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Pará

MARABÁ: Vigilância Sanitária retoma rotina de vistorias e fiscalizações

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Com a pandemia do novo coronavírus controlada, a rotina na Divisão de Vigilância Sanitária de Marabá (Divisa) está voltando a sua normalidade, tendo como carros-chefes as vistorias para fins de licenciamento sanitário  e as fiscalizações para prevenção e promoção da saúde da população. É que durante a pandemia, a Divisa esteve à frente de ações de enfrentamento à covid-19, garantindo o cumprimento das normas sanitárias. Vale ressaltar que existem em torno de 3 mil estabelecimentos cadastrados pela Divisa do município, no entanto apenas metade procuraram o órgão para renovação da licença sanitária do exercício de 2021, sendo que o prazo venceu em março deste ano.

Caio Fernando Veloso, coordenador do Departamento de Habitação e Trabalho na Divisa em Marabá, explica que o órgão já está fazendo um levantamento para identificar quais estabelecimentos estão, de fato, funcionando de forma irregular, no que tange ao documento. Em especial setores de saúde, alimentação, medicamentos, estética e beleza. No entanto, ele ressalta a importância de qualquer segmento no cumprimento das normas sanitárias.  

“Existem algumas atividades que são obrigadas por lei a serem licenciadas, ter o documento. Bom deixar claro isso, mas todos são obrigadas a atender a legislação sanitária, cumprir com as normas. Os estabelecimentos que devem procurar a Divisa são aqueles previstos na lei, são inúmeros. Então o próprio empreendedor deve averiguar se ele se enquadra na necessidade do licenciamento, orientado pelo código CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas)”, enfatiza. 

Além de vistorias e fiscalização, a Divisa atua na averiguação de denúncias, análise de projetos para arquitetura, investigação de surtos/infecções e atividades educativas, tais como cursos e oficinas de manipulação de alimentos. Em relação às denúncias, Caio informa que o contato pode ser feito por meio do telefone (94) 3323-2020.

“Denúncias de questões sanitárias, por exemplo, produtos em más condições de conservação, estabelecimentos irregulares, alguns até clandestinos. Temos recebido algumas denúncias de estabelecimentos que realizam atividades de estética sem a presença de um profissional habilitado, e alguns dos procedimentos exigem tal profissional, na fiscalização nós identificamos casos assim, seja por falta de conhecimento ou negligencia”, esclarece Caio.

As penalidades em casos de constatação de irregularidades pela Divisa vão desde uma notificação  até a interdição do estabelecimento.

Fiscalização 

Um dos setores inspecionados rotineiramente pela Vigilância Sanitária para prevenção e promoção da saúde são os supermercados. Neles, os fiscais observam desde a entrada do estabelecimento, por conta das normas sanitárias contra covid-19, até a validade, armazenamento e exposição dos produtos, sobretudo de alimentos com durabilidade curta, a exemplo, dos frios, como explica Taynara Marinho, técnica da Divisa.

“Da higiene dos carrinhos de supermercados, das cestinhas de compra até as áreas de retaguarda, que são os depósitos, áreas de produção. O foco é sempre a questão da higiene, limpeza  e da organização. Nós observamos bastante a questão das validades. Outra questão que também observamos é o armazenamento, porque moramos numa região muito quente e eles precisam manter os alimentos na temperatura correta, seja de refrigeramento ou congelamento que é de – 8°C”, destaca.

Em um dos supermercados, onde a inspeção aconteceu esta semana, no bairro Laranjeiras, os fiscais não encontraram irregularidades. Mas que anos atrás teve de se adequar às exigências da Divisa com a criação de um espaço próprio para fatiamento de frios, como condição da liberação do licenciamento sanitário. Juscelino da Silva, é um dos funcionários mais antigos do supermercado e atua como fiscal da loja, ele sabe o quanto é importante o trabalho da Divisa.

“É muito importante pra gente e para os clientes que vão ter garantidos mercadorias de qualidade, prazos dentro da validade, evitando prejuízos também para a empresa. Aqui temos uma parceria com os fornecedores que, por meio dos representantes, prestam serviços de reposição dos produtos na qualidade que queremos para os clientes”, disse o funcionário.

