Connect with us

Pará

MARABÁ: Estado vai investir mais de R$ 75 milhões na recuperação da PA-150

Publicado

em

O compromisso do Governo do Pará com a recuperação da malha viária do Estado, fundamental para o desenvolvimento econômico e a acessibilidade da população, foi fortalecido pelo governador Helder Barbalho nesta segunda-feira (21), no distrito de Morada Nova, em Marabá, sudeste paraense, ao assinar o repasse de R$ 75.356.556,77 para a reconstrução da Rodovia PA-150.

A assinatura da Ordem de Serviço ocorreu às margens da rodovia, na presença de várias autoridades, como o vice-governador Lúcio Vale, e lideranças locais. O governador aproveitou a solenidade para ressaltar a importância estratégica da PA-150 para todo o Estado, como via que interliga a Região Metropolitana de Belém a outras regiões, e ainda como corredor de escoamento da produção e riqueza econômica. Ele também citou o alto custo para manter a estrada em boas condições (se referindo ao intenso fluxo de veículos pesados) e as ações prioritárias que o governo vem fazendo para melhorar a malha viária.

“Eu me orgulho porque esse investimento, aqui na PA-150, é totalmente com recursos próprios do Estado. Mas também esclareço que iremos fazer muito mais. O governo fez um empréstimo junto à Assembleia Legislativa, e parte desse recurso será para as estradas. Nós também já autorizamos mais de R$ 40 milhões para a Transcarajás, que deve interligar Parauapebas, Canaã (dos Carajás), Curionópolis e Xinguara, chegando à BR-155, e de lá até o pontão do Araguaia”, informou o governador.

Pavimento e sinalização – O projeto da PA-150 inclui serviços de limpeza das pistas e acostamentos, reconstrução da pavimentação e tratamento do sistema de drenagem. A rodovia receberá, ainda, nova sinalização com aplicação de tachas refletivas.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), quase metade de toda a PA-150 será recuperada e conservada. A obra abrange um subtrecho crítico, que vai de Goianésia do Pará (entroncamento da PA-263) até Morada Nova (entroncamento da BR-222), atravessando ainda os municípios de Jacundá e Nova Ipixuna.

Beneficiando pelo menos quatro municípios que ficam ao longo da PA-150, a reconstrução de um importante trecho da rodovia terá impactos positivos na rotina de 389.116 habitantes da região, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Papel estratégico – Além de interligar vários municípios, a rodovia assume um papel estratégico para o crescimento do agronegócio no Estado. A PA-150 foi construída há mais de 25 anos, no Governo Jader Barbalho, com o propósito de viabilizar o escoamento de produtos entre as regiões sul, sudeste e nordeste paraense.

A rodovia é um dos principais corredores de escoamento da produção mineral e agropastoril. É por ela que a soja e a produção pecuária são levadas para o porto de Vila do Conde, em Barcarena, de onde seguem para o mercado internacional.

Quem trafega com frequência pela rodovia conhece bem o histórico de desgaste. O caminhoneiro Francisco Vieira, 40 anos de profissão, passou quase metade dessa trajetória profissional percorrendo a PA-150, entre Marabá e Barcarena. Recentemente, seu caminhão tombou no trecho por causa dos buracos, e ele perdeu a carga de minério que transportava. “Esse é o trecho mais ruim. Por conta de acidentes, a gente fica meses parado, e é um prejuízo. Tudo o que vem de benfeitoria do governo pra nós é importante. Bom demais que isso esteja acontecendo”, afirmou Francisco Vieira.

Outro caminhoneiro que aguarda há muito tempo melhorias na rodovia é Joel Teixeira, que faz fretes na região. “O escoamento de boi é bastante aqui. Carga sendo carregada de Belém a Marabá, Canaã, Eldorado (do Carajás) e Parauapebas. Eu acho que com esse recurso vai melhorar muito a rodagem para nós, caminhoneiros, e pra motoristas de ônibus também”, ressaltou Joel Teixeira.

Iniciativa privada – A manutenção da rodovia tem consumido muito recurso público. Em cada quilômetro de recomposição do asfalto são gastos cerca de R$ 1,2 milhão. A Setran está analisando documentos, relatórios, fazendo um estudo de viabilidade técnica para buscar a parceria da iniciativa privada para administrar a rodovia.

