de apoio às famílias”, destaca.

Assistência às famílias afetadas

Segundo informações da Secretaria da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), mais de 3 mil famílias já foram cadastradas para receber o Auxílio Aluguel no valor de R﹩ 300, que é pago durante dois meses para famílias atingidas pela cheia.

O prefeito de Manaus, David Almeida, enviou uma mensagem à Câmara Municipal para criar o Auxílio Enchente no valor de R﹩ 200 em caráter excepcional neste ano de 2021. Com a aprovação da proposta, até o fim do mês, as famílias atingidas pela cheia terão aporte total de R﹩ 500 no orçamento doméstico. Segundo a Semasc, além dos Auxílios Aluguel e Enchente, as famílias receberão benefícios eventuais: cestas básicas, colchões, lençóis e redes. Pelo menos 10 mil cestas deverão ser distribuídas.

Vacinação antirrábica

Outra ação do poder público municipal no período de cheia foi a vacinação antirrábica de cães e gatos em bairros com risco de enchentes. O Centro de Controle de Zoonoses Dr. Carlos Durand (CCZ) já atendeu comunidades nos bairros Educandos, São Jorge e Centro, com a imunização de 529 animais – 373 cães e 156 gatos até o momento.

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
Faça um comentário

Geral

Impactos da violência no trânsito em 2021

Publicado

em

A violência no trânsito pode ser observada pela troca de ofensas entre motoristas, desrespeitos à legislação e até mesmo com a morte nas vias.

Além de gerarem problemas momentâneos como desentendimentos e estresse, levam a perda de vidas. As consequências de atos de imprudência acabam repercutindo por um longo período e podem impactar de diferentes formas.

Em algumas localidades, como Gurupi o número de mortes e acidentes aumentou. No primeiro semestre de 2021 foram registrados 417 acidentes, um aumento de 14% em relação ao ano anterior.

Por outro lado, no Pará houve menos mortes no trânsito no primeiro trimestre do ano. Foram 30 obtidos a menos nas rodovias estaduais.


Apesar de haver dados positivos, os impactos da violência no trânsito não passam despercebidos.

Perda da força de trabalho

Um acidente de trânsito que leva a danos ou a morte das pessoas impacta diretamente na força de trabalho. As vítimas ficam afastadas do trabalho e por mais que se saiba o que o DPVAT cobre em relação aos auxílios esse não é suficiente.

Os valores recebidos pelas vítimas não arcam com as contas do cotidiano e a força produtiva fica reduzida. O afastamento dos profissionais do trabalho pode impactar famílias inteiras. Se ele for a única ou principal fonte de renda, as perdas podem ser irreparáveis.

Sobrecarga do sistema e saúde

As vítimas de acidentes de trânsito, muitas vezes precisam ficar internadas e passar por tratamentos de saúde. Esse é um processo que pode levar meses ou até mesmo anos conforme a gravidade.

Para que se tenha uma ideia, os custos com feridos, nos últimos 10 anos custou ao SUS mais de R$ 3 bilhões. Esse valor poderia ser investido em saúde preventiva se houvesse maior conscientização da população.

Perdas materiais

Uma colisão no trânsito resulta em perdas materiais. Pode ser necessário realizar reparo nos veículos ou esses podem ser considerados perdidos.

Em ambos os casos os custos são bilionários anualmente. Estima-se que entre 2007 e 2018, em sinistros foram gastos cerca de R$ 1,5 trilhão. Esse valor não tem como ser recuperado e acaba afetando a economia e o PIB.

Redução do PIB

Olhando de forma macro, a violência no trânsito possui um custo alto. Ela afasta a força de trabalho, reduz o poder de consumo, exige profissionais de saúde, socorristas e outros.

A consequência disso é o impacto no PIB que reduz cerca de 3% devido à violência nas vias.

Problemas psíquicos e emocionais

Não se pode esquecer que a violência no trânsito afeta o psicológico das vítimas e pessoas ligadas ao acidente. Uma criança que perde seus pais nessa situação terá que levar isso para toda a vida.

Estudos que acompanham vítimas de acidentes de trânsito relatam que cerca de 30% delas ainda sofrem desordens psiquiátricas após 18 meses. O mais comum é que síndrome de estresse aguda e dificuldade para superar o trauma vivido.

Perda de cargas e mercadorias

Outro problema é que o meio de transporte envolvido no acidente pode estar transportando cargas. Além de resultar em todos os impactos já citados, pode levar a perda das cargas ou mercadorias.

Isso impacta não apenas a empresa, mas a sociedade que pode sofrer com o desabastecimento de algum produto.

Como reduzir o impacto da violência no trânsito

Boa parte da violência no trânsito acontece por imprudência dos motoristas e condutores de veículos motorizados ou não. Os pedestres também possuem a sua participação.

A melhor forma de reduzir a violência no trânsito é com a educação e conscientização. Essa deve começar na escola ensinando os alunos como se comportar e as consequências e suas ações.

Os adultos também devem ser reorientados, seja com campanhas que ocorrem anualmente ou de outra forma.

