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MARANHÃO: Casos de pedofilia deverão ser encaminhados para CPI nacional

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Duas novas denúncias de pedofilia no Maranhão foram entregues à CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Maranhão. Uma acusando um padre de abusar sexualmente de garotos menores de idade, no município de Paço do Lumiar, e outra, um defensor público que, há algum tempo, mantinha relações sexuais com garotas menores de idade, no município de Pedreiras. Como a CPI no Maranhão será encerrada no próximo dia 13, os dois casos deverão ser encaminhados para CPI da Pedofilia do Senado Federal.

De acordo com a presidente da CPI da Pedofilia, deputada Eliziane Gama, com o prazo da comissão acabando na próxima semana, ficará praticamente impossível investigar essas denúncias e ouvir os acusados. “Estamos terminando os trabalhos da CPI, então não teremos tempo de ouvir as pessoas envolvidas. Mas como são cosos muito graves, faremos o encaminhamento para a CPI nacional, com a certeza de que eles terão tempo suficiente para investigar”, declara a deputada.

Os acusados de abuso sexual foram convocados para comparecerem na audiência da CPI desta terça-feira, 4, na Assembleia, mas dificilmente estarão presentes. “Sabemos que o defensor público está de férias e está fora do Estado. E o padre poderá utilizar outras justificativas para não comparecer à audiência amanhã”, reconheceu a presidente da comissão.

Confirmação

Para a audiência desta terça-feira, 4, foi confirmada, pelo seu advogado, a presença do prefeito do município de Tutoia, Raimundo Nonato Abraão Baquil (PSDB). Ele será interrogado sobre a acusação de abuso sexual contra duas adolescentes na cidade, uma de 13 anos e outra de 14 anos. “Esperamos que desta vez ele se faça presente, para que possamos finalizar esse caso”, pontuou a deputada Eliziane Gama. Essa é a terceira convocação do prefeito de Tutoia.

Caso o prefeito não compareça à audiência, ele poderá ser preso, já que foi deliberado pela CPI um pedido de prisão, que pode ser encaminhado à Procuradoria Geral do Estado. “Vamos aguardar a presença do prefeito na audiência desta terça, e esperamos que não seja necessário utilizar o pedido de prisão”, ressalta a presidente da CPI da Pedofilia. (Roberta Gomes – iMirante)

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Tocantins passa dos 100 mil infectados com a Covid-19

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que nesta terça-feira, 26 de janeiro, foram contabilizados 605 novos casos confirmados para Covid-19.

Deste total, 128 foram registrados nas últimas 24 horas e o restante por exames coletados em dias anteriores e que tiveram seus resultados liberados na data de ontem.

Desta forma, hoje o Tocantins registra um total de 320.439 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 100.204 casos confirmados da doença. Destes, 88.747 pacientes estão recuperados e 10.104 estão ainda ativos (em isolamento domiciliar ou hospitalar), além 1.353 óbitos.

Clique AQUI e veja o boletim completo.

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Catalisa ICT tem inscrições prorrogadas

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As inscrições para o programa Catalisa Instituição Científica Tecnológica e de Inovação (Catalisa ICT) foram prorrogadas até o próximo dia 21 de fevereiro. O programa, promovido pelo Sebrae, irá selecionar cerca de mil pesquisas com potencial de gerar novos negócios. A jornada de aceleração oferecerá aos pesquisadores capacitação em gestão, mentorias, fomento a projetos e acesso ao universo empresarial. Podem se inscrever mestre e doutores, que já concluíram a titulação ou que ainda estão elaborando suas pesquisas.