Segundo o secretário de Estado de Transportes, Pádua Andrade, já foi contratada uma empresa especializada em concessões de estradas. “O processo é demorado até chegar à licitação. Mas vamos escolher a modalidade mais viável, e a ideia é cobrar pedágio e dar um conforto melhor para quem trafega por aqui”, informou o secretário.

Sobre uma futura parceria público-privada (PPP), Helder Barbalho disse que é preciso um esforço conjunto de diversas ações do Estado para manter a PA-150 sempre em boas condições de trafegabilidade. “Não dá pra investir R$ 75 milhões em reconstrução da pista e, no ano seguinte, tudo ser destruído pelo trânsito de veículos pesados com toneladas de minério. Nós entendemos que esse traslado faz parte da vocação produtiva do Estado. Mas não é mais possível continuar da maneira que está. Nós já colocamos a primeira balança na altura de Tailândia. Vamos colocar aqui em Morada Nova também, e ainda estamos estudando a viabilidade de colocar outra, para evitar que o volume de carga ultrapasse a capacidade ideal”, reiterou o governador.

O Pará tem 130 rodovias estaduais, totalizando 7.500 quilômetros de estradas. A Setran atua hoje com quase 90 frentes de trabalho nas rodovias e pontes, com três principais serviços: construção, reconstrução e conservação das vias. O Pará tem 711 pontes, das quais 130 estão passando por algum tipo de manutenção.

Estrada do Rio Preto – Atendendo a um anseio de várias comunidades da zona rural de Marabá, Helder Barbalho assinou um contrato de projeto para melhoria da estrada do Rio Preto, uma vicinal importante para a população local.

Como a estrada é responsabilidade do município, o Estado não pode executar obras na vicinal sem a parceria da Prefeitura. Por isso, após a conclusão do projeto, o governo pretende dialogar com a gestão municipal para viabilizar os serviços de recuperação da via.

Enquanto isso, um projeto tramita na Câmara Federal, em Brasília (DF), para que a estrada do Rio Preto seja federalizada e passe a integrar a Rodovia BR-222. (Jackie Carrera/Foto: Marco Santos)

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
Faça um comentário

Pará

Ação que pede cassação do mandato do senador Zequinha Marinho tem parecer favorável do MP

Publicado

em

Uma ação que pede ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) a cassação do mandato do senador Zequinha Marinho (PSC) teve parecer favorável do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral).

O órgão informou que concorda com as alegações da ação de investigação judicial eleitoral, que apontou, entre as irregularidades, o suposto desvirtuamento do uso de R$2,3 milhões da cota de gênero do fundo eleitoral nas eleições de 2018.

Ajuizada em 2019 pelo diretório paraense do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e pelo ex-candidato à reeleição a senador pelo partido no Pará, Flexa Ribeiro, a ação também pede cassação dos suplentes Arlindo Penha da Silva e Marinho Cunha, além da cassação do diploma da suplente de deputada federal Júlia Marinho (PSC), esposa de Zequinha Marinho. Ela não chegou a ser eleita.

O parecer foi assinado pelo procurador regional Eleitoral Felipe de Moura Palha. Ele pediu ao TRE que seja decretada inelegibilidade de Zequinha e de Júlia Marinho por oito anos.

Em nota enviada pela assessoria, o senador Zequinha Marinho afirma que a campanha eleitoral dele e de Júlia Marinho foi “inteiramente lícita em todos os aspectos, especialmente, quanto à arrcadação, recursos e despesas (…)”.

O MP Eleitoral informou que, de acordo com a legislação, os recursos provenientes da cota de gênero do fundo eleitoral repassados pelo partido à então candidata a deputada federal Júlia Marinho deviam ser aplicados pela candidata no interesse da sua candidatura ou de outras candidaturas femininas, sendo ilegal o uso desses recursos para financiar candidaturas masculinas.

De acordo com as investigações, a campanha de Júlia Marinho, mesmo sendo paga com recursos da cota de gênero, destacou o marido da beneficiada, o então candidato a senador Zequinha Marinho.

