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Pará

MARABÁ: População sofre sem cirurgias no Hospital Regional

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O Ministério Público do Estado do Pará, por meio da promotora de Justiça de Marabá, Mayanna Silva de Souza Queiroz, ingressou com Ação Civil Pública de obrigação de fazer com pedido de tutela de urgência antecipada em desfavor do Estado do Pará. O MP cobra do Estado adequações necessárias para o funcionamento do Hospital Regional Público do Sudeste do Pará Geraldo Veloso, localizado no município.

A ACP tem como base as reclamações realizadas pelos usuários do serviço público de saúde, que não conseguem realizar cirurgias vasculares intracranianas e nem suporte de hemodinâmica.

Técnicos do MPPA chegaram a fazer uma vistoria no hospital a fim de averiguar a estrutura física do espaço destinado à hemodinâmica e cirurgias neurológicas, bem como, verificar a aquisição/instalação de equipamentos destinados a esse no hospital. O laudo técnico confirmou a necessidade de adequações como, por exemplo, a dedetização da área destinada a preparação de acesso ao centro cirúrgico; reforma das paredes desse espaço a fim de sanar infiltrações; intervenção no piso e forro das salas de cirurgias; além da retirada da viga que separa o forro da sala de cirurgia 1.  O MP cobrou providências da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará, por meio de recomendações emitidas ao secretário.

Cirurgias neurológicas – O Hospital Regional do Sudeste do Pará também não dispõe dos equipamentos necessários para a realização das cirurgias neurológicas, mais precisamente microscópio, aparelho de ressonância magnética em bom estado e os serviços de hemodinâmica.

Em vista dessa carência, os pacientes têm sido encaminhados à Capital do Estado, no entanto, veem-se obrigados a aguardar moroso atendimento do serviço público de Tratamento Fora de Domicílio (TFD).  Outro fato grave é que os leitos de UTI ficam, em grande parte, ocupados com esses pacientes cirúrgicos que aguardam transferência para Belém, inviabilizando a rotatividade dos leitos de UTI.

Por essa conjuntura, o MP expediu e reiterou ofícios aos diretores do Hospital Regional, bem como, ao secretário de saúde pública do Pará a fim de obter informações a respeito do oferecimento ou satisfação da demanda não obtendo qualquer resposta efetiva.

O Hospital Regional Geraldo Veloso atende demanda de alta complexidade em saúde de 23 municípios, sendo uma das maiores regiões de saúde do Pará em número de pacientes, aproximando-se de 1 milhão, 277 mil, 117 habitantes, que atualmente padecem ante a falta de suporte em neurocirurgia. Frisando-se que dentre os hospitais regionais do Estado, o único que não conta com este serviço.

Na ACP o MPPA requer que o Estado viabilize em caráter de urgência a aquisição de microscópio cirúrgico para o hospital. Que no prazo de 10 dias, apresente a relação de pacientes de Marabá e região regulados para neurocirurgia e aqueles que dependem do suporte de hemodinâmica que foram transferidos para Belém, com planilha com tempo de espera e dos gastos com a remoção e atendimento desses pacientes, relativa aos últimos 5 anos. E apresente, também no prazo de 10 dias, um plano emergencial de atendimento que demonstre a sistemática e o fluxo para atendimento de toda a demanda atual e projetada de pacientes que necessitam de atendimento de neurocirurgia e suporte hemodinâmico, garantindo a realização dos procedimentos a serem efetuados no próprio município de Marabá no Hospital Regional Geraldo Veloso. O Estado também deverá concluir em 30 dias as obras do setor de hemodinâmica

Em caso de descumprimento das medidas propostas o Estado estará sujeito a multa de 10 mil reais por paciente desassistido. Esse valor será revertido à execução de projetos sociais locais, sem prejuízo às sanções penais decorrentes do crime de desobediência a serem aplicadas aos agentes responsáveis.

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Pará

Absurdo no interior do Pará. Criança de 9 ano é agredida e sofre violência sexual de próprios parentes

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Uma criança de apenas nove anos foi resgatada por moradores de Maracanã, no interior do estado do Pará, após sofrer torturas, cárcere e violência sexual, segundo o boletim de ocorrência realizado pelas pessoas que a encontraram na noite de sábado, 17.

A garotinha foi resgatada em situação deplorável, aparentando desnutrição, com  feridas por todo o corpo, cabeça raspada e muito magra. Na delegacia, a ocorrência foi registrada como estupro de vulnerável, maus-tratos e abandono material de incapaz.

