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Pará

MARABÁ: Hospital Regional amplia serviço de hemodiálise

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Neste sábado, 8, o serviço de hemodiálise foi ampliado no sudeste do Pará, com a entrega do primeiro bloco do projeto de reforma e ampliação do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. Com mais de 900 metros quadrados construídos, três andares e mais de R$ 5 milhões investidos em sua construção e aquisição de equipamentos, o prédio abrigará além de 20 máquinas de hemodiálise, a área administrativa e o Centro de Ensino e Pesquisa, o que amplia a vocação da unidade, que passa a ser um centro formador de profissionais da saúde na região.

A cerimônia de entrega reuniu autoridades, como o secretário de Estado de Saúde Pública do Pará, Vitor Mateus; o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda Filho; o presidente da Câmara Municipal de Marabá, Pedro Corrêa; o diretor Operacional da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar no Pará, Rogério Kuntz, e o diretor Hospitalar da Unidade, Valdemir Girato, além de representantes dos 22 municípios de abrangência do hospital.

Antes do discurso dos representantes envolvidos nesta conquista, foi feita a apresentação de canções com instrumentistas da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM), composta por 15 integrantes que envolveram o público presente que apreciou as melodias apresentadas para a solenidade.

De acordo com o secretário Vitor Mateus, como em 2006 quando o HRSP foi inaugurado, a entrega do novo bloco é mais um marco para a saúde no Pará. “Há 20 anos, o atendimento de média e alta complexidades era feito somente na capital. Nosso desejo era ter uma estrutura mais próxima das pessoas. Com isso, planejamos um projeto de descentralização da saúde, que iniciou com a implantação do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, e do Hospital Regional de Marabá, o primeiro no interior do Estado. Hoje, já são 17 hospitais de média e alta complexidades fora da capital”, explicou o secretário.

Para o secretário regional de Governo no sudeste do Pará, Jorge Bittencourt, essa conquista é de alegria. “Em um momento em que o país passa por uma crise, com a diminuição dos serviços e atendimentos em diversas áreas, a nossa mesorregião possui cinco hospitais regionais funcionando e tendo os seus serviços ampliados, seja em transplante ou em hemodiálise. Para nós, isso é motivo de muita alegria”, afirmou o gestor, que fez referência às Unidades de Redenção, Tucuruí, Conceição do Araguaia, Marabá e Paragominas.

Durante a solenidade, realizada no auditório do novo bloco, o diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará, Rogério Kuntz, comentou sobre a importância da ampliação do HRSP. “O que estamos vivendo hoje é extremamente importante, uma vez que o hospital tem 12 anos de funcionamento, a população cresceu nesse período, assim como as novas tecnologias surgiram para avançar no atendimento em saúde e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ressalto que a saúde é um segmento complexo, em que não basta ter apenas o conhecimento, mas também são necessários capacidade de execução e aporte de recurso. Então, o modelo de gestão que temos hoje, com a participação de organizações de saúde, tem sido fundamental para a execução dessas atividades”, disse Kuntz.

Já o diretor Hospitalar do HRSP, Valdemir Girato, reforçou o papel dos profissionais da unidade nesse processo. “Agradeço a todos que se dedicam integralmente para cuidar dos pacientes na unidade, com segurança e excelência. Agradeço também, a todos os operários que estiveram envolvidos com essa obra, colocando tijolinho por tijolinho desse espaço que salvará muitas vidas. É uma vitória para todos nós o dia de hoje”, ponderou Girato.

Próxima etapa

No Hospital Regional de Marabá, o serviço de hemodiálise funcionará em três turnos, beneficiando 114 pacientes e produzindo cerca de 1.500 sessões mensais. O início do serviço está previsto para o próximo semestre. Já o Centro de Ensino e Pesquisa garantirá a abertura de programas de residência médica dentro da região.

Além disso, a abertura do novo espaço dará prosseguimento a uma outra etapa do projeto de reforma e ampliação. É que onde atualmente funciona a administração do Hospital será construída a área da hemodinâmica, outro importante serviço que será implantado na unidade, o primeiro a ser ofertado na região pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Também fazem parte da segunda etapa do projeto, a ampliação do número de leitos da unidade, que passará dos atuais 115 para 146, além de um novo bloco de apoio e logística, uma Unidade de Cuidados Intermediários, com seis leitos, o Acolhimento, com seis leitos, e mais uma sala no Centro Cirúrgico, aumentando a capacidade de cirurgia em 60%.

Até a finalização da obra serão investidos cerca de R$ 28 milhões para a ampliação dos serviços de média e alta complexidades do hospital. Sobre a Unidade Referência em atendimento de média e alta complexidades, o Hospital Regional do Sudeste do Pará possui 115 leitos, sendo 77 de Unidades de Internação e 38 de Unidades de Terapia Intensiva. Abrange uma população superior a 1 milhão de habitantes em 22 municípios paraenses.