A prática, ainda segundo o MP, viola totalmente a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe a utilização da cota de gênero do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para bancar campanha de candidato do gênero masculino.

Na análise da prestação de contas da então candidata, foi indicado que a maior parte das despesas com material de publicidade por material impresso beneficiou candidatos do gênero masculino e que o candidato Zequinha Marinho foi o mais beneficiado.

Para o MP Eleitoral, “as provas coletadas na investigação evidenciam que a candidatura de Júlia Marinho não foi beneficiada pelos recursos da cota de gênero do fundo eleitoral, e sim serviu apenas como fonte de grande volume de recursos para candidatos do gênero masculino, em especial Zequinha Marinho”.

“Nenhum dos candidatos masculinos beneficiados com recursos da cota de gênero feminino do FEFC logrou êxito em demonstrar em sua prestação de contas de campanha de 2018 (tampouco a candidata investigada) que as doações financeiras recebidas foram concreta e efetivamente revertidas em favor da candidatura feminina” destaca a manifestação.

“Não é demais pontuar que o artigo 19 da Resolução TSE nº 23.553/2017 se insere nas políticas de ação afirmativa de gênero em favor da promoção e incentivo da participação da mulher na Política brasileira que, conquanto represente a maioria da população, há muito sofre de subrepresentatividade nas instâncias decisórias do país, de modo a perpetuar e naturalizar uma cultura de desigualdade de gênero”, complementa.

Outras irregularidades

O parecer também cita que outras ilegalidades nas campanhas de Zequinha e Júlia Marinho foram detectadas. De acordo a investigação, as duas campanhas simularam a assunção de dívida e utilizaram caixa dois.

O MP afirma que “Zequinha Marinho realizou gastos que não foram declarados na prestação de contas de campanha e tentou mascarar e ludibriar a realidade de despesas realizadas com pessoal”. Entre os gastos não declarados o MP cita:

  • despesas com a realização de comícios,
  • montagem e iluminação de palco,
  • sonorização,
  • produção de jingle,
  • filmagem e fotografia de eventos,
  • utilização de carros e trio elétrico.

“Notadamente quando analisadas as referidas condutas ilícitas de forma conjunta, resta inconteste a gravidade dos fatos e circunstâncias a caracterizarem no caso o abuso de poder político-econômico dos investigados, a prejudicar a legitimidade, normalidade e lisura das eleições”, aponta o parecer.

Continue lendo

Pará

PALESTINA: Ex-prefeito Zé Batista morre

Publicado

em

O ex-prefeito de Palestina do Pará, município da região de Carajás, no estado do Pará, José Alves Batista, popularmente conhecido como Zé Batista, morreu neste sábado, 23. Zé Batista é pai da ex-deputada estadual paraense, Tetê Santos e avô do atual prefeito de Palestina, Cláudio da Tetê.

Zé Batista morava atualmente em Araguatins, cidade onde possuía grande laços de amizade.

Continue lendo

Pará

Pará recebe 49 mil doses da vacina Astrazeneca e interior terá prioridade na imunização

Publicado

em

Pela primeira vez, o Pará recebe a vacina produzida pela Oxford/AstraZeneca contra o novo Coronavírus. A carga com 49 mil doses dos imunizantes foi recebida neste domingo, (24), no Aeroporto Internacional de Belém pelo governador Helder e pela equipe técnica de governo. 

“Nesse momento, estamos recebendo as 49 mil doses de vacina, todas serão encaminhadas ao interior do Estado. Com essa chegada estaremos garantindo a vacinação de 63% de todos os profissionais de saúde do Estado. Vamos priorizar essa carga para as regionais do interior do Estado”, explicou Helder.

O governador destacou ainda que a estratégia, nesse momento, é fortalecer o oeste paraense. A região já enfrenta uma segunda onda de contaminação pela doença, devido à proximidade com o estado do Amazonas. 

“Vamos priorizar os 10 municípios da Calha Norte, que estão na divisa com o estado do Amazonas. Nessas cidades já se inicia a imunização de pessoas acima de 80 anos, faixa considerada mais suscetível  ao vírus e que podem precisar de serviços médicos como internações e de leitos de UTI”, afirmou Helder.