Serviço:

A Divisa fica no prédio da Vigilância em Saúde, que fica na avenida Espirito Santo, nº 229, no bairro Amapá, e pode ser contactada pelo telefone (94) 3323-2020.

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Pará

Itupiranga estreia com vitória no Parazão 2022 e Águia empata com Tuna

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A bola rolou no Campeonato Paraense 2022 que nesta edição terá três representantes da região de Carajás: Águia de Marabá, Independente de Tucuruí e Itupiranga.

O Itupiranga abriu a competição, goleando o Caeté de virada por 4 a 1, no Estádio Navegantão, em Tucuruí. Com o resultado, o Crocodilo já assume bem a ponta do Grupo B, que tem Bragantino-PA, Tapajós e Tuna Luso.

No primeiro tempo, o Caeté abriu o placar após falha do goleiro Evandro Gigante. Junior chutou de fora da área, o goleiro rebateu pra frente e Jean apareceu sozinho para concluir. O empate veio com João Vitor, que recebeu passe, avançou e bateu na saída do goleiro Deco Jr.

A virada aconteceu ainda na etapa inicial. A bola ficou perdida na grande área do Caeté e Rodrigo chegou de trás finalizando no canto direito. Jogadores do time bragantino reclamaram de irregularidades no lance.

No segundo tempo, após cobrança de escanteio curta, João Paulo cruzou e Moisés cabeceou para o fundo da rede. Minutos depois, falta é cobrada na área, fica perdida e sobra para Moisés, novamente, fazer o quarto do Itupiranga.

Em Parauapebas

Apesar de ter o mando de campo, o Águia teve de jogar fora de Marabá, por conta das cheias dos Rios Tocantins e Itacaiúnas, que invadiram o estádio Zinho Oliveira. A partida contra a Tuna Luso foi realizada em Parauapebas e as duas equipes ficaram no 1 a 1.

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Pará

Pará anuncia medidas para população afetada por interdição de ponte

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O ferry boat está garantindo o transporte gratuito de pessoas e veículos

O governo do Pará e a prefeitura de Belém anunciaram uma série de medidas para minimizar e reparar os prejuízos e os transtornos que a interdição da ponte Enéas Martins causou à população da Ilha do Outeiro, um distrito da capital paraense.

Na última segunda-feira (17), os órgãos de segurança interromperam o trânsito de veículos e de pedestres, bem como a navegação de embarcações próxima ao local, logo após serem alertados de que um pedaço da ponte tinha se desprendido sobre o Rio Maguari e uma rachadura se abriu ao longo da via.

Segundo o governo estadual, testemunhas afirmam ter visto uma balsa se chocar contra o pilar central da ponte. Após a interdição, técnicos que vistoriaram a estrutura constataram danos em dois dos pilares de sustentação. A Polícia Civil, no entanto, não descarta a hipótese de os problemas terem sido causados por uma sucessão de colisões.

“Estamos fazendo perícias e, em breve, vamos divulgar a dinâmica: se foi uma embarcação que provocou a queda ou [se foram] sucessivos choques, de diversas embarcações”, disse o delegado Daniel Castro a jornalistas, ontem (23).

Na mesma coletiva de imprensa, o secretário estadual de Transportes, Adler Silveira, anunciou que o governo estadual vai construir uma nova ponte para interligar os distritos de Outeiro e Icoaraci

A nova ponte, de 360 metros de comprimento, utilizará o sistema de cabos-estais, ganhando uma espécie de mastro central onde serão afixados os cabos de aço que sustentarão seu peso. Segundo o governo estadual, a solução permitirá a ampliação do vão de navegação dos atuais 60 metros para 100 metros, aumentando a segurança da navegação. Os pilares remanescentes e todo o resto da estrutura deverão ser integralmente restaurados.

Segundo o secretário estadual de Transportes, as obras começarão imediatamente e devem ser concluídas em até sete meses. A rapidez deve-se ao fato de que o governo estadual será dispensado de selecionar a empresa responsável por meio de licitação pública, conforme destacaram os representante do Ministério Público de Contas do estado, Patrick Bezerra, e do Tribunal de Contas estadual, Marcelo Aranha.