Com perfil cirúrgico e habilitação em Traumato-Ortopedia pelo Ministério da Saúde, a instituição oferece atendimento gratuito nas especialidades de Cardiologia, Cirurgia Buco-maxilo-facial,Cirurgia Plástica Reparadora, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Fisioterapia, Infectologia, Medicina Intensiva adulto, pediátrica e neonatal, Nutrição, Obstetrícia de Alto Risco, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Urologia, Neurocirurgia, Terapia Ocupacional, Traumato-ortopedia, Nefrologia e Anestesiologia.

De janeiro a novembro de 2018, a unidade realizou mais de 160 mil atendimentos, entre internações, consultas especializadas, exames, cirurgias e atendimentos multiprofissionais. A média de satisfação dos usuários nesse período é de 97,4%. (Aretha Fernandes)

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Pará

Governo do Pará regulamenta lei para regularização fundiária e combate à grilagem e ao desmatamento

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Estabelecer critérios técnicos e procedimentos para regularização fundiária em áreas urbanas e rurais e, consequentemente, combater o desmatamento e a ocupação irregular de terras. Com esse objetivo, o governador Helder Barbalho assinou, na tarde desta quarta-feira (25), em solenidade no Palácio dos Despachos, em Belém, os decretos 1.190 e 1.191, que regulamentam a Lei Estadual nº 8.878, aprovada pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) em 2019.

Os novos decretos permitem ao Estado avançar na regularização de terras já ocupadas por pequenos, médios e grandes produtores, desde que estes estejam dentro do perfil e atendam aos critérios estabelecidos. A medida não vale para processamento e análise dos pedidos de regularização fundiária de áreas rurais compostas integralmente com cobertura florestal primária, que deverão ser submetidos a outros procedimentos para concessão do uso sustentável.

As competências para coordenar, normatizar e supervisionar o processo de regularização fundiária de áreas rurais em terras do território paraense, e também para expedir os instrumentos de titulação, serão de responsabilidade técnica do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). A regularização em Assentamentos Sustentáveis (AS), Assentamentos Extrativistas (AE) e remanescentes das comunidades quilombolas (TEQ) serão previstas em decretos próprios.

Dependendo do tamanho da área, o processo de regularização de terras públicas estaduais só será validado com aprovação da Alepa e do Congresso Nacional. Solicitação de regularização em área rural de até 1.500 hectares será feita pelo Iterpa. A aprovação de regularização de área entre 1.500 e 2.500 hectares será processada pelo Iterpa e validada com prévia autorização da Assembleia Legislativa. Já os pedidos de regularização acima de 2.500 hectares serão processados pelo Instituto de Terras e a expedição do título dependerá de autorização do Congresso Nacional.

Demanda histórica – O governador Helder Barbalho ressaltou que, além da preservação do meio ambiente e da possibilidade de identificar e punir quem explora os recursos naturais de forma predatória e irregular, os decretos, associados a outras ações do governo do Estado, auxiliarão o desenvolvimento sustentável do Pará.

“Estamos cumprindo uma etapa fundamental para a consolidação de uma missão estratégica de nosso governo. Uma demanda histórica. Fato que é um assunto complexo, que atrai a pluralidade de opiniões. Porém estamos sinalizando para a sociedade paraense que, efetivamente, estamos no caminho para garantir direitos e um futuro melhor, priorizando o desenvolvimento sustentável em nosso Estado” – Helder Barbalho.

 para evitar qualquer tipo de possiblidade de regularizar grileiros de terras ou mero especuladores. Essa legislação é para quem, de fato, produz e quer ajudar a desenvolver o Estado”, reiterou.

“A partir de agora, consolidamos entendimentos e estabelecemos os novos procedimentos para tornar a regularização fundiária, as atividades agrárias e não agrárias, mais eficientes. Essa lei é extremamente moderna e traz conceitos que trabalham a valorização da floresta em pé. O conceito da década de 1970, que orientava desmatar 50% da área para obter o título, agora não se exige mais. A floresta serve para realização de novos negócios sustentáveis previstos no Código Florestal”, completou Bruno Kono.

Decisão coletiva – O empresário Carlos Fernandes Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), disse que o tema é um antigo objeto de debate do setor agropecuário. “Temos hoje uma quantidade significativa de pequenos, médios e grandes produtores. Esse decreto de hoje é fruto de uma grande discussão. Portanto, é uma decisão tratada de forma coletiva, onde o produtor terá o seu título e vai fazer com que a terra cumpra sua obrigação e papel fundamental de produzir e, por consequência, gerando desenvolvimento e renda para o Estado, principalmente em um momento de pandemia, em que o mundo está precisando de alimento”, reforçou.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O’de Almeida, a regularização fundiária é uma ferramenta estratégica para a preservação e conservação do meio ambiente.