Durante a chegada da nova remessa de vacinas, Helder Barbalho adiantou que um terceiro lote do imunizante pode ser enviado ao Pará, ainda esta semana, com novidades. O governador paraense solicitou um quantitativo extra de doses para municípios próximos ao estado do Amazonas.

“A expectativa que nos foi repassada pelo Ministério da Saúde é que nos próximos dias será iniciada a distribuição de 900 mil doses. O Pará receberá uma parte dessa quantidade, com um detalhe, solicitamos que o Ministério da Saúde possa disponibilizar um fundo para os estados que estão tendo uma maior pressão por vacina ou de percentual de população contaminada. Assim, além do Pará receber a parcela prevista, aguardamos um incremento do fundo de reserva para os estados vizinhos ao Amazonas”.

O lote entregue ao Pará neste domingo é considerado o segundo maior destinado a um estado da região Norte. A quantidade encaminhada aos paraenses só fica atrás das 132,5 mil doses destinadas  ao estado do Amazonas, que ainda vive um momento de crise na saúde pública.

De passagem por Belém e aguardando o voo com destino a Manaus, o marceneiro Pedro de Souza avaliou positivamente a chegada das vacinas. “Acho importante que a vacina chegue logo. É bom que assim, no momento certo, nós vamos nos imunizar”.

LOGÍSTICA

Com a entrega deste domingo é a segunda leva de vacinas contra Covid-19 que chega ao Pará. A primeira ocorreu último dia 18, quando o estado recebeu 173 mil doses da CoronaVac. Logo após a chegada dos imunizantes neste domingo, o governo do Estado providenciou um plano logístico para iniciar o repasse das vacinas. A expectativa da Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social (Segup) é continuar com a logística da entrega anterior. 

“Dando continuidade à logística de recebimento e distribuição de medicamentos, o sistema de segurança pública atuará da mesma forma que na primeira remessa, tanto com o apoio dos voos, lanchas, viaturas no meio terrestre, para que a gente dos municípios do Pará receba a vacina o mais rápido possível. Priorizando as regiões que apresentam maior necessidade, a exemplo do oeste do Pará.  Porém, o Graesp irá atuar como da primeira vez, levando uma boa parte da vacina pela via aérea, e as demais forças atuando também pela via terrestre e fluvial”, explicou o titular da Segup, Ualame Machado.

O secretário de Estado de Saúde Pública (Sespa), Rômulo Rodovalho, disse que as doses recebidas serão utilizadas na imunização dos grupos prioritários, seguindo o Plano de Imunização.  “Com essa segunda rodada de vacinas, o Pará dá continuidade à vacinação dos grupos prioritários, que são os profissionais de saúde, idosos acima de 80 anos e os indígenas. Conforme definido dentro da estratégia nacional do Plano de Imunização da população. A continuidade do processo de vacinação é de suma importância para a estratégia de vencimento do novo coronavírus”, avaliou Rodovalho. 

PLANO 

O primeiro lote de vacinas foi entregue ao estado do Pará no último dia 18 de janeiro. Na primeira remessa foram enviadas 173 mil e 240 doses, 48,680 mil das quais à população indígena paraense. No primeiro momento, os imunizantes também foram direcionados aos profissionais da Saúde que atuam na linha de frente, conforme previsto no Plano Paraense de Vacinação Contra a Covid-19.

O plano desenvolvido pela Sespa prevê ainda que a campanha de vacinação ocorrerá, simultaneamente, em todos os 144 municípios do Pará, e os grupos serão cumulativos no decorrer das etapas definidas. 

FASES 

1ª Fase: trabalhadores de Saúde; pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e indígenas aldeados. 

2ª Fase: profissionais da Segurança Pública na ativa; idosos de 60 a 79 anos de idade; idosos a partir de 80 anos e povos e comunidades tradicionais quilombolas. 

3ª Fase: pessoas com comorbidades (doenças como diabetes, hipertensão e obesidade);

4ª Fase: trabalhadores da Educação; Forças Armadas; funcionários do sistema penitenciário; população privada de liberdade e pessoas com deficiência permanente severa.

Continue lendo
publicidade Bronze