A convidada dessa edição do podcast da Agência Sebrae de Notícias é a analista do Sebrae, Hulda Giesbrecht. Ela detalha quem pode participar, todo o processo de inscrição e fala sobre o apoio técnico de até R$ 150 mil. O podcast completo está disponível e pode ser replicado por emissoras de rádios e portais de notícia de todo o país, gratuitamente, sendo exigida apenas a citação à Agência Sebrae de Notícias. Confira os detalhes neste link. Podcast 36º Edição – Catalisa ICT – YouTube

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Tocantins registrou 11,8 mil casos de hanseníase na última década

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O Tocantins ocupa o décimo primeiro lugar no Brasil em número de casos novos de hanseníase. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, identificou no estado a ocorrência de 11.890 casos novos da doença entre 2010 e 2019. Deste total cerca de 35,9% chegaram aos consultórios e ambulatórios com algum grau de incapacidade, isto é, quando a doença causa alguma deformidade física ou causa diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

JANEIRO ROXO – Como janeiro é o mês dedicado à conscientização, combate e prevenção da hanseníase no País, a SBD somou forças para apontar a importância de se enfrentar essa doença tropical de evolução crônica, que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, como dormência e diminuição de força nas mãos e nos pés.

A Região Norte do País figura na terceira posição em número de casos novos detectados ao longo da última década: 19% do total, o equivalente a 60.211 mil casos. Em primeiro lugar aparece o Nordeste, com 43% dos registros, seguido do Centro-Oeste, com 19,5% dos casos. Na quarta posição, está a Região Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

Em oposição, cerca de 4% dos casos novos registrados na população brasileira durante o período se concentraram apenas no Tocantins. Na liderança do ranking estão: Maranhão, com 36.482 registros (12%); Mato Grosso, com 33.104 (11%); e Pará, com 31.611 (10%). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá apresentam os melhores índices, diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – “São números alarmantes e, apesar disso, a hanseníase ainda é considerada uma doença negligenciada. Trata-se de um contexto contra o qual a SBD e muitos gestores públicos têm trabalhado arduamente ao longo dos anos, a fim de conscientizar a população sobre as manifestações clínicas da doença e assegurar a todos acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce”, ressalta Mauro Henokihara, presidente da SBD.

Segundo ele, a detecção precoce da doença é fundamental para que o paciente evolua sem sequelas e para diminuir a chance de transmissão para outras pessoas, em especial aquelas com quem convive de maneira regular e próxima. “Infelizmente, observamos um aumento na proporção de novos casos que chegam ao médico com o que chamamos de Grau 1 e 2 de incapacidade física, deformidades e incapacidades físicas às vezes irreversíveis”, pontua o dermatologista.

Pelos números apurados pela SBD no Sinan/MS, em 2010 os casos novos diagnosticados no Tocantins com algum tipo de deformidade (Grau 2) e com diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos, mãos ou pés (Grau 1) representavam 27,6% do total. Os últimos dados nacionais disponíveis, referentes a 2019, mostram que essa proporção saltou para 45,1%.

PERFIL DO PACIENTE – Na maior parte do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença preocupa mais com as mulheres quando o assunto é hanseníase, pois elas são mais afetadas pela doença. No Brasil, no entanto, são os homens os mais afetados: 55% dos casos novos detectados na última década. No Brasil, mais da metade dos pacientes com diagnóstico de hanseníase na década tinham entre 50 e 59 anos (18%), 40 e 49 anos (18%) e 30 e 39 anos (17%). Outra parcela significativa tinha mais de 60 anos (22%) ou estava na faixa entre 20 e 29 anos (12%).

Para Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, isso pode estar relacionado a uma série de fatores, como a classe social e a menor frequência com que eles vão a consultas médicas. “A hanseníase tem uma característica interessante: a pessoa precisa estar atenta aos sinais o próprio corpo. Muitas vezes são manchas silenciosas, que não doem e não coçam. E sabemos que, culturalmente, o homem brasileiro tem mais dificuldade de ir ao médico e cuidar da própria saúde”, ressalta.

Os analfabetos e com ensino fundamental incompleto representam 54% das notificações da doença nos últimos dez anos. “A hanseníase está classificada entre as doenças ditas negligenciadas, que atingem populações com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O Brasil, apesar de estar entre as grandes economias mundiais, apresenta grande desigualdade social. Nas periferias de suas metrópoles, existem grandes bolsões de pobreza caracterizados por habitações insalubres e difícil acesso aos serviços de saúde”, lembra Sandra Durães.

A especialista alerta, no entanto, que, por se tratar de doença endêmica, a rigor toda a população está exposta e pessoas de maior poder aquisitivo também podem adoecer.

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