“Necessário frisar que todas as informações das obras devem ser disponibilizadas para análise do Tribunal de Contas para que colaboremos com os órgãos de controle”, disse Aranha. “Na medida em que a fiscalização avançar, encaminharemos as conclusões à Setran para as medidas cabíveis.”

Para permitir que as milhares de pessoas que vivem na Ilha do Outeiro acessem a área continental e que turistas atraídos pela orla urbanizada da ilha façam o caminho inverso, o governo estadual disponibilizou barcos e balsas que estão fazendo a travessia ininterrupta de veículos e pedestres. Nas lanchas rápidas que transportam passageiros entre a ilha e o Trapiche de Icoaraci, a travessia dura cinco minutos. Já nos ferry-boats destinados a transportar veículos entre o porto da Brasília, em Outeiro, e o Terminal Hidroviário de Belém, a viagem pode durar cerca de 1 hora.

Prefeitura

A prefeitura de Belém também anunciou, ontem, medidas emergenciais e assistenciais que contemplam os moradores de Outeiro afetados pela interdição da ponte. Uma das medidas busca ampliar o número de beneficiários do programa Bora Belém entre as famílias residentes no distrito que vivem em extrema pobreza. Executado em conjunto com o governo estadual, o programa repassa de R$ 150 a R$ 450 mensais a cada família, conforme o número de filhos.

Outra medida contemplará, por pelo menos seis meses, os donos e os funcionários das barracas de praia, que receberão uma ajuda de R$ 500, e os trabalhadores autônomos e informais cadastrados pela prefeitura, que receberão R$ 300. No total, a prefeitura prevê um investimento da ordem de R$ 1 milhão para auxiliar os profissionais ligados ao atendimento turístico.

Segundo o prefeito Edmilson Rodrigues, o Banco do Povo de Belém também vai abrir uma linha de crédito solidário de R$ 1 milhão para emprestar aos pequenos empreendedores do distrito recursos para a manutenção de capital de giro e para cobrir custos fixos.

Além disso, a prefeitura promete outros investimentos em saúde e em ações sociais. “Apresentamos um conjunto de ações imediatas como o reforço das Unidades de Saúde, o aumento de funcionários, garantia de uma ambulancha [ambulância náutica], intensificação da vacinação e a instalação da Unidade Fluvial de Saúde, inaugurada recentemente para atender a população”, afirmou Rodrigues. (Alex Rodrigues)

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Pará

MARABÁ: Nível do Rio Tocantins começam a recuar

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Na manhã desta segunda-feira (24), o nível do rio Tocantins amanheceu em 11 metros e 95 centímetros acima do normal, um recuou de 1 m e 14 cm nos últimos 5 dias. Muitas ruas, principalmente nos bairros da Marabá Pioneira, já não estão mais alagadas, porém a Defesa Civil alerta para o perigo de um retorno sem orientação técnica.

De acordo com a Defesa Civil é aguardado ainda um repique, subida no nível do rio, pois ainda não passou o período de cheias e a orientação é que as famílias permaneçam nos abrigos ou em casa de familiares ou amigos e que a ajuda para as famílias continuam acontecendo normalmente. Atualmente são 21 abrigos oficiais e 20 caminhões para o transporte das pessoas, bem como seis embarcações para uso das famílias ilhadas.

Na última quarta-feira (18), o nível do rio atingiu a marca de 13 metros e 09 cm metros atingindo 4.424 famílias, sendo que 789 estão nos abrigos públicos e as demais desalojadas ou ilhadas. As famílias ribeirinhas também estão recebendo apoio por parte da Defesa Civil com distribuição de cestas básicas e outros serviços.

A Defesa Civil está conta com apoio do Exército, por meio da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, Marinha do Brasil e Corpo de Bombeiros, além da Defesa Civil Estadual. A Prefeitura de Marabá mobilizou mais de 200 servidores para ajudar no atendimento às famílias. (Victor Haôr / Fotos: Paulo Sérgio)

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