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Pará

Marabá, Parauapebas e Canaã se destacam no PIB paraense

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O Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Pará apresentou crescimento real de 4,1% em 2014, alcançando um valor de R$ 124,585 bilhões e um PIB Per Capita de R$ 15.431, de acordo com dados do PIB dos Municípios de 2014 (ano de referência 2010), divulgados na última quarta-feira, 14, pela Fundação Amazônia de Amparo e Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponibilizada pela ótica da produção, em nível municipal, comparável aos demais municípios do Brasil.

A variação nominal do PIB em relação a 2013 foi de 2,77%. A metodologia do cálculo foi desenvolvida pelo IBGE em conjunto com os órgãos de Estatística e Secretarias de Planejamento Estaduais. Essa metodologia consiste em distribuir, de forma descendente, o Valor Adicionado (VA) calculado para o Pará por seus municípios, segundo suas atividades econômicas, e para as Regiões de Integração do Estado.

De acordo com a diretora de estatísticas da Fapespa, Glaucia Moreira, os dados divulgados são de extrema importância para a sociedade em geral. “Com isso, a partir de um dado que você está vendo que foi realizado e calculado como um dado consolidado você consegue planejar, identificar que no estado algumas atividades estão ganhando participação, e assim poderá direcionar melhor o seu planejamento seja ele em investimento ou ações públicas”, explicou.

Dentre os dados apresentados, os municípios com maiores participações na taxa estadual foram Belém com 23%; Parauapebas, que registrou 12,5%; Marabá com 5,1%; Ananindeua, que apresentou 4,6%; e Altamira com 3,2%. Além disso, Barcarena (3,12%), Santarém (3,04%), Tucuruí (2,37%), Canaã dos Carajás (2,26%) e Castanhal (2,18%), somaram uma contribuição de 61,39% para o resultado final do PIB do estado.

Entres os setores econômicos, a agropecuária, com crescimento real de 4,47% em 2014, foi influenciado pelo desempenho de três atividades do setor, com destaque para a agricultura que contribuiu com 56% do valor adicionado e apresentou crescimento real de 5,73%.

O setor da indústria, com crescimento real de 7,12%, teve a maior variação em volume entre os setores. As atividades com destaque foram a Extrativa Mineral e a Construção, que apresentaram taxas de crescimentos de 11,75% e 3,54%, respectivamente. Além disso, o setor da indústria apresentou predominância em sete municípios com destaque para Canaã dos Carajás com 73,5%.

O setor de Serviços registrou 1,99%, sendo o único a apresentar um crescimento real abaixo do PIB. As duas principais atividades do setor que cresceram em volume foram Administração Pública com 0,79% e o Comércio com 4,86%. O melhor desempenho do setor ficou com a atividade de Artes, recreação e outros serviços com 11,65%.

Considerando o PIB Per Capita, entre os municípios que tiveram maior destaque estão Canaã dos Carajás com R$ 86.821 e Parauapebas com R$ 84.910. Pode-se perceber que os municípios de Canaã dos Carajás e Parauapebas trocaram de posições no ranking municipal, já que no ano de 2013 a 1ª colocação foi conquistada por Parauapebas. Isso se deve pelo crescimento de 3,35% do setor de Serviços alcançado por Canaã dos Carajás. (Edson Oliveira)

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Pará

Helder Barbalho tem bens bloqueados por suspeitas de irregularidades com recursos da Covid

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A Justiça do Pará mandou bloquear os valores financeiros em nome do governador do Pará Helder Barbalho e de outras pessoas citadas na Ação Civil Pública de improbidade administrativa durante a pandemia.

A ação é decorrente da compra de bombas de infusão da empresa SKN do Brasil, destinados ao combate da Covid-19.

O Ministério Público do Estado do Pará ajuizou, na última sexta-feira (9), Ação Civil Pública de improbidade administrativa contra o governador Helder Barbalho, servidores da administração estadual e representantes da empresa SKN do Brasil. Na última segunda-feira (12), a decisão assinada pela juíza Marisa Belini de Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda de Belém, determinou o bloqueio de valores financeiros encontrados em nome dos requeridos em contas bancárias, até o valor de R$2.186.613,50.