A menina foi resgatada por pessoas da comunidade do bairro onde ela estava morando, de acordo com o boletim de ocorrência e de vídeos que circulam nas redes sociais. Dois homens, resgataram a menina e brigaram com outro homem, que também estaria tentando violentar a criança.

Muito assustada, chorando, ela conta que era agredida com chicote pelo casal onde ela morava e mostra as marcas das feridas nos braços,pernas, cabeça, rosto e até no olho. A situação absurda causou espanto nas pessoas que a socorreram, dado o nível de maus-tratos da garotinha.  

Eles acionaram a polícia e contaram que por volta das 4 h da madrugada encontrada a criança sem roupa, apenas de calcinha, deitada no chão, com vários hematomas. A criança contou que seu tio a teria colocado para fora da casa. Além do tio, um homem aparentando mais de 30 anos, suposto irmão da vítima a violentava sexualmente.

A Polícia Civil e Militar prenderam o casal de supostos tios da vítima em flagrante. J. A. S. da C. e sua mulher I. do E. S., estariam com a responsabilidade de cuidar da menina, após a mãe apresentar problemas de saúde e não poder criar a garotinha. 

Em vez de cuidar, eles praticavam todo tipo de maus tratos à criança, chegando ao absurdo de expulsar a criança de casa e obrigá-la a dormir na rua. Os dois estão presos na delegacia local.

O Conselho Tutelar foi acionado e em seguida a Promotoria de Justiça, que levaram a criança ao hospital municipal, onde ela se encontra em tratamento de saúde e para providências do exame de corpo de delito. (Com informações de RomaNews)

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Pará

Paysandu e Vila Nova empatam sem gols no Mangueirão

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Vila Nova e Paysandu ficaram no empate sem gols na noite deste domingo, em duelo da 11ª rodada da Série C. Mérito dos goleiros Fabrício e Paulo Ricardo, que se destacaram e mantiveram o placar de 0 a 0 no Mangueirão.

O Paysandu foi levemente superior ao Vila Nova. O time paraense finalizou mais e melhor que o adversário na etapa inicial. O goleiro Fabrício teve que fazer pelo menos duas intervenções importantes, aos cinco e aos 31 minutos. Do outro lado, Paulo Ricardo praticamente só assistiu ao jogo. Mesmo quando chegou ao ataque, o Tigre foi pouco incisivo. Rondou a área, trocou passes, alçou bolas, mas finalizou só duas vezes, ambas sem perigo.

No segundo tempo, porém, o panorama mudou. O Vila cresceu e passou a ser mais perigoso, sobretudo em jogadas de contra-ataque. O artilheiro Henan foi quem teve as melhores chances, mas parou na trave, aos 26 minutos, e em grande defesa de Paulo Ricardo, aos 27. O Paysandu respondeu aos 33, em cabeceio de Nicolas; Fabrício defendeu. Na reta final, as duas equipes caíram de rendimento e não conseguiram tirar o 0 a 0 do placar.

Além do goleiro Fabrício, a zaga do Vila, formada por Rafael Donato e Adalberto, confirmou o bom momento e fez jus ao fato de ser a defesa menos vazada da Série C. São apenas seis gols sofridos em 11 rodadas.

O Vila Nova segue na vice-liderança do Grupo A, agora com 20 pontos. Com 12, o Paysandu é sétimo colocado, mas ainda pode perder posições dependendo do resultado do jogo entre Manaus e Botafogo-PB, que acontece nesta segunda-feira. O Tigre volta a jogar só na outra segunda-feira (26), quando recebe o Ferroviário-CE no OBA. Antes, no sábado (24), o Papão visita o Treze no Amigão. (GE / Foto: Jorge Luiz)

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Pará

Pará registra 241.262 casos de Covid-19 e 6.682 mortes

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A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) confirmou neste domingo (18) mais 20 casos de Covid-19 e cinco mortes. Agora são 241.262 casos de Covid-19 e 6.682 óbitos no estado.

Segundo a Sespa, foram três novos casos e dois óbitos nos últimos sete dias, além de 17 casos e três óbitos de dias anteriores.

O Pará possui, até então, 225.770 recuperados, 27.748 casos descartados e 458 casos em análise.

Em relação à ocupação de leitos na rede estadual, o Pará tem 31.66% dos leitos clínicos e 55.6% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

De acordo com a Sespa, já foram realizados 384.620 testes rápidos e 53.648 testes de PCR para Covid-19, até então.

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