As obras de adequação da estrutura física do Hospital Materno Infantil (HMI) para a implantação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, estão previstas para serem concluídas em 60 dias. O serviço vai possibilitar melhoria no atendimento aos recém-nascidos que precisarem de cuidados especiais, sobretudo, os prematuros e aqueles com baixo peso.

O secretário de saúde, Luciano Dias, explica que para viabilizar as obras foi necessário realocar a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) para outro espaço dentro do próprio hospital. Segundo o secretário, a Prefeitura já avançou com a aquisição dos equipamentos, como incubadoras, monitores cardíacos, monitores respiratórios, cateteres, dentre outros. Parte deles foram adquiridos em parceria com o governo do estado e outra parte com recursos próprios do município.

No total, a UTI Neo terá 10 leitos, uma vez que o Hospital já contava com quatro leitos de UCI, e agora serão implantados mais quatro leitos de UTI e duas Unidades Mãe Canguru. Esta última permitirá o contato dos bebês prematuros com o pais, pele a pele, no mesmo ambiente hospitalar até a alta.

“Com a implantação dos novos leitos, todas as crianças que precisarem de um cuidado especial, intensivo serão tratadas aqui dentro do materno, sem necessidade de aguardar novos leitos no Hospital Regional ou outro local do estado, sem necessidade de transferência e isso facilita os cuidados, melhora a qualidade de vida das crianças”, enfatiza o secretário de Saúde.

Atualmente a UCI atende em média 27 bebês por mês, sendo 44,4% destes, de gestantes vindas de outros municípios da região. A maternidade que é referência no sudeste paraense realiza cerca mil atendimentos mensais, 60% são internações. Ao todo, são feitos 500 partos, a maioria deles de forma natural e com êxito.

A Valéria Coelho, 20 anos, ainda está se acostumando com a chegada da pequena Larissa Maitê, de apenas 4 dias. A menina nasceu com o peso de 2,5 kg em um parto cesáreo. Mãe e filha tiveram um processo tranquilo e já aguardavam alta pra irem para casa. “Não estava esperando a hora dela nascer ainda, veio antes, mas nasceu bem, graças a Deus. Quando cheguei aqui perdi o medo, vi que o atendimento estava muito bom”, disse a jovem mãe.

Quem também comemora o nascimento da segunda filha é Eliene Dias. Ela conta que a pequena Eliana nasceu antes de completar os nove meses, depois que os médicos do HMI perceberam que a neném poderia correr risco de morte. “O médico pediu pra avaliar, não tinha mais espaço pra ela se mexer, estava sufocando na barriga, então fizeram a cesárea. O atendimento foi muito bom”, afirmou a mulher de 31 anos, moradora da Folha 17. (Leydiane Silva/Fotos: Paulo Sérgio)

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