A ação também pediu o afastamento de Helder Barbalho do cargo de governador, mas esse pedido foi indeferido, assim como a quebra do sigilo bancário e fiscal dos réus.

Segundo a ação, além da indisponibilidade de bens os réus devem fazer o pagamento de danos morais coletivos pelos prejuízos causados aos cofres públicos que ultrapassam R$ 12 milhões. A ação é assinada pelo procurador-geral de justiça, Gilberto Valente Martins.

Foram denunciados também o secretário da fazenda Estadual, René de Oliveira e Sousa Júnior; a coordenadora executiva regional de administração tributária, Lilian de Jesus Pena Viana Nogueira; o auditor fiscal, Wilton dos Santos Teixeira; a empresa SKN do Brasil Importação e Exportação de Eletroeletrônicos LTDA; o procurador da empresa, André Felipe de Oliveira da Silva; os sócios Felipe Nabuco dos Santos e Márcia Velloso Nogueira; o contador contratado pela empresa Thiago Dendena; e o parceiro da empresa Glauco Octaviano Guerra.

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Pará

MARABÁ: Pacientes com Covid-19 podem precisar de transfusão de sangue

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Um levantamento realizado pela Agência Transfusional do Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, revela que nos primeiros três meses de 2021 a unidade precisou utilizar 533 bolsas de sangue. Desse total, 20% foram destinados aos pacientes em tratamento pela Covid-19 no HRSP.

Desde o início da pandemia, o Regional do Sudeste do Pará é referência para 22 municípios no combate ao novo coronavírus, cuidando de pacientes graves da doença na região. Em alguns casos, principalmente devido a comorbidades, pacientes desenvolvem complicações que necessitam de transfusão sanguínea.

Gustavo Ramos, biomédico do HRSP, explica que esse percentual significativo de transfusões em pacientes com à Covid-19 está relacionado com o agravamento da doença, principalmente aos distúrbios de coagulação, que resulta em transfusões.

“Recebemos muitos pacientes em estado grave, que são do grupo de risco e que possuem doenças crônicas, aumentando assim a nossa demanda por transfusões. O paciente com Covid-19 e que necessita de transfusão utiliza, em média, três bolsas de sangue”, ressaltou.

Campanha de doação de sangue

O HRSP realiza regularmente campanhas de doação de sangue como o projeto “Caravana Solidária”, que estimula os colaboradores da instituição a irem voluntariamente a Fundação de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), para realizar o gesto de solidariedade.

Organizada pela Comissão de Humanização e Pastoral da Saúde do hospital, a caravana busca contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue do Hospital, que teve uma queda nas doações durante a pandemia.

Segundo Flavia Fernandes, analista de Humanização do HRSP, devido à Covid-19, as tradicionais campanhas de doação de sangue foram substituídas por caravanas, que levam os colaboradores até o Hemopa para fazer a sua doação.

“Devido à pandemia, a caravana é realizada em pequenos grupos, obedecendo todas as recomendações dos órgãos de saúde. O HRSP leva os colaboradores até o Hemopa, proporcionando assim, que vidas sejam salvas com essas doações”, explica a analista.
O HRSP é uma unidade do Governo do Pará, gerenciado pela entidade filantrópica Pró-Saúde. Ao todo, o Regional do Sudeste do Pará conta com 115 leitos, sendo 52 leitos exclusivos para os casos mais graves do novo coronavírus.

A unidade presta atendimento 100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sendo referência para mais de 1 milhão de pessoas no Pará.

Saiba como doar

Para doar sangue, é necessário preencher alguns requisitos básicos:

• Ter idade entre 16 e 69 anos (pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem doado antes dessa idade; menores de 18 precisam estar acompanhados de responsáveis ou com formulário de autorização);
• Pesar no mínimo 50 kg;
• Estar em repouso e ter dormido no mínimo 6 horas nas últimas 24 horas;
• Evitar estar de jejum e alimentos gordurosos nas últimas horas. Em casos de refeições fartas no almoço ou jantar, doar após 3 horas;
• Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
• Não ter praticado exercícios físicos nas últimas 24 horas.