“Para fazer a regularização ambiental é necessária a regularização fundiária. Elas andam juntas. Portanto, cada vez mais que conseguirmos fazer a regularização fundiária mais conseguiremos fazer a correção dos passivos ambientais de áreas de reservas legais e, por consequência, o plano de recuperação de áreas degradadas” – Mauro O’de Almeida, titular da Semas.

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Pará

Pará registra 269.057 casos e 6.892 óbitos de Covid-19

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A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) confirmou nesta quinta-feira (26) mais 533 novos casos de infectados com o novo coronavírus e 8 óbitos. Agora, são 269.057 casos e 6.892 óbitos no estado.

De acordo com o boletim, são 77 novos casos de Covid-19 e 3 óbitos cadastrados dos últimos sete dias. Em relação à subnotificação das prefeituras, foram confirmados mais 456 casos e 5 óbitos acontecidos em dias anteriores.

O Pará possui, até então, 251.449 recuperados, 37.034 casos descartados e 732 casos em análise.

Em relação à ocupação de leitos na rede estadual, o Pará tem 35% dos leitos clínicos e 57% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

De acordo com a Sespa, já foram realizados 437.419 testes rápidos e 97.457 testes de PCR para Covid-19, até então.

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Pará

Pará lidera geração de empregos formais na região Norte em outubro

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O Pará foi o maior gerador de empregos formais entre todos os estados da região Norte em outubro deste ano. Pelo quinto mês consecutivo, o Estado voltou a apresentar crescimento com a geração de 9.480 postos de trabalhos em vários setores econômicos, com destaque para o comércio, serviços e indústria. A pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), e com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foi divulgada nesta quinta-feira (26). 

“Todos nós sabemos do choque que a pandemia da Covid-19 gerou sobre a economia brasileira, os baixos níveis de ocupação e a elevada taxa de desocupação. Apesar deste cenário, o Pará tem se destacado com a manutenção de um cenário positivo com aumento de postos de trabalho formais e o melhor resultado entre os estados da região Norte. Isso se dá em função da iniciativa posta pelo governo do Estado através do Retoma Pará que, com muita responsabilidade e cautela, possibilitou que obras fossem iniciadas, que empresas que estavam em processo de abertura de loja ou contratação retomassem as contratações, e que atividades de serviço fossem desenvolvidas. O saldo de 9.480 postos de trabalho é resultado de um trabalho em conjunto, que ao longo deste ano o governo do Pará conseguiu manter, pensando em um único agente: o povo paraense”, destaca Inocêncio Gasparim, titular da Seaster.

Segundo o estudo do Dieese/PA, em outubro deste ano, pelo quinto mês consecutivo, foram feitas em todo o Pará, 29.442 admissões contra 19.962 desligamentos, gerando um saldo positivo de 9.480 postos de trabalhos formais. No mesmo período do ano passado, o Estado também apresentou crescimento, só que bem menor que o verificado este ano. Naquela oportunidade, foram 24.558 admissões, contra 21.837 desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.721 oportunidades.

Ainda de acordo com o estudo, no mês passado, todos os setores econômicos do Estado apresentaram crescimento na geração dos empregos formais, com destaque para o comércio, com a criação de 3.179 postos de trabalhos, seguido do setor serviços com a geração de 2.879 postos. Logo em seguida aparece a indústria, com a criação de 1.636 novas vagas, construção civil com 1.346 postos de trabalhos, e setor agropecuário com a geração de 440 postos.

Entre todos os estados da região Norte, o Pará lidera a geração de empregos com a criação de 9.480 postos de trabalhos, seguido do Amazonas com a geração de 5.669 postos de trabalhos; Rondônia, com a geração de 1.635 postos de trabalhos; Tocantins, com a geração de 1.504 postos; Acre, com a geração de 860 novos postos; Amapá, com a geração de 837 postos, e Roraima, com a criação de 673 novos empregos. Em todo o Norte, foram feitas 67.752 admissões contra 47.094 desligamentos em outubro, gerando saldo positivo de 20.658 postos de trabalhos formais.

“Estes dados colocam o Pará como o 10º estado brasileiro na criação de empregos formais. Quando nós comparamos essa somatória do período de janeiro até outubro deste ano, o Pará já gerou 32 mil postos de trabalho. É fundamental e importante esses números porque, em tempos de pandemia, todos os grandes setores da economia paraense conseguiram apresentar resultados positivos de empregos formais. Não podemos esquecer que o Pará tem o melhor resultado entre os estados da região Norte e os protocolos de segurança que o Estado adotou logo no começo da pandemia deram um fôlego para essa retomada, então, a expectativa é que cada vez mais tenhamos uma abertura maior da economia e, consequentemente, mais pessoas chegarão ao mercado de trabalho”, observa Everson Costa, técnico do Dieese/PA. 

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