A única maneira de conseguir dados positivos é quando cada um fizer a sua parte e começar a pensar no próximo. Caso contrário, a violência no trânsito tende a crescer e seus impactos serão cada vez mais sentidos. (Jeniffer Elaina, do site Smartia.com.br)

Continue lendo

Geral

MANAUS: Proteção da CoronaVac em pessoas com comorbidade é superior a 90%, indicam dados preliminares de estudo

Publicado

em

Informações preliminares do estudo CovacManaus, realizado na capital amazonense, demonstram que a CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, proporciona uma proteção contra a Covid-19 superior a 90% em pessoas com comorbidades. A pesquisa está analisando 5 mil profissionais de educação e da segurança pública da rede estadual lotados em Manaus, com idade entre 18 e 49 anos, para entender se a aplicação da vacina em quem tem comorbidade impacta na prevenção de formas graves da Covid-19. 

Até agora, do total de voluntários vacinados, somente 2,6% teve infecções causadas pelo SARS-CoV-2. O índice de hospitalizações pela doença foi de 0,1%, e o de admissões em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foi de 0,04%. Um óbito foi confirmado, configurando uma porcentagem de 0,02% da amostra. Ou seja, a efetividade da CoronaVac foi superior a 97% contra infecções, hospitalizações, internações em UTI e mortes. Outro indicador relevante é que, entre os vacinados, 91% apresentaram anticorpos detectáveis após tomarem a 1ª dose, e 99,8% após a 2ª dose.  

Para a equipe de pesquisadores, os dados são positivos e reforçam a importância da imunização. “É importante lembrar que a população vacinada no estudo é de pessoas que apresentam comorbidades, portanto esperávamos uma quantidade maior de infectados, hospitalizados e óbitos entre esses mais de 5 mil participantes”, destaca o médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), especialista em saúde pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e coordenador da pesquisa, Marcus Lacerda. 

Entre as principais comorbidades apresentadas pelos voluntários estão obesidade (72%), diabetes (54%), hipertensão arterial (36%) e imunossupressão (27%).  

O estudo já finalizou seis meses de acompanhamento e agora entra na fase de monitoramento. De acordo com Marcus, as próximas etapas consistem na coleta de exames, conforme agendamento, e ajudarão a entender, por exemplo, se há a necessidade de fazer reforço vacinal. 

Também coordena a pesquisa a médica infectologista da FMT-HVD e pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Paula Mourão. O estudo conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam); doação das vacinas pelo Instituto Butantan; e parceria da UEA, das secretarias estaduais de Saúde, de Educação e Desporto e de Segurança Pública, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, do ILMD/Fiocruz Amazônia e da Prefeitura de Manaus.

Continue lendo

Geral

Correios vai realizar venda de objetos postais abandonados

Publicado

em

Em mais uma iniciativa com foco na melhoria da gestão e sustentabilidade, redução de custos e otimização de recursos, os Correios realizarão, no dia 27 de setembro, o primeiro processo de venda de objetos postais classificados como refugo. Um objeto é classificado como refugo quando da impossibilidade de ser entregue ao destinatário ou devolvido ao remetente, após todas as tentativas de entrega e materializada a prescrição do prazo de direito à reclamação, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

A alienação dos mais de 61 mil itens ocorrerá em 10 lotes. Os objetos incluem peças de vestuário, microinformática, equipamentos eletrônicos, acessórios para veículos, bijuterias e livros, entre outros. Os valores iniciais dos lotes variam entre R$ 1.303,00 até R$ 85.050,00. Para participar do certame, os interessados devem se cadastrar na plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil. Ao concluir essa etapa, pessoas físicas e jurídicas conseguem enviar propostas de forma eletrônica para participar da disputa online. O edital com todas as informações está disponível na plataforma Licitações-e, pelo nº 893602, e também na página de Licitações dos Correios. Basta fazer a busca por modalidade ‘Licitações Correios – Aberta” e escolher “São Paulo Metropolitana” na coluna dependência.

Os lotes estão armazenados no bloco 1 do edifício dos Correios em São Paulo, localizado na Rua Mergenthaler, 592. Visitas aos bens devem ser agendadas pelo telefone (11) 4313-8150.

Transparência – Considerando a necessidade de dar um destino formal e transparente aos objetos postais classificados como refugo, os Correios estabeleceram, em norma corporativa, as formas para o desfazimento desses bens, tais como alienação por venda, destruição/destinação ambientalmente adequada ou ainda o encaminhamento às associações e cooperativas de catadores. A instrução segue as indicações constantes na Lei 6.538/78 (Lei Postal), na Lei n.º 13.303/16 (Lei das Estatais) e Lei nº 12.305/2010 (Lei de Resíduos Sólidos).

Para tratar esse material, a empresa criou uma estrutura na superintendência da região metropolitana de São Paulo, que realiza as rotinas de triagem e destinação do refugo. Tal medida vem permitindo a otimização de vários espaços e prédios da estatal, que podem ser melhor aproveitados, inclusive, para as atividades-fim da empresa. Assim, os Correios ampliam sua capacidade de investimentos que resultarão em melhorias nos serviços e produtos prestados aos clientes.

Continue lendo
publicidade
publicidade Bronze