Os interessados em doar e que já tiveram Covid-19, deve esperar 30 dias após a recuperação. E quem teve contato com pessoas que tiveram a doença, precisa aguardar 14 dias após o contato.

Caso seja um possível doador, basta ir até o Hemopa da sua região e doar. Em Marabá, o Hemocentro Regional está localizado na Rodovia Transamazônica, Quadra 12, s/n (Agrópoli do Incra). Será necessário apresentar um documento de identificação oficial, original e com foto (RG, CNH, Passaporte ou Carteira de Trabalho).

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Pará

Pará segue com crescimento de empregos no segmento da Indústria

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A empregabilidade formal na indústria paraense cresceu em fevereiro de 2021, indicando resultados de esforços como o Programa RetomaPará. É o que indica o levantamento do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). O setor apresentou saldo de 281 postos de trabalho frente 3.101 admissões e 2.820 demissões, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

Titular da Seaster, Inocencio Gasparim, destacou o novo pacote econômico do Governo do Estado, como forma de estimular as atividades, revertendo os resultados em emprego e renda. “O Estado tem se adiantado com propostas e projetos econômicos, principalmente aos mais vulneráveis. Porém, sabemos que todos os setores têm sentido dificuldades e cabe a nós impulsionar este processo de retomada. O novo pacote econômico apresentado pelo Governo, com R$ 500 milhões para reduzir os impactos da pandemia em vários setores, nos dá possibilidades de um cenário mais positivo”, afirmou o secretário.

Especificamente para o setor de transformação, o governo estadual concedeu 90% de isenção sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Como todas essas empresas garantem 75% de redução de Imposto de Renda, elas têm todo o incentivo para continuar produzindo. À medida em que vacinamos a população, conseguimos trazer a normalidade de volta e expandir o plano de retomada econômica. Certamente, teremos a continuidade de obras públicas, de investimentos e outros fatores positivos que contribuem diretamente na manutenção desse crescimento”, acrescentou Gasparim.

Everson Costa, técnico do Dieese, avalia que o segundo ano de pandemia implica em dificuldades extremas para todos os setores econômicos do mundo todo. Entretanto, é possível observar comportamentos diferentes conforme as especificidades locais.

“A indústria tem uma dinâmica diferente aqui no estado, praticamente está ligada aos setores extrativista e mineral, que cresce cada vez mais a passos largos diante da verticalização do que é produzido no campo também. Temos a produção de cacau, açaí, o agronegócio, ou seja, temos espaço para crescer. E as atividades tradicionais de mineração também ganham formulação e estruturação”, pontuou o representante do Dieese.

A pesquisa indica ainda que o Pará foi o estado da região Norte que mais empregou no setor com saldo de 5.757 postos formais, nos últimos 12 meses, mesmo com a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. Entre os meses de março de 2020 e fevereiro de 2021 foram admitidos 39.429 e demitidos 33.672 trabalhadores. “É o melhor resultado no comparativo em relação aos demais estados da região Norte. Percebemos que a indústria paraense está conseguindo reagir mesmo com as adversidades colocadas pela pandemia”, avaliou Everson Costa.

Nos dois primeiros meses de 2021, o segmento contratou 6.489 trabalhadores formais, enquanto houve desligamento de outros 5.926, resultando em um saldo positivo de 563 postos de trabalho. 

A previsão do Observatório é otimista para o segundo semestre. “Vários instrumentos foram elaborados na perspectiva de ter a retomada da economia. Este ano, com a injeção de vários recursos por parte do Estado também em programas, incentivos, e a continuidade do programa de retomada serão fundamentais para que a gente possa, após esse momento dessa segunda onda, ter a possibilidade de a indústria paraense reagir fortemente”, afirmou o técnico do Dieese.

“A torcida é para que esse segundo semestre tenhamos capacidade, investimentos e a condução fiscal do Estado aliado a uma série de programas dando resultado para continuar numa trajetória positiva para o setor. E para isso precisamos qualificar mão-de-obra e dinamizar a logística, trazendo mais emprego e renda para a população”, acrescentou o técnico do Dieese. 

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